terça-feira, 29 de maio de 2012

LULA, MENTIROSO, SUJO, FALASTRÃO E AGORA CHANTAGISTA, TODAS AS VERSÕES INDICAM ESTA VERDADE


Bom dia, um fato e muitas versões, sendo as mais plausíveis as que contam a verdade do Ministro Gilmar Mendes, apesar do desmentido em nota do Instituto Lula, o referido não veio a público como é de seu costume, gritar sua inocência, tal como no episódio do mensalão, discursou numa reunião de Ministros após não ter mais alternativa e assim mesmo para negar o fato constatado. A nota emitida chama o Ministro Gilmar de mentiroso, mas como não a assinou, foi emitida por um agente jurídico que não pode ser imputado salva-se de mais uma acusação contra este senhor que se acha o dono do Brasil, agora alem de sujo, estelionatário, mentiroso também o é chantagista, que mais se quer de uma pessoa que não sabe honrar a oportunidade tida em ser Presidente de um país como o Brasil, não posso acreditar que o povo deste país ainda vá acreditar que o senhor Lula é inocente novamente, um Ministro do Supremo não iria vir a público e mentir descaradamente sobre um fato tão sério como o ocorrido, alem do mais, entre acreditar no senhor Lula e no Ministro, não há comparativo pertinente, o Ministro Gilmar sempre pautou suas atitudes pela honestidade e pela confiabilidade em todas suas manifestações, sejam ela jurídicas ou pessoais, já o senhor Lula negou um fato como o do mensalão para não ser “apeado” do poder, e pela boa vontade de homens da “elite” como os chama agora Lula, não foi deposto como já aqui expliquei, isto porque pensaram no país e em seu povo, que é o que não faz o senhor Lula e o seu partido o PT, ainda teremos outros desdobramentos para a situação criada, espero sinceramente que se leve adiante à investigação solicitada pelos partidos de oposição no dia de ontem ao PGR, e, que seja aberto inquérito criminal contra este senhor por coação, chantagem, corrupção entre outros crimes que ele cometeu. Abaixo transcrevo muitos dos textos sobre o assunto com opiniões que se somam, alem das discordâncias cometidas pelo Sr. Nelson Jobim com declarações desencontradas sobre o ocorrido, versões diversas de um mesmo fato passado em seu gabinete. Tirem os senhores suas conclusões e façam delas seu grito de alerta ao povo deste país sobre o que ocorre no governo que aí está comandado por LULA, O SUJO, O MENTIROSO, O CHANTAGISTA agora também. Leiam;








Em entrevista, Gilmar Mendes da mais detalhes do encontro com Lula e corrige memória de Nelson Jobim

Por Adriana Irion, do Jornal Zero Hora

O ministro do Supremo Tribunal federal (STF) Gilmar Mendes passou o dia tentando evitar falar da polêmica causada com a matéria da revista Veja na qual ele contou a pressão que sofreu do ex-presidente Lula para adiar o julgamento do mensalão.Fervoroso defensor do julgamento, Mendes não queria polemizar com o ex-ministro Nelson Jobim, que depois da divulgação da matéria negou que a conversa tivesse sido no sentido de interferir no julgamento a ser feito pelo STF. O encontro entre Mendes e Lula ocorreu no escritório de Jobim, em 26 de abril, em Brasília.Ao conceder entrevista a Zero Hora no começo da tarde, Mendes demonstrou preocupação com o atraso para o início do julgamento e disse que o Supremo está sofrendo pressão em um momento delicado, em que está fragilizado pela proximidade de aposentadoria de dois dos seus 11 membros. Confira o que disse o ministro em entrevista por telefone:

Zero Hora - Quando o senhor foi ao encontro do ex-presidente Lula não imaginou que poderia sofrer pressão envolvendo o mensalão?

Ministro Gilmar Mendes -
Não. Tratava-se de uma conversa normal e inicialmente foi, de repassar assuntos. E eu me sentia devedor porque há algum tempo tentara visitá-lo e não conseguia. Em relação a minha jurisprudência em matéria criminal, pode fazer levantamento. Ninguém precisa me pedir para ser cuidadoso. Eu sou um dos mais rigorosos com essa matéria no Supremo. Eu não admito populismo judicial.

ZH - Sua viagem a Berlim tem motivado uma série de boatos. O senhor encontrou o senador Demóstenes Torres lá?

Mendes -
Nos encontramos em Praga, eu tinha compromisso acadêmico em Granada, está no site do Tribunal. No fundo, isto é uma rede de intrigas, de fofoca e as pessoas ficam se alimentando disso. É esse modelo de estado policial. Dá-se para a polícia um poder enorme, ficam vazando coisas que escutam e não fazem o dever elementar de casa.

ZH - O senhor acredita que os vazamentos são por parte da polícia, de quem investigou?

Mendes -
Ou de quem tem domínio disso. E aí espíritos menos nobres ficam se aproveitando disso. Estamos vivendo no Supremo um momento delicado, nós estamos atrasados nesse julgamento do mensalão, podia já ter começado.

ZH - Esse atraso não passa para a população uma ideia de que as pressões sobre o Supremo estão funcionando?

Mendes -
Pois é, tudo isso é delicado. Está acontecendo porque o processo ainda não foi colocado em pauta. E acontecendo num momento delicado pelo qual o tribunal está passando. Três dos componentes do tribunal são pessoas recém nomeadas. O presidente está com mandato para terminar em novembro. Dois ministros deixam o tribunal até o novembro. É momento de fragilidade da instituição.

ZH - Quem pressiona o Supremo está se aproveitando dessa fragilidade?

Mendes -
Claro. E imaginou que pudesse misturar questões. Por outro lado não julgar isso agora significa passar para o ano que vem e trazer uma pressão enorme sobre os colegas que serão indicados. A questão é toda institucional. Como eu venho defendendo expressamente o julgamento o mais rápido possível é capaz que alguma mente tenha pensado: “vamos amedrontá-lo”. E é capaz que o próprio presidente esteja sob pressão dessas pessoas.

ZH - O senhor não pensou em relatar o teor da conversa antes?

Mendes -
Fui contando a  quem me procurava para contar alguma história. Eu só percebi que o fato era mais grave, porque além do episódio (do teor da conversa no encontro), depois, colegas de vocês (jornalistas), pessoas importantes em Brasília, vieram me falar que as notícias associavam meu nome a isso e que o próprio Lula estava fazendo isso.

ZH - Jornalistas disseram ao senhor que o Lula estava associando seu nome ao esquema Cachoeira?

Mendes -
Isso. Alimentando isso.

ZH - E o que o senhor fez?

Mendes -
Quando me contaram isso eu contei a elas (jornalistas) a conversa que tinha tido com ele (Lula).

ZH - Como foi essa conversa?

Mendes -
Foi uma conversa repassando assuntos variados. Ele manifestou preocupação com a história do mensalão e eu disse da dificuldade do Tribunal de não julgar o mensalão este ano, porque vão sair dois, vão ter vários problemas dessa índole. Mas ele (Lula) entrava várias vezes no assunto da CPI, falando do controle, como não me diz respeito, não estou preocupado com a CPI.

ZH - Como ele demonstrou preocupação com o mensalão, o que falou?

Mendes -
Lula falou que não era adequado julgar este ano, que haveria politização. E eu disse a ele que não tinha como não julgar este ano.

ZH- Ele disse que o José Dirceu está desesperado?

Mendes -
Acho que fez comentário desse tipo.

ZH - Lula lhe ofereceu proteção na CPI?

Mendes -
Quando a gente estava para finalizar, ele voltou ao assunto da CPMI e disse “que qualquer coisa que acontecesse, qualquer coisa, você me avisa”, “qualquer coisa fala com a gente”. Eu percebi que havia um tipo de insinuação. Eu disse: “Vou lhe dizer uma coisa, se o senhor está pensando que tenho algo a temer, o senhor está enganado, eu não tenho nada, minha relação com o Demóstenes era meramente institucional, como era com você”. Aí ele levou um susto e disse: “e a viagem de Berlim.” Percebi que tinha outras intenções naquilo.

ZH - O ex-ministro Nelson Jobim presenciou toda a conversa?

Mendes -
Tanto é que quando se falou da história de Berlim e eu disse que ele (Lula) estava desinformado porque era uma rotina eu ir a Berlim, pois tenho filha lá, que não tinha nada de irregular, e citei até que o embaixador nos tinha recebido e tudo, o Jobim tentou ajudar, disse assim: “Não, o que ele está querendo dizer é que o Protógenes está querendo envolvê-lo na CPI.” Eu disse: “O Protógenes está precisando é de proteção, ele está aparecendo como quem estivesse extorquindo o Cachoeira.” Então, o Jobim sabe de tudo.

ZH - Jobim disse em entrevista a Zero Hora que Lula foi embora antes e o senhor ficou no escritório dele tratando de outros assuntos.

Mendes -
Não, saímos juntos.

ZH - O senhor vê alternativa para tentar agilizar o julgamento do mensalão?

Mendes -
O tribunal tem que fazer todo o esforço. No núcleo dessa politização está essa questão, esse retardo. É esse o quadro que se desenha. E esse é um tipo de método de partido clandestino.

ZH - Na conversa, Lula ele disse que falaria com outros ministros?

Mendes -
Citou outros contatos. O que me pareceu heterodoxo foi o tipo de ênfase que ele está dando na CPI e a pretensão de tentar me envolver nisso.

ZH - O senhor acredita que possa existir gravação em que o senador Demóstenes e o Cachoeira conversam sobre o senhor, alguma coisa que esteja alimentando essa rede que tenta pressioná-lo?

Mendes -
Bom, eu não posso saber do que existe. Só posso dizer o que sei e o que faço.


II-


Mensalão tem de ser jugaldo, diz presidente do Supremo. “Processo já está maduro”

 

Por Mirella D’Elia, na VEJA Online:

“Aguardemos a fala do terceiro”, cobrou Carlos Ayres Britto, presidente do Supremo Tribunal Federal, ao comentar a reportagem da edição de VEJA desta semana, que mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem trabalhando para cercar os ministros do STF e atrasar o julgamento do mensalão do PT. “Foi um diálogo protagonizado por três pessoas. Dois desses agentes já falaram. Falta o terceiro”.

Ayres Britto comentou o caso depois de participar do 5º Congresso da Indústria da Comunicação, evento realizado em São Paulo na tarde desta segunda-feira. Lula foi o único envolvido que ainda não se manifestou sobre o episódio. Nelson Jobim, que também esteve presente na conversa entre o ex-presidente e Gilmar Mendes, confirmou o encontro, mas garantiu que em nenhum momento se falou sobre o mensalão.

Embora tenha afirmado que o ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo do mensalão, ainda não sinalizou de entregará seu parecer no primeiro ou no segundo semestre, Ayres Britto garantiu que a Suprema Corte do país está pronta para colocar o caso em pauta. “A sociedade quer o julgamento e ele está maduro para ser julgado”, afirmou Ayres Britto. “Nós, ministros do Supremo, temos um foco e não vamos perder esse foco: fazer um julgamento imparcial e objetivo da causa”.

OAB
Em nota, Ophir Cavalcante, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), criticou o comportamento de Lula e também pediu explicações ao ex-presidente. “O Supremo Tribunal Federal, como instância máxima da Justiça brasileira, deve se manter imune a qualquer tipo de pressão ou ingerência”, observou Ophir. “Ainda que o processo de nomeação de seus membros decorra de uma escolha pessoal do presidente da República, não cabe a este tratá-los como sendo de sua cota pessoal, exigindo proteção ou tratamento privilegiado, o que, além de desonroso, vergonhoso e inaceitável, retiraria dos ministros a independência e impessoalidade na análise dos fatos que lhe são submetidos”. O teor das conversas mantidas com ministros do Supremo configura-se, segundo Ophir, “de extrema gravidade, devendo o ex-presidente, cuja autoridade e prestígio lhe confere responsabilidade pública, dar explicações para este gesto”.

Em entrevista ao site Consultor Jurídico, o ministro Celso de Mello afirmou neste domingo que, se Lula ainda fosse presidente, a tentativa de interferir no julgamento do mensalão poderia levá-lo a um processo de impeachment. “Esse comportamento seria passível de impeachment por configurar infração político-administrativa, em que um chefe de poder tenta interferir em outro”, disse. “O episódio revela um comportamento eticamente censurável, politicamente atrevido e juridicamente ilegítimo”.
Por Reinaldo Azevedo

III-

O Lula “pessoa jurídica” tenta falar em nome do Lula “pessoa física”. Uma nota que já se desmoraliza de saída. Ou: Puxe pela memória, Luiz Inácio!

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sentiu cheiro de carne queimada e decidiu vir a público para tratar de sua conversa com Gilmar Mendes. Mas o fez de forma oblíqua, arrevesada. Sabem quem divulgou uma nota? O Instituto Lula. Que se saiba, quem estava no encontro com o ministro do Supremo e com Nelson Jobim era a pessoa física chamada Luiz Inácio Lula da Silva. Leiam a nota. Volto em seguida.

Sobre a reportagem da revista “Veja” publicada nesse final de semana, que apresenta uma versão atribuída ao ministro do STF Gilmar Mendes sobre um encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 26 de abril, no escritório e na presença do ex-ministro Nelson Jobim, informamos o seguinte:

1. No dia 26 de abril, o ex-presidente Lula visitou o ex-ministro Nelson Jobim em seu escritório, onde também se encontrava o ministro Gilmar Mendes. A reunião existiu, mas a versão da Veja sobre o teor da conversa é inverídica. “Meu sentimento é de indignação”, disse o ex-presidente, sobre a reportagem.

2. Luiz Inácio Lula da Silva jamais interferiu ou tentou interferir nas decisões do Supremo ou da Procuradoria-Geral da República em relação a ação penal do chamado mensalão, ou a qualquer outro assunto da alçada do Judiciário ou do Ministério Público, nos oito anos em que foi presidente da República.

3. “O procurador Antonio Fernando de Souza apresentou a denúncia do chamado Mensalão ao STF e depois disso foi reconduzido ao cargo. Eu indiquei oito ministros do Supremo e nenhum deles pode registrar qualquer pressão ou injunção minha em favor de quem quer que seja”, afirmou Lula.

4. A autonomia e independência do Judiciário e do Ministério Público sempre foram rigorosamente respeitadas nos seus dois mandatos. O comportamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o mesmo, agora que não ocupa nenhum cargo público.

Assessoria de imprensa do Instituto Lula

Voltei
Comecemos do básico, do primário. A “versão da revista” não “é atribuída” a Gilmar Mendes coisa nenhuma. Uma nota que não consegue nem mesmo ser factual a respeito de algo tão básico já se desmoraliza. Mendes confirmou os fatos apurados pela revista, sem quaisquer reparos. Confirmou à reportagem de VEJA e aos demais veículos de comunicação que o procuraram.

Lula não fez favor nenhum ao procurador Antônio Fernando de Souza a qualquer outro ao reconduzi-lo ao cargo. Se não o fizesse, aí, sim, estaria se caracterizando uma vingança. Tampouco cabe a um ex-chefe de estado se jactar de jamais ter inferido no Judiciário, como se isso decorresse de uma benevolência. De resto, no que concerne ao mensalão, as pressões são notórias e conhecidas.

É quase acintoso que seja a “pessoa jurídica” a fazer o desmentido. De resto, Lula não pode se esquecer de que é um falastrão, de que fala demais, de que pode ele mesmo, na certeza de que tudo sairia muito barato, ter comentado o assunto com terceiros, com pessoas que não estavam naquela sala.

Puxe pela memória, Luiz Inácio! Puxe pela memória!
Por Reinaldo Azevedo


IV-

Lula cometeu crime ao prometer blindar Gilmar Mendes, diz jurista
O presidente do Conselho Fundador da Academia Brasileira de Direito Constitucional (ABDConst), Flávio Pansieri, avalia que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cometeu um crime ao propor ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o adiamento do julgamento do mensalão em troca de "blindagem" do magistrado na CPI do Cachoeira.

Pansieri pediu que o Ministério Público entre imediatamente com uma ação contra Lula, “para evitar que fatos semelhantes voltem a ocorrer no mais importante tribunal do país”.

Na opinião do jurista, o STF deve agora pautar e concluir o julgamento do mensalão, para mostrar sua “independência e autonomia absoluta de relações espúrias com o poder ou ex-autoridades da República”.

Segundo reportagem publicada na revista Veja, Lula procurou o ministro do STF Gilmar Mendes para tentar adiar o julgamento do mensalão em troca de blindagem na CPI do Cachoeira. Segundo a reportagem, Lula conversou com o ministro no dia 26 de abril, no escritório do ex-ministro da Justiça e ex-presidente do STF Nelson Jobim, em Brasília. Nos bastidores da CPI, circula a história de que Gilmar Mendes teria viajado a Berlim, na Alemanha, com o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) em um avião cedido pelo contraventor Carlinhos Cachoeira. O ministro diz que pagou todas as despesas da viagem e que pode provar.

Como argumento para seu pedido, Lula teria dito que o mais correto seria julgar o mensalão após as eleições municipais de outubro. Além disso, teria contado que também iria conversar com outros ministros do Supremo.

PSOL pede que Lula e Mendes detalhem conversa

O Líder do PSOL na Câmara, deputado Chico Alencar (RJ), defende que Lula e o ministro Gilmar Mendes expliquem o que foi conversado no encontro entre os dois. Além disso, Alencar pede que algumas ações sejam conduzidas, para “tirar qualquer suposição de troca de favores, absolutamente indevida”.

Entre as ações, Alencar pede que seja apurada, na CPI do Cachoeira, se ocorreu uma viagem de Mendes e Demóstenes em avião providenciado ou custeado por Carlinhos Cachoeira. “Em tendo ocorrido nesses termos, (a viagem) seria espúria e de gravíssimas consequências”, afirma o deputado, em nota.

Outra ação cabível, segundo Alencar, seria dar mais celeridade ao julgamento do mensalão no STF, de “maneira independente e serena”, afirma o líder do PSOL.

Em nota, Alencar ainda defende que o fato de Mendes ter recebido Lula não incorre em crime. “O PSOL lembra que o saudável costume dos ministros do STF é receber os cidadãos, em exercício de função pública ou não, em dependências do próprio Tribunal, com toda transparência”, de acordo com nota assinada por Alencar.

V-



Enviado por Ricardo Noblat - 
28.5.2012

Por demente, Gilmar deve ser internado. Ou então ele diz a verdade


Ao jornal Zero Hora, do Rio Grande do Sul, ontem, a propósito do encontro de Lula com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Nelson Jobim fez duas afirmações que não se harmonizam.

A primeira: "Não houve essa conversa", referindo-se ao que Lula e Gilmar teriam dito conforme publicou a VEJA. Conforme contou Gilmar.

O repórter do jornal provocou: "Então o ministro Gilmar mentiu"...

Jobim respondeu: "Não digo isso".

Ao negar a conversa contada à VEJA e a altas figuras da República por Gilmar, Jobim só pode estar dizendo para qualquer pessoa medianamente inteligente:

- Gilmar mentiu.

E por que Gilmar mentiria?

Se a conversa nada teve a ver com o adiamento do julgamento do mensalão, com a viagem dos casais Gilmar e Demóstenes à Berlim, com a pressão que Lula pretende exercer sobre ministros do STF para que absolvam os mensaleiros, enfim, com nada do que saiu na VEJA, por que Gilmar inventaria uma narrativa dessas tão absurda? Tão sem pé nem cabeça? Sem amparo algum em fatos?

Gilmar enlouqueceu? Quis arranjar uma confusão com o presidente mais popular da história do país? Quis ser desmentido pelo anfitrião do encontro - seu amigo, por sinal?

E Gilmar arranjou a confusão e foi desmentido pelo amigo depois de um encontro que, segundo Jobim, foi  "cordial" e também "formal"?

Não faz o menor sentido que Gilmar tenha inventado tudo isso. Seria o caso de internação por demência.

E por que Lula não grava uma pequena entrevista para dizer mais ou menos assim:

- O ministro Gilmar Mendes mentiu.

Pegaria mal para um ex-presidente da estatura dele descer do trono para chamar um ministro do Supremo de mentiroso? Poderia ser mais bem educado:

- O ministro Gilmar Mendes faltou com a verdade.

Nem isso Lula parece disposto a dizer...

Andaram filmando o ex-ministro José Dirceu no apartamento de hotel em Brasília onde despachava com meia Repúbica.

Quem garante que o encontro Lula-Gilmar-Jobim não possa ter deixado vestígios?

VI-


Enviado por Ricardo Noblat -
28.5.2012

Em qual Jobim se deve acreditar?

Blog do Moreno
Volto aqui para tentar dar minha contribuição profissional à elucidação do caso Gilmar/Lula.

Serei cronologicamente breve:

No sábado à tarde, falo com Jobim, que me disse que estava em Itaipava. Ele me disse:

--- O encontro era de Lula comigo. O Gilmar apareceu por conicidência. Nós estamos fazendo um trabalho de resgate da memória da Constituinte e ele toda hora tá lá no escritório comigo. Foi uma grande coincidência! Três dias antes, a Clara Ant me ligou avisando que o Lula ia me ver. O Gilmar não sabia que iria encontrar o Lula.

Hoje, Jobim está nos jornais e sites dizendo que Lula pediu a ele para chamar Gilmar. Que ele ligou pro Gilmar para chamá-lo para o encontro.

Em qual Jobim devo acreditar?

Naquele que me jurou no sábado que a presença de Gilmar no seu escritório foi mera coincidência?

Ou no Jobim de hoje?

Era só isso que eu tenho a dizer caro leitor.

PS: Tem outra coisa importante. Jobim me disse:

--- Quem falou em mensalão fui eu. Eu que puxei o asunto, se não ele passaria batido. Eu perguntei para o Gilmar: " Vem cá, quando essa coisa do mensalão vai ser votada?". Foi só isso".

Gilmar me disse:

---- Ele falou isso?! Não, não! Quando eu comecei a ficar intrigado, querendo sair onde o Lula iria chegar, foi o próprio Jobim que tentou interpretar o que o Lula queria dizer. Ele não só ouviu, como participou da conversa.

Eu saí em socorro do Jobim, dizendo a Gilmar

-- Por questão de justiça, devo esclarecerer que quando o Jobim me disse ter negado tudo ao repórter do Estadão, ele próprio ponderou que não tinha ainda lido a Veja, que estava se baseando na informação do repórter. Certamente, qdo ler a revista, com o senhor confirmando tudo, ele não terá motivo mais para negar.

Gilmar comentou aliviado:

---- Ah, então ele está desmentindo sem ter lido a revista! Quando ler, certamente vai confirmar".

E é só.

Parece que Lula, se já não o fez, fará um pronunciamenfo sobre o caso.


VII-


As muitas versões de Nelson Jobim, por Merval Pereira

Merval Pereira, O Globo

Não são apenas as versões do encontro do ex-presidente Lula com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, no escritório do ex-ministro do Supremo e do governo Lula Nelson Jobim que estão desencontradas. O próprio encontro em si não poderia ter acontecido se vivêssemos em um país sério.

Se respeitassem a liturgia dos respectivos cargos, o advogado Jobim não poderia ter aceitado servir de intermediário de encontro de Lula com Gilmar Mendes; o ministro do STF deveria ter recusado o encontro em tais circunstâncias; e, sobretudo, o ex-presidente, se se desse ao respeito, não poderia nem pensar em pressionar um ministro do Supremo.

Pelos desmentidos desencontrados e por algumas coincidências do relato de Gilmar Mendes com fatos da vida real, está mais que claro que houve o encontro e que o tema central foi mesmo o julgamento do mensalão, uma atitude que poderia render a Lula um processo de impeachment se ainda fosse presidente da República, como bem lembrou outro ministro do Supremo, Celso de Mello.

Esta seria, por sinal, a segunda vez em que o mensalão levaria Lula à beira do impeachment. A primeira, pelo próprio fato em si, que o levou a pedir desculpas ao povo brasileiro e dizer-se traído, numa admissão pública da gravidade do que ocorrera. Agora, na tentativa desesperada de adiar o julgamento do Supremo.

O advogado Jobim não conseguiu sair-se bem da missão de desmentir o indesmentível.

Primeiro disse pessoalmente a Jorge Bastos Moreno que a visita acontecera por coincidência, pois Lula fora visitá-lo e lá por acaso estava Gilmar Mendes, que de vez em quando aparece no escritório para tocar um trabalho jurídico com Jobim.

Como Moreno de bobo não tem nada, registrou o desmentido como sendo uma confirmação, pois não é possível que, sabendo três dias antes que Lula lá estaria, não tivesse desmarcado qualquer outra reunião em seu escritório.

E, mesmo que Gilmar Mendes aparecesse por lá sem avisar, caberia a Jobim evitar constrangimento aos dois.

A terceira versão de Jobim — antes dera outra à revista “Veja”, alegando que não ouvira tudo o que foi conversado — foi, afinal, a de que realmente convidara Gilmar Mendes a se encontrar com o ex-presidente para uma conversa em seu escritório, por iniciativa de Lula, mas negando que a conversa tivesse girado sobre o mensalão, que teria entrado nela “de passagem” por seu intermédio.

O esforço de Jobim para proteger o ex-presidente Lula é tamanho que ele não se incomoda de se pôr em má situação.

Ora, se fosse mesmo verdadeira, esta versão colocaria Jobim não apenas como intermediário, mas também como participante ativo da pressão sobre um seu ex-colega de STF.

Ao levantar o assunto mensalão, Jobim estaria sendo no mínimo inconveniente, para não dizer temerário.

O próprio ex-presidente, aliás, na nota oficial do Instituto Lula em que se diz “indignado” e nega que tenha pressionado Gilmar Mendes, fala do encontro como tendo sido ocasional: “No dia 26 de abril, o ex-presidente Lula visitou o ex-ministro Nelson Jobim em seu escritório, onde também se encontrava o ministro Gilmar Mendes.”

Lula, como se vê, mantém a versão do encontro ocasional quando Jobim já evoluíra para admitir que convidara Mendes para o encontro a pedido dele.

Gilmar Mendes teria de ter uma imaginação prodigiosa para inventar tantos diálogos e situações, e bastam duas ou três dessas situações relatadas por ele para confirmar que tudo se passou como diz.

O ex-presidente Lula teria dito a Gilmar Mendes que pediria ao jurista Celso Antonio Bandeira de Mello para conversar com o presidente do Supremo, Ayres Britto, de quem é uma espécie de guru, responsável por sua indicação ao STF por Lula.

O presidente do STF, embora não creia na intenção maliciosa do ex-presidente da República, recordou que durante almoço no Palácio da Alvorada, a convite da presidente Dilma Rousseff, Lula perguntou-lhe sobre Bandeira de Mello, afirmando que, “qualquer dia desses”, os três tomariam um vinho juntos.

Lula ainda se referiu a José Dias Toffoli, afirmando que lhe dissera que ele “tem que participar do julgamento”. Ex-advogado do PT, e tendo uma namorada que atuou em defesa de mensaleiros, inclusive o ex-ministro José Dirceu, há expectativa de que Toffoli se considere impedido de participar do julgamento do mensalão.

O que Lula teria dito a ele fora antecipado pelo prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, um dos políticos mais próximos de Lula, que definiu recentemente em declaração pública sobre a possibilidade de Toffoli se sentir impedido: “Ele não tem esse direito.”

Recentemente, Toffoli foi criticado ao visitar Lula no Hospital Sírio e Libanês em São Paulo, com quem conversou longamente. Vê-se agora que as críticas tinham razão de ser.

Por fim, o advogado Nelson Jobim, em uma das várias entrevistas que tem concedido desde que o encontro foi revelado por “Veja”, disse que se admirava muito de que só agora, passado um mês do encontro, Gilmar Mendes se revele revoltado com o teor da conversa.

Ou Jobim fez um comentário leviano, sem ter se inteirado das informações, ou está tentando apenas confundir o cenário.

O fato foi revelado por Gilmar Mendes ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel; ao advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, e ao presidente do STF, Ayres Britto, antes de sair publicado na “Veja”.

Portanto, o ministro Gilmar Mendes apenas confirmou o que a reportagem de “Veja” soube por outros caminhos em Brasília. Como dizia o ex-ministro Golbery do Couto e Silva, segredo só guarda quem não tem.

O melhor amigo sempre tem um melhor amigo, e todas as histórias acabam circulando.

O próprio Lula relatou seu encontro a várias pessoas. Por fim, a nota oficial do Instituto Lula tem pelo menos uma inverdade, quando afirma que Lula nunca tentou interferir nas decisões dos ministros do Supremo indicados por ele.

Houve pelo menos uma ocasião em que ele procurou pessoalmente um ministro, e foi rechaçado com elegância. Essa história é conhecida por vários ministros do STF.

VII-


Post do Leitor: No, caso do Mensalão, Não tendo como defender o comportamento de Lula, ataca-se a notícia


 Reynaldo BH
Em uma época em que a verdade parece ser buscada com o objetivo de se conhecer de modo mais preciso o passado, não se entende a negação de fatos confirmados pelos participantes da reunião relatada por VEJA.
Mais uma vez procura-se discutir a seriedade da imprensa – no caso a VEJA – do que o fato em si. Não tendo como defender o comportamento de Lula, ataca-se a notícia. Este também é um comportamento repetidamente adotado pelos diversos apoiadores de Lula, que se recusam a admitir até mesmo a discussão de fatos comprovados.
Fica-se na tangência do absurdo perpetrado pelo ex-presidente, focando a discussão na existência ou não da reunião e do tema da mesma. Nada sobre o procedimento que em qualquer país democrático – e o Brasil é um deles – seria o suficiente para um sentimento de indignação coletivo plenamente justificável. E de consequências políticas e jurídicas que certamente não veremos no Brasil de hoje.
O ex-ministro Nelson Jobim – notabilizado por confessar, com certa ponta de orgulho, ter fraudado (enquanto relator da Constituição) a vontade popular e dos outros pares da Constituinte ao incluir no texto artigos não votados pelos deputados – acabou por piorar uma situação já insustentável. Confessa ao jornalista Moreno (de O Globo) que a reunião fora marcada com três dias de antecedência e que o ministro Gilmar estava presente na mesma a convite do próprio Jobim.
Devemos a priori rotular de mentiroso (mais, criminoso!) o ministro do STF, Gilmar Mendes? Alguém pode duvidar que o ministro conheça a lei e saiba que se mentir sobre os fatos que confirmou estaria incorrendo em tipos criminais como injúria, calúnia e difamação? Lula irá acionar o ministro Mendes no foro adequado, ou seja, para julgamento no STF pelos pares do ministro?
O que é mais crível?
A versão de Gilmar Mendes – não desmentida sequer por Lula, que se calou – ou aquela já inventada nos blogs chapa-brancas? Que insistem na não veracidade da matéria?
Gilmar Mendes tem um passado de respeito ao Judiciário. Quando não seja, porque fez toda a carreira como jurista. Lula tem o oposto. É notório o desprezo do ex-presidente pelas leis, pela Constituição e pelo processo judiciário. Riu e zombou das multas do TSE (que são penas previstas em lei) quando da propaganda antecipada na campanha de Dilma. Escolheu juízes do Supremo baseado em ligações pessoais de D. Marisa e da amizade – e trabalho – que unia outro indicado ao PT.
Admitiu crime de corrupção, dizendo-se traído para depois ignorá-lo reduzindo-o “somente” a Caixa 2, como se crime não fosse. Perdoou um ladrãozinho barato, o indefectível Severino Cavalcanti pego em flagrante delito recebendo suborno de dono de restaurante, elevando-o à vítima de um suposto preconceito contra nordestinos. Classificou Sarney como não podendo ser “tratado como uma pessoa comum”. Acusou a Justiça de “atrapalhar a execução de obras do PAC” quando esta impedia, por suspeitas de superfaturamento e outros desvios, a continuidade da mesma.
São fatos que não necessitam de interpretações. Cada um escolhe, democraticamente, em qual versão acreditar. Embora, insisto, Lula não tenha desmentido em momento algum o que foi colocado pela VEJA. Talvez por receio de – seria mandatório – ter que processar criminalmente o ministro Gilmar Mendes. Ou, em caso de mentira, não teria o ministro atingido a honra pessoal de Lula?

Gilmar Mendes tem um passado de respeito ao Judiciário, Lula tem o oposto, e o ex-ministro Nelson Jobim acabou por piorar uma situação já insustentável.
O fato em si é que merece atenção. E respeito à verdade.
O que leva um ex-presidente extremamente popular a agir como agiu em defesa de uma causa decididamente vergonhosa? O mesmo Lula que se considerou traído pelos mensaleiros agora luta, sem nenhum limite, para impedir o julgamento efetivo de quem o traiu. Deseja a prescrição dos crimes, alegando como uma das motivações o “desespero de Dirceu”. O chefe da quadrilha, assim qualificado no mesmo processo que Gilmar irá julgar.
Confessa ter domínio de uma CPI que deveria ser somente dominada pelos fatos. E coloca esta CPI (vale dizer, os membros da mesma ligada à base do Governo) à disposição para agir conforme as próprias ordens. Que não investiga Cachoeira ou a Delta, mas foca os esforços na intimidação – frustrada – da imprensa e na tentativa – idem- de desqualificar o Ministério Público.
Este foi atingido nas figuras do atual procurador-geral e do anterior, acusado de montar uma farsa. A CPI criada para punir um desafeto político de Lula (o governador Perillo) e criar uma cortina de bordel para encobrir o julgamento do mensalão, não consegue dar sequer um primeiro passo, perdida nas tentativas de blindar companheiros e a própria Delta. Mas mesmo assim, Lula assegura o controle total sobre o rumo da mesma.
E descaradamente propõe uma troca.
O ministro Gilmar Mendes absolve os mensaleiros – ou ajuda a protelar o julgamento em busca da prescrição – e em troca não se investiga o encontro do mesmo com o futuro-ex-senador Demóstenes em Berlim. Sequer se atenta ao fato de estar propondo o acobertamento de um crime (se houver) com a sugestão de inocentar outros.
O que se configura em novo crime. Para Lula, o inimputável, não existe a noção do que fez. Julga-se acima das leis. Qualquer brasileiro decente que tivesse coragem de propor a um juiz de comarca o que Lula propôs a Gilmar sairia preso e algemado desta reunião. Lula não teme a lei. Sempre zombou dela.
Julgou Gilmar Mendes pela mesma régua que usa. Se o ministro Toffoli se submete à pressão de Lula para participar de um julgamento – e aceita – que enquanto advogado esteve envolvido com diversos réus e tem uma namorada que continua a atuar no mesmo processo, é por que merece a medida tomada com a régua de Lula.
Não se espere o mesmo da Ministra Carmem Lúcia ou do ministro Ayres Brito. Ambos possuem uma história de dignidade. E fica provado que Gilmar Mendes não se enquadra nas medidas do ex-presidente.
A Justiça brasileira está distante – mesmo que com gritantes falhas – do toma-lá-dá-cá do Poder Legislativo. Ainda resta dignidade própria aos onze ministros da Corte Suprema, como Gilmar demonstrou. A mesma que faltou a Lula ao propor uma compra de sentença. Por mais pesada que possa parecer esta comparação, não encontro outra mais apropriada.
Lula passou a ser o exemplo maior da necessidade imediata de julgamento dos mensaleiros.
E – arrisco a dizer – até da condenação. Faço este pré-julgamento pelo comportamento do ex-presidente frente aos fatos. Somente quem tem a certeza absoluta da condenação agiria como Lula agiu. Lula está tão ou mais desesperado que Dirceu.
No mínimo é estranho. Ou nada usual. Houvesse a certeza ou mesmo uma dúvida consistente acerca do resultado, não haveria necessidade deste absurdo sem comparações na recente história do Brasil. Até Collor submeteu-se a julgamentos. Lula exige evita-los. Mais: exige um atestado de inocência de companheiros que um dia qualificou de aloprados e traidores.
O desprezo de Lula pela história e pelas regras mínimas de democracia chega a assustar. Já não se importa em desdizer o que disse. Em perdoar ladrões que um dia os acusou no mesmo palanque que agora os absolve. Que pretende Justiça para adversários e perdão pleno antecipado para apaniguados.
Talvez isto explique a sucessão infindável de escândalos de Eunice, Palocci, Pimentel, Waldomiro Diniz, José Dirceu, etc. Lula já os absolveu preliminarmente. Já pediu a Dilma – e esta atendeu – o retorno de algumas destas figuras. Já os perdoou em discursos de saudações fraternas e ataques à mídia.
Todos conhecem o famoso caso do moleiro da Prússia que instado a retirar o moinho que enfeava a vista do castelo de Frederico II, se negava a fazê-lo. Perguntado pelo próprio rei o porque do motivo que o levava a insistir em procurar refúgio no Judiciário, disse apenas: “ ainda existem Juízes em Berlim.” Gilmar Mendes talvez seja um deles.
Frederico II era um déspota, mas com cultura. Aceitou a posição externada pelo moleiro, pois acreditava na supremacia da Justiça.
Lula certamente não é um Frederico II. Falta-lhe cultura, respeito à história e à verdade. Sobra absolutismo dos que se julgam acima das leis e que tentam controlar e direcionar o Judiciário que é a garantia maior da cidadania e da democracia.
Lula jamais entendeu ou entenderá isto.
Ele mesmo provou, com atitudes, esta afirmação. Simples assim.


FRASE DO DIA

“Jobim sabe de tudo”

                               Ministro Gilmar Mendes





 Voltei


Com tudo que está escrito acima, quem será que está mentindo? O Ministro Gilmar, ou o Sr. Lula?  Apesar da nota, que nem mesmo se dignou a assinar, por medo das conseqüências e bem orientado pelo defensor de quadrilheiros e bicheiros corruptores, Marcio Tomaz Bastos, sabe-se que, com a sua verborragia oral por não ter se indignado e a espernear, e sacudir a mão em riste (como o fazem os ditadores comunistas), não vir frente às câmeras negar o ocorrido de forma veemente, é porque não o pode fazer sob pena de ser acusado de calúnia e outros crimes mais. Este é o verdadeiro Lula que poucos conhecem, e está agora se mostrando inadvertidamente em seus atos e atitudes.
Juarez Capaverde




Até amanhã.







As fotos foram postadas pelo blogueiro e são de sua responsabilidade. Juarez Capaverde

segunda-feira, 28 de maio de 2012

CADEIA AO SR LULA O LUGAR DE UM CHANTAGISTA - O GOVERNO DILMA PELO TCU, UMA DROGA



 
Bom dia, ainda repercute na mídia a atitude desaforada e CAFAJESTE DE LULA,  sobre Ministros do STF para que não julguem o mensalão agora, pois só iria atrapalhar ao PT nas eleições que se aproximam, o maior cara-de-pau deste país, Lula da Silva, continua querendo enganar ao povo humilde deste, pois se souberem que o mensalão de fato existiu e foi obra do PT irão perder muitos votos, e, isto prejudicaria o partido nas eleições municipais de Outubro, alem de sujo, chantagista e enganador, o líder do PT e verdadeiro Chefe da Quadrilha do mensalão se acha o todo-poderoso com a prerrogativa inclusive de ameaçar um magistrado do mais alto grau da justiça, forçando uma atitude em seu benefício, como diz Reinaldo Azevedo no texto abaixo, o STF tem que dar uma resposta imediata e assumir de vez o julgamento desta quadrilha que se beneficiou do dinheiro público para suas falcatruas, para escapar do risco que o povo brasileiro venha a entender, que não mais haverá justiça e pessoas honestas e sérias neste Brasil, Lula se acha o Hugo Chavez brasileiro copiando as atitudes autoritárias de seu parceiro que na Venezuela manda no Congresso e no Judiciário, aqui não Sr. Lula, nossos magistrados não se vergam ao seu autoritarismo e ameaças, lhe respondem à altura e não escondem os fatos como o senhor está acostumado a fazê-lo, deveria o Sr. Gilmar Mendes lhe mandar prender na hora por coação, ainda lhe saiu barato, mas logo todos lhe conhecerão e então babaus Lula, irá para o lixo sua reputação que é onde o senhor deveria estar junto com seu partido e seus militantes que o seguem a custa do dinheiro que jorra da torneira pública, com toda a repercussão do caso ainda restam alguns que põe em dúvida a palavra do Ministro, inclusive o Sr. Nelson Jobim que patrocinou o encontro, aqueles que pertencem a súcia petista tem por bem se protegerem, muitas empresas do ramo de mídia também não deram o destaque que o assunto merece, é um absurdo, dizem que não querem uma imprensa amordaçada, mas agem no sentido contrário quando o assunto é o governo e os seus, é uma vergonha.  Leiam;
Juarez Capaverde



STF tem de se reunir imediatamente para dar uma resposta à Nação. Ou: O que Lula fez dá cadeia! Chama-se “obstrução de justiça”


O Supremo Tribunal Federal (STF) tem de fazer imediatamente uma reunião administrativa, dar consequência ao julgamento do mensalão, oferecer a ajuda que se fizer necessária ao ministro Ricardo Lewandowski — um dos que já foram assediados por Luiz Inácio Lula da Silva — e emitir um “Comunicado à Nação” rechaçando a tentativa do ex-presidente de chantagear, intimidar e constranger os ministros da corte suprema do país. Ou o tribunal se dá conta da gravidade do ato e do momento ou corre o risco de se desmoralizar.

Os jornalistas de política de Brasília não podem nem devem quebrar o sigilo de suas fontes, mas também eles têm uma obrigação institucional, com a democracia: revelar que sabiam, praticamente todos eles, do assédio que Lula fazia a ministros do STF. A história estava em rodas de conversa, em todos os cafezinhos, em todos os jantares, em todos os bares. O que não se tinha era a prova ou alguém que decidisse quebrar o silêncio, a exemplo de Gilmar Mendes. O ministro fez bem em comparecer ao encontro. Fez bem em ouvir o que ouviu. Fez bem em advertir o presidente do Supremo, o procurador-geral da República e o advogado-geral da União. Fez bem, finalmente, em confirmar a história que VEJA apurou e falar tudo às claras.

Ok, vá lá… Se Nelson Jobim nega que a história tenha acontecido, a imprensa tem de registrar. Mas há de buscar uma forma — como fez o repórter Jorge Moreno, de O Globo, de circunstanciar o desmentido — que, no seu texto, vale por uma confirmação. Afinal, se Jobim tivesse endossado a acusação de Mendes, ninguém menos do que o grande Lula estaria lascado. Aquilo a que se assistiu na sala do ex-ministro do STF e ex-ministro de Lula chama-se, entre outras coisas, “obstrução de justiça”, o que pode render, em caso de condenação, de um a quatro anos de cadeia, segundo o que caracteriza e prevê o Artigo 344 do Código Penal, a saber:

“Usar de violência ou grave ameaça, com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio, contra autoridade, parte, ou qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir em processo judicial, policial ou administrativo, ou em juízo arbitral:
Pena — reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa, além da pena correspondente à violência.

Única saída

Reflitam um pouco: a única saída que tem Lula é a negativa de Jobim. Sem ela, estaria obrigado, nesta segunda, a vir a público para, mais uma vez, pedir desculpas à nação — a exemplo do que fizera em 2005, quando estourou o escândalo do mensalão. Lula, na sua ousadia tresloucada, ficou, se vocês perceberem, nas mãos de Jobim. Assim, vivemos essa realidade algo surrealista: Jobim nega, ninguém acredita, mas isso impede o agravamento da crise — ou, pensando bem, impede que a situação beire o insustentável. Não restaria outro caminho que não processar o ex-presidente da República.

O Supremo não pode se contentar com o que seria, então, uma mera guerra de versões e deixar tudo por isso mesmo. Até porque, reitero, É DE CONHECIMENTO DE CADA JORNALISTA DE BRASÍLIA A MOVIMENTAÇÃO DE LULA. Todos sabem que ele vem assediando os membros do STF. Nem mesmo o esconde. Os nomeados por ele próprio ou por Dilma, segundo seu discurso boquirroto, lhe deveriam obrigações — e não posso crer, escrevo sem cinismo nenhum, que ministros e ministras a tanto se prestem. Os que não nomeou estariam sujeitos a outra abordagem, como foi o caso de Gilmar, que assistiu àquilo que os dicionários definem como “chantagem”.

É chegada a hora de o Supremo Tribunal Federal deixar claro que não passarão. E tem de fazê-lo hoje.
Por Reinaldo Azevedo





Lula começou a cometer erros em série e ainda arrastará o governo e o PT. Ou: Imprensa não se cala. Ou: Fim da linha para o golpismo lulista


Lula, cujos faro e habilidade política são sempre exaltados, e com razão!, tem cometido erros em série. O petismo os engole porque se criou o mito de sua infalibilidade. A do papa já foi contestada faz tempo. A do ApeDELTA, jamais! Mas cresce nos bastidores o bochicho de que ele anda um tanto descolado da realidade e que começou a ser também um peso.

A sua decisão de criar a CPI do Cachoeira com o propósito de pegar a oposição, o Supremo, a Procuradoria-Geral da República e, claro!, a imprensa nunca foi uma unanimidade no partido. Tampouco contou com o apoio entusiasmado dos aliados. O próprio governo Dilma considerou, desde sempre, que se tratava de uma turbulência inútil. Queria que tivessem curso as investigações da Polícia Federal e a punição dos políticos envolvidos com o esquema Cachoeira no âmbito do Congresso.

Mas Lula e José Dirceu estavam com a faca nos dentes e sangue nos olhos. Daí os vazamentos e, sobretudo, as mentiras em série plantados nos blogs sujos para tentar comprometer o jornalismo independente, o procurador-geral da República e ao menos um ministro do Supremo. Não se esqueçam de que as acusações infundadas contra Gilmar Mendes passaram a frequentar a esgotosfera.

Mas deu tudo errado. O procurador não se intimidou. Um ministro chantageado teve o descortino de comunicar a absurda abordagem de que foi objeto, e a imprensa que não foi alugada pelas verbas oficiais continuou a fazer o seu trabalho. Sim, em nove anos de governo, essa foi a vez em que se assistiu à ação mais virulenta, mais agressiva, mais boçal contra o jornalismo independente. E, a exemplo de outras vezes, deu tudo errado. A imprensa que se preza segue fazendo o seu trabalho e não se intimida.

Lula já deveria saber disso. Ele é cria da liberdade de imprensa, não o contrário. Ela não existe para servi-lo, mas ele a ela, já que se trata de um fundamento das democracias de direito.

Fim da linha para o golpismo lulista!

Reinaldo Azevedo


 

Comportamento de Lula é indecoroso, avaliam ministros


“Se ainda fosse presidente da República, esse comportamento seria passível de impeachment por configurar infração político-administrativa, em que um chefe de poder tenta interferir em outro”. A frase é do decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Celso de Mello, em reação à informação de que o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, tem feito pressão sobre ministros do tribunal para que o processo do mensalão não seja julgado antes das eleições municipais de 2012. “É um episódio anômalo na história do STF”, disse o ministro.

As informações sobre as pressões de Lula foram publicadas em reportagem da revista Veja deste fim de semana. Os dois mais antigos ministros do Supremo — além de Celso de Mello, o ministro Marco Aurélio — reagiram com indignação à reportagem. Ouvidos neste domingo (27/5) pela revista Consultor Jurídico, os dois ministros classificaram o episódio como “espantoso”, “inimaginável” e “inqualificável”.

De acordo com os ministros, se os fatos narrados na reportagem da semanal espelham a realidade, a tentativa de interferência é grave. Para o ministro Celso de Mello, “a conduta do ex-presidente da República, se confirmada, constituirá lamentável expressão de grave desconhecimento das instituições republicanas e de seu regular funcionamento no âmbito do Estado Democrático de Direito. O episódio revela um comportamento eticamente censurável, politicamente atrevido e juridicamente ilegítimo”.

Já o ministro Marco Aurélio afirmou que pressão sobre um ministro do Supremo é “algo impensável”. Marco afirmou que não sabia do episódio porque o ministro Gilmar Mendes, como afirmou a revista Veja, tinha relatado o encontro com Lula apenas ao presidente do STF, ministro Ayres Britto. Mas considerou o fato inconcebível. “Não concebo uma tentativa de cooptação de um ministro. Mesmo que não se tenha tratado do mérito do processo, mas apenas do adiamento, para não se realizar o julgamento no semestre das eleições. Ainda assim, é algo inimaginável. Quem tem de decidir o melhor momento para julgar o processo, e decidirá, é o próprio Supremo”.

De acordo com Veja, o ministro Gilmar Mendes foi convidado para um encontro com Lula no escritório de Nelson Jobim, advogado, ex-presidente do Supremo e ex-ministro da Defesa do governo petista. Lula teria dito a Mendes que é inconveniente que o mensalão seja julgado antes das eleições e afirmado que teria o controle político da CPI do Cachoeira. Ou seja, poderia proteger Gilmar Mendes.

O encontro foi patrocinado por Jobim. Lula começou por oferecer "proteção" a Gilmar Mendes, no âmbito da CPI do Cachoeira, uma vez que ele teria a comissão sob seu comando. Gilmar reagiu negativamente e Jobim tentou consertar: "O que o presidente quis dizer é que o Protógenes pode querer convocá-lo". Ao que Gilmar teria retrucado que, nesse caso, quem precisa de proteção é ele, pelas suas ligações com o esquema de Cachoeira. Ao repetir que suas ligações com o senador Demóstenes nunca passaram dos limites institucionais, Lula teria perguntado sobre a viagem de Gilmar e Demóstenes a Berlim. “Vou a Berlim como você vai a São Bernardo do Campo. Minha filha mora lá. Vá fundo na CPI”. Mendes confirma o encontro com Demóstenes na Alemanha, mas garante que pagou as despesas da viagem de seu bolso. Sem favor de ninguém.

O ministro Celso de Mello lamentou a investida. “Tentar interferir dessa maneira em um julgamento do STF é inaceitável e indecoroso. Rompe todos os limites da ética. Seria assim para qualquer cidadão, mas mais grave quando se trata da figura de um presidente da República. Ele mostrou desconhecer a posição de absoluta independência dos ministros do STF no desempenho de suas funções”, disse o decano do Supremo.

Para Marco Aurélio, qualquer tipo de pressão ilegítima sobre o STF é intolerável: “Julgaremos na época em que o processo estiver aparelhado para tanto. A circunstância de termos um semestre de eleições não interfere no julgamento. Para mim, sempre disse, esse é um processo como qualquer outro”. Marco também disse acreditar que nenhum partido tenha influência sobre a pauta do Supremo. “Imaginemos o contrário. Se não se tratasse de membros do PT. Outro partido teria esse acesso, de buscar com sucesso o adiamento? A resposta é negativa”, afirmou.

De acordo com o ministro, as referências do ex-presidente sobre a tentativa de influenciar outros ministros por via indireta são quase ingênuas. “São suposições de um leigo achar que um integrante do Supremo Tribunal Federal esteja sujeito a esse tipo de sugestão”, disse. Na conversa relatada por Veja, Lula teria dito que iria pedir ao ministro aposentado Sepúlveda Pertence para falar com a ministra Cármen Lúcia, sua prima e a quem apadrinhou na indicação para o cargo. E também que o ministro Lewandowski só liberará seu voto neste semestre porque está sob enorme pressão.

Marco Aurélio não acredita em nenhuma das duas coisas: “A ministra Cármen Lúcia atua com independência e equidistância. Sempre atuou. E ela tem para isso a vitaliciedade da cadeira. A mesma coisa em relação ao ministro Ricardo Lewandowski. Quando ele liberar seu voto será porque, evidentemente, acabou o exame do processo. Nunca por pressão”.

O ministro Celso de Mello também disse que a resposta de Gilmar Mendes “foi corretíssima e mostra a firmeza com que os ministros do STF irão examinar a denúncia na Ação Penal que a Procuradoria-Geral da República formulou contra os réus”. Para o decano do STF, “é grave e inacreditável que um ex-presidente da República tenha incidido nesse comportamento”.

De acordo com o decano, o episódio é grave e inqualificável sob todos os aspectos: “Um gesto de desrespeito por todo o STF. Sem falar no caráter indecoroso é um comportamento que jamais poderia ser adotado por quem exerceu o mais alto cargo da República. Surpreendente essa tentativa espúria de interferir em assunto que não permite essa abordagem. Não se pode contemporizar com o desconhecimento do sistema constitucional do país nem com o desconhecimento dos limites éticos e jurídicos”.

Celso de Mello tem a convicção de que o julgamento do mensalão observará todos os parâmetros que a ordem jurídica impõe a qualquer órgão do Judiciário. “Por isso mesmo se mostra absolutamente inaceitável esse ensaio de intervenção sem qualquer legitimidade ética ou jurídica praticado pelo ex-presidente da República. De qualquer maneira, não mudará nada. Esse comportamento, por mais censurável, não afetará a posição de neutralidade, absolutamente independente com que os ministros do STF agem. Nenhum ministro permitirá que se comprometa a sua integridade pessoal e funcional no desempenho de suas funções nessa Ação Penal”, disse o ministro.

Ainda de acordo com o decano do Supremo, o processo do mensalão será julgado “por todos de maneira independente e isenta, tendo por base exclusivamente as provas dos autos”. O ministro reforçou que a abordagem do ex-presidente é inaceitável: “Confirmado esse diálogo entre Lula e Gilmar, o comportamento do ex-presidente mostrou-se moralmente censurável. Um gesto de atrevimento, mas que não irá afetar de forma alguma a isenção, a imparcialidade e a independência de cada um dos ministros do STF”.

Celso de Mello concluiu: "Um episódio negativo e espantoso em todos os aspectos. Mas que servirá para dar relevo à correção com que o STF aplica os princípios constitucionais contra qualquer réu, sem importar-se com a sua origem social e que o tribunal exerce sua jurisdição com absoluta isenção e plena independência".

O anfitrião do encontro entre Lula e Gilmar Mendes, Nelson Jobim, negou que o ex-presidente tenha feito pressão sobre o ministro do Supremo. De acordo com notícia publicada no Blog do Noblat na noite deste domingo, em entrevista ao jornal Zero Hora, do Rio Grande do Sul, que será publicada nesta segunda-feira (28/5), Jobim repetiu o que disse desde que a semanal chegou às bancas: "nada do que foi relatado pela Veja aconteceu". O ex-ministro ainda disse ao jornal: "Estranho que o encontro tenha acontecido há um mês e só agora Gilmar venha se dizer indignado com o que ouviu de Lula. O encontro foi cordial. Lula queria agradecer a colaboração de Gilmar com o seu governo".






Oposição vai à PGR contra cerco de Lula ao Supremo


Líderes da oposição decidiram há pouco entrar com uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo providências a respeito das investidas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento está sendo finalizado pelo departamento jurídico do PSDB e será apresentado às 15h30 na liderança do partido no Senado. Além dos tucanos, parlamentares do DEM, PPS e PSOL vão subscrever a representação.

Reportagem da edição de VEJA desta semana mostra que o ex-presidente vem trabalhando para cercar os ministros e atrasar o julgamento do mensalão do PT, maior escândalo político do governo Lula. O petista chegou a oferecer proteção ao ministro Gilmar Mendes na CPI do Cachoeira caso ele parasse de agir para julgar o caso neste semestre. “É inconveniente julgar esse processo agora”, disse Lula ao magistrado.

A base da representação à PGR será o artigo 344 do Código Penal, que trata do uso de ameaça contra qualquer pessoa chamada a intervir em processo judicial. Como o caso envolve ministros do Supremo e influência na Comissão Parlamentar de Inquérito, a oposição decidiu recorrer não à primeira instância, mas diretamente à PGR. “Lula está tentando obstruir o trabalho da Justiça e afrontando o trabalho dos parlamentares da CPI”, afirmou o senador Alvaro Dias, líder do PSDB no Senado.





II-

Abaixo saibam como vai o governo Dilma na versão do TCU – Tribunal de Contas da União, muita publicidade e pouca ação, este é o governo petista que seus feitos são publicitariamente perfeitos, mas só na publicidade, este é o Brasil das Maravilhas criados pelo marqueteiro João Santana e transmitidos à nação e ao povo brasileiro, falácias.
Juarez Capaverde



TCU aponta falhas no governo Dilma

27 de maio de 2012-05-28

O Estado de S.Paulo
Talvez pareça um jogo de palavras a recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU) a diferentes órgãos do governo de que, nos programas considerados essenciais pela presidente Dilma Rousseff, "adotem as medidas que se fizerem necessárias para que sejam efetivamente priorizadas as execuções das ações definidas como prioritárias no Plano Plurianual 2012/2015". A recomendação, no entanto, resume uma das características das administrações do PT que, pela persistência, se transformou em sua marca: a enorme distância entre o discurso e a ação, entre o plano e sua execução. Fala-se muito, mas faz-se pouco.

A recomendação de tornar prioritário o que se anuncia como prioridade é apenas uma das 40 feitas pelo TCU, que também fez 25 ressalvas, no relatório sobre as contas do primeiro ano do governo Dilma. O documento que foi enviado na quarta-feira (23/5) ao Congresso, que certamente aprovará as contas do Executivo, contém, como se lê em seu sumário, "elementos técnicos e informações essenciais para compreensão e avaliação do Executivo na condução dos negócios do Estado". É, por isso, subsídio importante para a sociedade analisar e julgar o desempenho do governo.

Embora tenha recomendado ao Congresso a aprovação das contas, o relatório emprega expressões como "anômalo", "desobediente", "incipiente" para se referir a partes das demonstrações econômico-financeiras encaminhadas pelo Executivo.

Algumas das falhas mais notórias da gestão Dilma, boa parte apontada também na gestão anterior do PT, estão resumidas no relatório. Do ponto de vista financeiro, por exemplo, o documento aponta a necessidade de melhoria do gasto público, caracterizado por problemas no planejamento e monitoramento das ações do governo, deficiente execução financeira de ações consideradas prioritárias e uso exagerado de restos a pagar - ou seja, despesas empenhadas, mas não pagas até 31 de dezembro e que, por isso, são transferidas para exercícios posteriores -, que dificulta a avaliação da execução orçamentária. Resumidamente, há falhas no planejamento das ações, no seu acompanhamento e na sua liquidação financeira.

Na área de infraestrutura, entre outros pontos que mereceram ressalva, o TCU destaca os riscos decorrentes do atraso do governo na definição das regras que serão aplicadas às concessões do setor elétrico cujos contratos vencerão a partir de 2015. Esses contratos representam 18% de toda a geração de energia elétrica no País e 84% da rede de transmissão e envolvem 37 das 63 distribuidoras existentes.

Das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - cujos investimentos passaram dos R$ 504 bilhões iniciais (período 2007-2010) para R$ 1,4 trilhão até 2021 -, o relatório adverte para os atrasos na execução de obras consideradas estruturantes, o que pode comprometer a aplicação dos investimentos previstos e retardar seus efeitos sobre o crescimento da economia. O documento lembra que o término de algumas obras, como da Hidrelétrica de Belo Monte, por exemplo, antes previsto para 2014, já foi adiado para 2019 - e, poderíamos acrescentar, não há certeza de que o novo prazo seja cumprido. Em média, com os sucessivos repactuamentos, as obras do PAC têm atraso médio de 437 dias.

As causas desses e de outros atrasos, além da dificuldade de obtenção do licenciamento ambiental para muitos projetos, estão dentro do governo. Obras são iniciadas sem que haja projetos executivos de qualidade e adequados às exigências do processo licitatório, o que resulta na necessidade de revisões durante sua execução, provocando atrasos e aumento do custo. Obras da Copa do Mundo estão nesse caso. Além de projetos de má qualidade, o TCU apontou outro problema: "a baixa capacidade (do setor público) de gerenciar grandes obras de engenharia e projetos complexos.

Em resumo, o relatório expõe com argumentos fortes algumas deficiências administrativas do governo. O País ganharia muito se, desta vez, as ressalvas e as recomendações do TCU resultassem em melhor uso do dinheiro público. Mas o histórico dos governos petistas não justifica esse tipo de otimismo.




FRASE DO DIA


“Se ainda fosse presidente da República, esse comportamento seria passível de impeachment por configurar infração político-administrativa, em que seria um chefe de poder tentando interferir em outro.”

Celso de Melo, o ministro mais antigo do STF, sobre a conversa de Lula com o ministro Gilmar Mendes







Vamos aguardar o desenrolar desta imundície e vermos até onde irá esta afronta a um Poder Constituído por este senhor Lula o Sujo.


Até amanhã