segunda-feira, 27 de agosto de 2012

SEM NEXO - POR MERVAL PEREIRA - MILITANTES PETISTAS TOMAM CONTA DO BANCO DO BRASIL - LEWANDOWSKI FEZ O QUE SE SABIA QUE FARIA - DESFALQUE DO ERÁRIO PELO MENSALÃO - NUVENS NEGRAS PAIRAM EM NOSSO HORIZONTE - EDUCAÇÃO, QUASE NO FUNDO DO POÇO - CHÁVEZ E SEUS "MILICIANOS" ARMADOS -


Bom dia, troquei de operadora celular para ver se consigo continuar a escrever diariamente, infelizmente há aqui, como em muitas cidades a tal de "área de sombra" nos sinais da telefonia celular, e, estou bem no centro de uma delas, a nova operadora me garantiu que seu sinal será bom na minha área vamos ver, hoje está legal até quando? Só com o passar dos dias saberei, espero tenham  paciência e continuem a me acompanhar como fazem já a um bom tempo, obrigado. 

Vamos aos assuntos que já havia definido para postar, hoje segunda-feira teremos o desdobramento do julgamento do mensalão com os votos dos Ministros restantes, assim aqui vão algumas das reportagens que falaram dos votos do relator e do revisor na ultima seção para que continuemos a entender esta sujeira toda, agora com a participação explícita do Ministro petista Sr. Lewandowski que quer tirar o foco dos fatos das eminências do partido, a seu ver João Paulo é inocente das maracutaias todas apesar do Ministro Barbosa ter bem definido de onde saiu o dinheiro que foi desviado para as empresas de Marcos Valério e teve do Ministro Lewandowski sua concordância nos casos do Sr. Pizzolato a época Diretor de Marketing do Banco do Brasil, apesar de todas as evidências levarem a Marcos Valério através de sua empresa como aquele que entregou o dinheiro a João Paulo, o Sr. Lewandowski simplesmente não mencionou este fato concreto e saiu pela "tangência", claro está que se ligassem Marcos Valério e João Paulo ficaria configurada a participação de João Paulo no roubo de dinheiro público desta vez da Câmara de Deputados, ignorou também que a ordem de licitação também foi dada pelo petista, assim como a pressão exercida através de reunião com os membros que analisavam a concorrência, já se sabia que o Ministro iria defender os petistas principalmente José Dirceu e claro está que teria que inocentar todos os outros envolvidos, infelizmente eis aí um fato desabonador para o nosso Supremo, um Ministro tomando a defensoria dos réus ao invés de julgá-los é um perigo esta atitude para as instituições democráticas, vamos acompanhar e ver os resultados deste voto descabido. Leiam;
Juarez Capaverde


Sem nexo, por Merval Pereira

Merval Pereira, O Globo

Mesmo que formalmente tenha limitado seu voto aos réus acusados de “desvio do dinheiro público”, item inicial do relatório do ministro Joaquim Barbosa, o revisor Ricardo Lewandowski manteve seu esquema mental de separar os fatos, como se estes não tivessem conexão entre si.


Essa era sua intenção quando anunciou que leria o voto réu por réu, por ordem alfabética, negando assim liminarmente a tese da acusação de que os crimes eram conectados entre si e foram praticados por uma quadrilha que obedecia a um comando central e tinha objetivos políticos.


Só assim poderia, no mesmo voto, condenar o diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato e absolver o então presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha, acusados dos mesmos crimes.


Sintomaticamente, o ministro Lewandowski deixou passar sem nenhuma tentativa de explicação os R$ 50 mil que a mulher de Cunha apanhou na boca do caixa do Banco Rural em Brasília.


Embora não tenha tido a coragem de assumir a tese do caixa dois eleitoral, implicitamente Lewandowski a admitiu como explicação razoável para o fato de um publicitário ter dado dinheiro vivo ao presidente da Câmara, a pedido do então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, verba supostamente gasta em pesquisas eleitorais.


É espantoso que um ministro do STF, que já presidiu o Tribunal Superior Eleitoral, trate com tanta ligeireza a corrupção eleitoral e seja incapaz de ligar dois mais dois.


Lewandowski em seu voto dá impressão de que é normal, uma simples coincidência, o fato de que o mesmo empresário, Marcos Valério, esteja nas pontas dos dois casos relatados, e um não tenha nada com o outro, embora tenham como centro o Partido dos Trabalhadores (PT).


Ora, se o próprio Lewandowski admitiu que Valério subornou o diretor do Banco do Brasil para desviar dinheiro público, como não ligar esse dinheiro desviado às verbas que Delúbio Soares passou a distribuir através das agências de publicidade de Valério, todas de uma maneira ou de outra contratadas por órgãos federais? Ainda mais havendo o antecedente de esquema semelhante adotado anteriormente na campanha eleitoral em Minas.


A atitude de Lewandowski, ontem, exigindo o direito à tréplica diante da decisão do relator de esclarecer os pontos falhos apontados pelo seu voto de revisão, traz de volta à cena pública sua deliberação de retardar o processo de votação, atendendo ao interesse dos réus, especialmente os petistas.


Não tem sentido que o Supremo fique paralisado enquanto o revisor assume uma posição de protagonista do processo, quando sua função é acessória, não principal.


O presidente Ayres Britto deixou bastante claro que o papel de orientador do processo é do relator, Joaquim Barbosa, que por isso tem direito de dar suas explicações antes que os demais ministros comecem a votar, na segunda-feira.


A mudança de critério de um dia para o outro é menos surpreendente do que seu voto inicial, que condenou Pizzolato, Valério e seus sócios, pois recoloca Lewandowski no caminho que ele mesmo traçou para si desde o início do julgamento: ser um contraponto ao voto do relator, que ele identifica como uma continuação do voto do procurador-geral da República.


Os comentários de que estaria agindo com firmeza contra a corrupção no Banco do Brasil para legitimar a absolvição que já tinha preparado para os integrantes do núcleo político do mensalão, especialmente o ex-ministro José Dirceu, confirmaram-se ontem, pois, com seu voto, o revisor já deixou pistas de que não considerará criminosos os saques na boca do caixa do Banco Rural por parte de políticos da base do governo.


Embora tenha se esforçado para demonstrar que estudou detalhadamente o processo, e tenha procurado afirmar que baseou seu voto “na realidade dos autos”, Lewandowski passou por cima de detalhes cruciais, como, por exemplo, o fato de que os saques no Rural eram escamoteados pela agência SMP&B como “pagamento de fornecedores”.


E também que a primeira reação de Cunha foi mentir quanto à ida de sua mulher ao banco, alegando que fora pagar uma fatura de TV a cabo. Sabia, portanto, da origem ilegal do dinheiro.


O caráter pessoal da contratação da agência IFT está demonstrado por reuniões, fora da Câmara, para organizar ações de campanhas eleitorais do PT, com a presença de Cunha.


O voto de ontem confirma as piores expectativas com relação ao trabalho do revisor do processo.

b)

Militantes do PT ocuparam cargos importantes no Banco do Brasil


‘Na diretoria de Marketing reinava a balbúrdia’, chegou a dizer revisor em voto

O GLOBO

BRASÍLIA - Desde o início do governo Lula, em 2003, militantes do PT formados nas fileiras do sindicalismo bancário chegaram a cargos importantes no Banco do Brasil e deixaram ao longo dos últimos nove anos rastro de suspeitas e denúncias. Quando chegou ao poder, o PT de Lula, José Dirceu, Antonio Palocci, Luiz Gushiken e Ricardo Berzoini, entre outros, pôs em postos-chave do banco funcionários de carreira/sindicalistas ligados ao partido. De lá para cá, grupos de petistas já travaram inúmeras disputas internas, sempre barulhentas, pela divisão do poder na instituição.



Mas até mesmo um nome que saiu da iniciativa privada para assumir a presidência do banco, no início de 2003, teve problemas. Cassio Casseb foi anunciado pelo então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, com apoio do chamado PT paulista, José Dirceu à frente, como presidente do banco. Saiu em 2004 após desgastes de suspeitas que já rondavam o banco. Um dos escândalos mais barulhentos da época, divulgado pelo GLOBO, mostrava a compra de R$ 70 mil em ingressos de um show da dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano, na churrascaria Porcão em Brasília, para uma festa do PT.



Pago com dinheiro da Visanet pelo então diretor de Marketing Henrique Pizzolato, o caso mais notório de petistas que fizeram carreira e barulho no BB. Réu do processo do mensalão, ele já foi considerado culpado pelo relator Joaquim Barbosa e pelo revisor Ricardo Lewandowski por crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.



“Na diretoria de Marketing reinava a balbúrdia”, disse Lewandowski na leitura de seu voto quarta-feira, ao expor fatos que comprovariam o desvio de recursos públicos do BB para o esquema do mensalão. Pizzolato, funcionário do banco, deixou em 2002 importante diretoria da Previ (o bilionário fundo de pensão dos funcionários do banco), que ocupava desde 1998, para trabalhar na eleição de Lula. Ganhou a diretoria de Marketing e, com o escândalo do mensalão, em 2005, antecipou a aposentadoria.



Em anos recentes, outros petistas ganharam notoriedade em cargos no BB. Sérgio Ricardo Rosa, petista de carteirinha, também saiu da diretoria do fundo de pensão para a equipe de transição do governo Lula. Em 2003, assumiu como presidente da Previ, onde acumulou inúmeras polêmicas, até sair em junho de 2010.



O governo mudou de Lula para Dilma Rousseff, mas continuam prevalecendo no comando do banco nomes alinhados com o partido. O PT tem preferido pôr nesses cargos aliados do próprio corpo de funcionários do banco. É o caso do atual presidente, Aldemir Bendini, e outros diretores, como Robson Rocha, diretor de Gestão de Pessoas, filiado ao PT.



Das sete vice-presidências, hoje só duas estão ocupadas por políticos: os ex-senadores Osmar Dias (PDT-PR), na vice-presidência de Agronegócio, e César Borges (PR-BA), na de Governo.



Em maio, teve desfecho uma briga no alto escalão do banco entre Bendini, o então vice-presidente de Governo, Ricardo Oliveira, e o então presidente da Previ, Ricardo Flores. Oliveira e Bendini, protegidos do ministro Guido Mantega. E Flores, protegido por PT e alas do PMDB.



Dilma manteve Bendini e demitiu Ricardo Oliveira e Ricardo Flores. O que significa que estão em alta na briga pelo comando do BB Mantega e Dilma. Os paulistas ainda mantêm aliados, mas não estão no topo. Pelo menos até a próxima briga.


c)


Lewandowski ignorou laudo da PF ao absolver João Paulo Cunha


Ministro usou apenas auditoria do TCU que não viu irregularidades

BRASÍLIA - Entre os documentos usados para absolver o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) no julgamento do mensalão, o revisor Ricardo Lewandowski citou um acórdão do Tribunal de Contas da União e um laudo da Polícia Federal. Os dois são, em sua maior parte, favoráveis à atuação de João Paulo à frente da Câmara, mas apresentam diferenças em um ponto: a subcontratação da empresa IFT pela agência SMP&B, de Marcos Valério, responsável pelo contrato de publicidade da casa. 


O TCU diz que não houve irregularidades, mas o laudo da PF, produzido após o julgamento da Corte de contas, afirma o contrário. Entre a auditoria e o laudo, Lewandowski ficou com a auditoria.


Segundo o Ministério Público e o relator, Joaquim Barbosa, João Paulo recebeu R$ 50 mil para favorecer a agência de Marcos Valério na licitação da Câmara. E teria permitido a subcontratação de serviços sem que a SMP&B apresentasse qualquer contrapartida. Só 0,01% do valor do contrato teria sido prestado diretamente. 


Nesse ponto, tanto o acórdão do TCU, de 2008, de processo relatado pelo ministro Raimundo Carreiro, como o laudo da PF, de 2009, chegaram à conclusão de que não houve terceirização fictícia dos serviços.


Mas TCU e PF divergem quando a questão é a subcontratação da empresa IFT, do jornalista Luís Costa Pinto. O MP e o relator entenderam que, apesar de contratada por R$ 252 mil pela SMP&B para fazer trabalhos institucionais para a Câmara, a IFT prestou serviços pessoais para João Paulo. Lewandowski discordou e citou o acórdão do TCU, segundo o qual os serviços “tiveram sua execução atestada pelos servidores competentes da Câmara dos Deputados”. Para comprovar, a Câmara enviou ao TCU 12 notas fiscais emitidas pela SMP&B.


Para a PF, a explicação foi insuficiente. O laudo concluiu que não foram achados indícios de terceirização fictícia dos serviços, “à exceção dos supostos serviços prestados pela IFT”. Os peritos citaram o acórdão do TCU, mas alertaram que têm entendimento contrário, pois não encontraram documentos comprovando o serviço. “Os critérios utilizados pelos servidores para atestar as notas fiscais e as razões que levaram os auditores a concluírem pela efetiva prestação dos serviços são desconhecidos por parte da perícia.


 Memorial descritivo dos serviços prestados ou o testemunho de parlamentares ou de profissionais da mídia de que os serviços foram prestados são insuficientes para tal comprovação”, diz o laudo, acrescentando que “as inúmeras irregularidades apontadas na auditoria realizada pela Secretaria de Controle Interno da Câmara demonstram a possibilidade de conluio”.


“Dentre as ações propostas pela IFT, não há nenhum documento escrito que comprove qualquer atividade de assessoria. Além de não fazer os boletins mensais a que a IFT se propôs, não há nos autos análise regular de pesquisas de imagem e opinião, elaboração de propostas de agenda legislativa ou planos de mídia”, diz a PF.


Na quinta-feira, Lewandowski desqualificou o laudo da PF sobre a IFT, chamando-o de “inconclusos entendimentos dos peritos policiais”. Mas fez questão de citar a PF na parte em que o laudo é favorável a João Paulo. 


Entre os argumentos de Lewandowski para inocentar João Paulo está a suposta inimizade entre o então secretário de Controle Interno da Câmara, Alexis de Souza, que apontou irregularidades no contrato de publicidade, e outros dois servidores: Sérgio Sampaio Contreiras de Almeida e Márcio Marques de Araújo, que na época dos fatos eram, respectivamente, diretor-geral e diretor da Secretaria de Comunicação Social da Câmara.

d)


Mensalão foi com o nosso dinheiro


A principal dúvida que rondava o processo foi, enfim, elucidada: as trans ações ilícitas cometidas pelos mensaleiros incluíram recursos públicos
Izabelle Torres

                DESFALQUE NO ERÁRIO



O ministro Joaquim Barbosa durante o julgamento: a apropriação dos valores pela DNA consistiu em crime de peculato


O julgamento do mensalão confirmou na semana passada a tese de que o esquema montado pelo empresário Marcos Valério para atender aos interesses do PT desviou pelo menos R$ 73 milhões do Banco do Brasil. A conclusão, anunciada numa surpreendente convergência entre os ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski, respectivamente relator e revisor do caso, elucida uma das maiores dúvidas que ainda rondavam esse processo e comprovam que as transações ilícitas cometidas pelos mensaleiros incluíram recursos públicos. 


Os ministros afirmam que perícias e laudos que constam nas mais de 50 mil páginas da ação penal não deixam dúvidas de que o então diretor de marketing do banco, Henrique Pizzolato, recebeu R$ 336 mil para autorizar pagamentos antecipados à DNA Propaganda. A agência pertencente ao empresário embolsou recursos do fundo Visanet, cujo principal acionista é o BB, com cerca de 32% dos recursos. 


“As provas mostram que os recursos que alimentavam esses contratos saíram, sim, do banco”, resumiu Lewandowski.A descrição sobre o caminho percorrido pelo dinheiro é a narrativa de uma sequência de contravenções montada por quem tinha influência e poder no governo Lula. 


Segundo os dois ministros, Pizzolato antecipou repasses milionários e aceitou documentos fraudados para justificar a apropriação indébita de recursos do fundo pela DNA. De acordo com os laudos periciais, a empresa de Marcos Valério se apropriou também de pelo menos R$ 2,9 milhões que deveriam ter sido repassados ao Banco do Brasil. 


O empresário declarou esses recursos como uma gratificação concedida a agências de publicidade pela veiculação de propagandas. “Todas as cobranças dos bônus deveriam ter sido restituídas ao Banco do Brasil por força contratual”, afirmou Joaquim Barbosa. “A apropriação dos valores pela DNA consistiu, portanto, crime de peculato.”


A ousadia da quadrilha do mensalão para maquiar o desvio do dinheiro do BB incluiu também a falsificação de notas fiscais. De acordo com o revisor da ação, foram mais de 80 mil notas fraudadas, em uma tentativa deliberada de dar aparência lícita aos recursos. “Marcos Valério apropriou-se de dinheiro público em conluio com Henrique Pizzolato para se locupletar de valores pertencentes ao Banco do Brasil por meio de notas fiscais fraudadas”, concluiu o revisor. 


Os argumentos de Lewandowski foram um desalento para advogados dos réus, que esperavam dele decisões mais benevolentes. O próprio ministro admitiu que sua ideia inicial era absolver o ex-diretor do BB do crime de peculato. Mas, na véspera, ele decidiu revisar seu voto ao perceber que as provas apresentadas pela acusação mostravam claramente que ele valeu-se do cargo para receber vantagens.


Com o voto do revisor, já são dois os ministros que condenaram o ex-diretor de marketing pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato. Além dele, Marcos Valério e os sócios Cristiano Paz e Ramon Hollerbach também foram condenados pelos ministros por corrupção ativa e peculato. 


Até o momento, relator e revisor discordaram apenas sobre os crimes cometidos pelo deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), acusado pelo Ministério Público de corrupção passiva, peculato duplo e lavagem de dinheiro. Barbosa acatou a denúncia integralmente, enquanto o revisor votou pela absolvição do parlamentar e insistiu em que não há provas de que o petista se beneficiou diretamente do esquema ou que os serviços de publicidade contratados pela Câmara dos Deputados quando ele era presidente não foram prestados.


Apesar do alinhamento dos votos dos dois ministros sobre a apropriação indevida de recursos públicos pelo núcleo operacional do mensalão, as 14 sessões realizadas até agora pelo Supremo já deixaram claro que as divergências ao longo do julgamento não serão poucas. Na quinta-feira 23, Lewandowski se irritou com a interpretação feita pelo presidente Carlos Ayres Britto, dando ao relator o direito de comentar seus votos por meio de réplicas. 


Para ele, Britto começou a interpretar o regimento interno de forma a supervalorizar o papel de Barbosa e tem atendido a todos os pedidos do relator. Depois da sessão, dois ministros conversaram com o revisor e apoiaram sua reação. Um deles chegou a dizer que o mensalão, além de mudar a rotina do Supremo, começou a influenciar também as regras de procedimentos da corte.


Diante de um ambiente tenso e das diferenças expostas, um dos poucos consensos entre os ministros é que, confirmado o desvio de dinheiro público, a recuperação dos valores dependerá de uma nova etapa de ações na Justiça. A ideia de alguns integrantes da corte é encaminhar a órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União e a Controladoria-Geral da União, pedido para que recuperem os recursos públicos apropriados indevidamente pelos mensaleiros. Não será uma tarefa fácil, tendo em vista que menos de 20% do que escoa pelo ralo da corrupção retorna ao erário.






II- "PAIRAM NUVENS NEGRAS EM NOSSO HORIZONTE" 


Em interessante texto de Caio Cassaro no blog de Ricardo Setti, podemos constatar o caminho que nosso país está seguindo com o PT no governo e quais as consequencias deste caminho. Leiam;
Juarez Capaverde


“Pairam nuvens negras em nosso horizonte”



Nuvens carregadas sobre o prédio do Congresso Nacional, em Brasília (Foto: Dida Sampaio / AE)

Amigos, volta ao Post do Leitor o amigo do blog Caio Frascino Cassaro, engenheiro civil, administrador de empresas e empresário de São Paulo, capital. Como sempre, com um texto instigante e provocador.


Pairam nuvens negras em nosso horizonte. O grupo político que exerce o poder há dez anos não tem o menor apreço pela democracia. Usam o sistema legal para atingir o seu objetivo máximo que é a perpetuação no poder através do aparelhamento de todas as instancias da vida pública.


Nesse contexto, que se vale da união de tolos ideológicos com oportunistas fisiológicos, pretendem transformar o país em uma espécie de versão tropicalizada da China, com a repetição aqui na Bobolândia do que houve no México, aonde o PRI (Partido Revolucionário Institucional – alguém um dia vai explicar como um partido pode ser simultaneamente revolucionário e institucional) permaneceu praticamente cem anos no poder de forma ininterrupta, deixando o país em petição de miséria e a mercê de gangues de narcotraficantes.


Aqui na Terra de Santa Cruz trava-se uma luta de morte entre os democratas, aqueles que amam a liberdade acima de qualquer coisa e vêem na imprensa livre a expressão máxima da democracia, e esse grupo de fascistas travestidos em defensores do povo, com seu “controle social da mídia”, com suas políticas de cotas, seus argumentos politicamente corretos, com o tal direito originário das ruas e, só para não me extender demais, com a destruição, entre outras coisas, do formalismo , do conceito de hierarquia e do mérito nas relações sociais.


Pairam nuvens negras em nosso horizonte. Surgem na forma dos patrulheiros petralhas que povoam a internet, alguns a soldo (os oportunistas fisiológicos), outros por ideologia (os tolos ideológicos), que funcionam exatamente da mesma maneira que funcionavam as SA (“sturmabeitlung”) nazistas, caluniando, ameaçando e intimidando pessoas e entidades que sejam adversários da quadrilha que hoje toma conta do país.


Ou então aparecem encarnados em ministros do STF que gritam contra evidências, julgam casos sem ter condições éticas para tanto ou mesmo dirigem-se a jornalistas com expressões chulas, em desacordo com a grandeza do cargo que ocupam.


Ou ainda surgem como deputados que montam uma CPI para perseguir adversários políticos e, quando as coisas se voltam contra eles, pois a realidade dos fatos lhes é amplamente desfavorável, optam por deixar esta mesma CPI morrer, caso contrário descobrir-se-ia que a corrupção que envolve toda essa história acabaria por subir a rampa do Palácio do Planalto, mostrando que a lama gerada nesse episódio emporcalha desde sempre o avental da faxineira-mór da república, iniciando uma avalanche de denúncias que, conforme previ logo após a vitória de dona Dilma, a transformaria na melhor das hipóteses em um cadáver político a mercê do PMDB et caterva e, no pior dos casos, poderia culminar até com o seu afastamento do cargo de Presidente.


Pairam nuvens negras no nosso horizonte. A sucessão de greves que paralisam de vez a já normalmente inerte máquina pública, com o PSOL e o PSTU fazendo o papel de “PT do PT” – ameaçam desestabilizar a já frágil coligação governista, assolada pelo crescimento pífio, pela sensação generalizada de descontrole do barco e pelo desmentido categórico do relator e do revisor do processo do Mensalão de que tal episódio tenha sido uma farsa.


Pairam nuvens negras no nosso horizonte. Quanto mais claro fica o tamanho da inépcia e da extensão da corrupção que brota do grupo no poder mais virá a tona a sua origem totalitária e o seu fascismo inato, a sua incapacidade de conviver com o contraditório e, por via de consequencia, com uma imprensa livre e vigilante, única entidade capaz de fiscalizar esse misto de Leviatã com Cérbero em que se transformou o estado brasileiro. E o pior de tudo é que Hades está por aí a solta, tentando sequestrar Perséfone para aprisioná-la no inferno, aonde ele pode vigiá-la e usá-la conforme sua própria conveniência.


Vamos permanecer em nossa tricheira. Se persistirmos essa gente não terá sucesso – “No pasarán!” – não passarão. Jamais.








III- EDUCAÇÃO NO ENTENDER DE ESPECIALISTAS, O GOVERNO VENDE ILUSÕES


Como leremos abaixo já em setembro de 2011 a educação estava em pauta e, infelizmente nada mudou apesar das falácias e mentiras do governo petista e seus Ministros imcompetentes Fernando Haddad e Aloisio Mercadante, mas leiam e entedam tudo que já aqui mencionei sobre este fato que nos trará a ignorância e a má formação de nossos jovens;
Juarez Capaverde



14/09/2011 às 0:05 \ Direto ao Ponto

Os vendedores de nuvens tentam esconder a falência do sistema de ensino público


PUBLICADO EM 14 DE SETEMBRO DE 2011
Augusto Nunes

Em setembro de 2010, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) comprovou que o Brasil tem 14,1 milhões de analfabetos com mais de 15 anos de idade. A imensidão de gente que sequer distingue uma vogal de uma consoante aumenta perturbadoramente quando somados os que só conseguem rabiscar a assinatura. 


Em agosto, a Prova ABC constatou que mais de 50% dos alunos matriculados na terceira série do fundamental não são alfabetizados. Nesta semana, os resultados do Enem-2010 revelaram que 53% dos estudantes das escolas públicas estão abaixo da média. Em cada dez unidades da rede oficial, oito foram reprovadas.


Um trecho da crônica de Lya Luft na mais recente edição de VEJA, reproduzida na seção Feira Livre, escancara a falência do sistema educacional.  “Metade das crianças brasileiras na terceira série do elementar não sabe ler nem escrever. Não entende para o que serve a pontuação num texto. Não sabe ler horas e minutos num relógio, não sabe que centímetro é uma medida de comprimento. 


Quase a metade dos mais adiantados escreve mal, lê mal, quase 60% têm dificuldades graves com números. Grande contingente de jovens chega às universidades sem saber redigir um texto simples, pois não sabem pensar, muito menos expressar-se por escrito. Parafraseando um especialista, estamos produzindo estudantes analfabetos”.


Atropelados pelo país real, os vendedores de nuvens refugiaram-se no Brasil Maravilha registrado em cartório. “A presidente não está insatisfeita com as notas”, declamou Cândido Vaccarezza, líder do governo no Congresso e confidente de Jaqueline Roriz. “Nós atingimos a meta, é um dado positivo”. Só se a meta for a criação do maior viveiro de analfabetos funcionais do planeta. 


“Não há uma iniciativa, uma bala de prata que vai ferir de morte a baixa qualidade”, caprichou no palavrório o ministro Fernando Haddad. “Existem ações articuladas voltadas para a qualificação da escola”. Com embalagens variadas, a mesma discurseira se repete há oito anos e meio. “Cansei de falas grandiloquentes sobre educação, enquanto não se faz quase nada”, escreveu Lya Luft. “Falar já gastou, já cansou, já desiludiu, já perdeu a graça”. A grande escritora falou por todos os brasileiros que já não suportam a conversa fiada dos camelôs de si próprios.


“É praticamente impossível ter piorado a qualidade da educação na escola pública”, anda choramingando Fernando Haddad. A frase mal costurada confirma que, como tudo no sistema de ensino, também os ministros ficaram bem piores. Só estudei em escolas públicas. Haddad se formou em escolas particulares. 


Passei quatro anos no velho Grupo Escolar Domingues da Silva em companhia de dezenas de alunos pobres. Ou paupérrimos, como os que vinham caminhando, descalços, dos sítios e fazendas onde sobreviviam. No fim do segundo ano, como os filhos da classe média de Taquaritinga, também os meninos da roça sabiam ler, escrever e falar. Todos sabíamos.


Nenhum professor nos ensinou que falar errado está certo. Nunca fomos autorizados por livros supostamente didáticos a espancar a língua culta. No terceiro ano do curso primário, nós não pegava os peixe. Nós pegávamos peixes. E assim acabamos aprendendo a pescar as palavras corretas, caçar conhecimentos e escapar das sombras da ignorância.







IV- LEIAM O QUE O GRANDE AMIGO CHÁVEZ ESTÁ APRONTANDO EM SEU PAÍS COM SUA "DEMOCRACIA"


Chávez prepara exército de guerrilheiros, acusa deputada


Documento revela plano de ter 1 milhão de milicianos em 2013 e apoio de Cuba

Hugo Chávez e Henry Rangel Silva, ministro da defesa venezuelano (Marcelo García/EFE)

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, está alistando um "exército guerrilheiro" projetado para ter um milhão de milicianos em 2013 e para isso conta com o apoio de Cuba, denunciou a deputada opositora María Corina Machado em entrevista publicada neste domingo no jornal venezuelano El Universal.


A legisladora foi eleita em 2010 com a maior votação nas eleições parlamentares e era aspirante a enfrentar Chávez na eleição presidencial deste ano. Em fevereiro, porém, ela foi derrotada nas eleições primárias da oposição por Henrique Capriles, que tentará impedir no próximo dia 7 de outubro uma nova reeleição de Chávez.


María Corina Machado afirmou que teve acesso a um exemplar do que chamou de "Plano Sucre". Citando parte do texto, declarou que o documento prevê a "transformação de um exército profissional em um exército guerrilheiro" preparado "para lutar com sucesso uma Guerra Popular Prolongada (GPP) perante uma hipótese de guerra por parte do império (americano)".


A GPP é um "conceito maoísta" que na prática propõe "desgastar o inimigo, atraí-lo para o interior do território e combatê-lo com participação de toda a população", integrada em uma força militar organizada "em detrimento dos componentes regulares" da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), destacou María Corina.


"Estamos diante de uma proposta de clara inspiração e assessoria cubana", continuou a deputada, reiterando que no texto se lê expressamente que a meta do plano é "alistar um milhão de milicianos até 2013 e dois milhões para 2019". A legisladora fez sua denúncia primeiro ao jornal El Nuevo Herald, de Miami (EUA), que na sexta-feira passada publicou uma entrevista sua e assegurou que o documento está assinado por Chávez e foi enviado à FANB para sua execução.


María Corina revelou que solicitou à Comissão de Defesa e Segurança da Assembleia Nacional, da qual ela faz parte, a convocação do ministro de Defesa da Venezuela, general Henry Rangel, para explicar o assunto. "Os alcances do plano são alarmantes e entre outras angustiantes propostas contemplam o treinamento da população civil para que participe de uma guerra, ao circunscrever as ameaças à nação a uma suposta invasão por parte dos Estados Unidos", insistiu a deputada.

(Com agência EFE)




Frase do dia


"Meu Deus do céu!"


Ministro Joaquim Barbosa, relator do Caso do Mensalão, diante da ameaça de Ricardo Lewandowski, ministro-revisor, de faltar à próxima sessão do julgamento se não puder replicar tudo o que Barbosa diga.

Até amanhã




As fotos inseridas o foram pelo blogueiro. Juarez Capaverde

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

EDUCAÇÃO, O COMEÇO DO FIM - MENSALÃO, O JULGAMENTO - GREVES, A COBRANÇA DOS SINDICATOS COMPRADOS POR LULA -


Bom dia, apesar de estarmos vivenciando o julgamento do mensalão do qual trato também abaixo, como primeiro assunto posto para vocês o relacionado a pouca educação de qualidade que ainda temos no país e está para ter seus dias contados com a interferência nefasta do governo federal e o Ministério dirigido pelo Sr. Mercadante que nunca disse a que veio tal qual o fez o Sr. Haddad, como os números publicados pelo Ideb não foram favoráveis ao governo agora o querem maquiar transformando o que já é ruim em pior ainda, já por diversas vezes citei que a administração que ora temos no Brasil comandada pelos petistas é a maior balbúrdia em todos os setores, basta ver o que ocorreu e ocorre em todos os departamentos governamentais desde a infra-estrutura até a economia, são desacertos e roubos de vulto. A Educação está se deteriorando isto é fato, e as providências dos governantes é maquiar ao invés de tentar resolver os problemas que são sérios, a escola pública está cada dia mais dificil  ter uma qualidade a altura do que necessitamos para nossos jovens, são professores mal pagos e mal instruídos, são escolas em petição de miséria, são conteúdos cada vez mais ideológicos e sempre se direcionando para a ideologia governamental, enfim, estamos a caminho do fundo do poço. Nós pais, avós e todos aqueles que se interessam pela educação neste país, precisamos tomar alguma iniciativa e tentarmos resolver este problema que irá transformar nossos filhos e netos em ignorantes completos, o que é parte da estratégia do governo segundo as orientações Marxista/Fascistas/Nazistas ditadas ideológicamente se não tiverem opositores conscientes se eternizam no poder. Algo tem que ser feito já que nosso Congresso está em sua maioria coopatado pelo governo central e toma atitudes em desacordo aos interesses da nação com medidas ainda mais destrutivas a uma boa formação educacional. Espero que vozes das lideranças intelectuais deste país se posicionem e venham a público salvar-nos destas, podemos chamar de atrocidades, que estão sendo praticadas aos nossos jovens estudantes. Leiam abaixo artigo de Reinaldo Azevedo um dos poucos que tenho lido que se posiciona, onde estarão os outros intelectuais que calam? 
Juarez Capaverde


Mercadante decide maquiar os números do Ideb e prepara o desastre final no ensino médio, que será transferido para as universidades federais. É uma obra de gigante, em parceria com Dilma

Se a educação brasileira já amarga alguns vexames em exames internacionais, é porque ainda não vimos — será coisa para os nossos filhos — o resultado dos desastres que estão sendo contratados agora. A dupla Dilma Rousseff-Aloizio Mercadante está preparando uma bomba de efeito retardado, que vai explodir mais adiante. Tão logo a presidente meta as digitais na lei que institui 50% de cotas das universidades federais para alunos oriundos do ensino público, essas instituições estarão marcando um encontro com o declínio. Viverão dias piores do que os atuais, que já não são gloriosos.

Preconceito contra aluno da escola pública? Besteira! O problema é que essa é escola é ruim de doer. A seleção dos mais aptos a enfrentar um curso universitário pode ser uma evidência de que o sistema é ruim, mas ao menos preserva o terceiro grau público de horrores extremos. Essa linha está sendo rompida. Nos últimos 10 anos, dobrou o percentual de universitários praticamente analfabetos: de 2% para 4%; aumentou brutalmente o de estudantes não plenamente alfabetizados: de 24% para 38%. E vai piorar.

Depois do resultado desastroso do Ideb, especialmente para o ensino médio, Mercadante resolveu ter uma ideia — e eu sempre temi por esse momento. Quer mudar a grade curricular do ensino médio, diminuindo o número de disciplinas, adaptando-a àqueles nomes entre o intangível e o pernóstico das provas do Enem: “Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias” (língua portuguesa e uma língua estrangeira ao menos), Matemática e Suas Tecnologias (é aquela tal matemática), Ciências da Natureza e Suas Tecnologias (física, química e biologia), Ciências Humanas e Suas Tecnologias (história, geografia, sociologia, filosofia). Se você quer compreender os propósitos do MEC com essa nomenclatura, clique aqui. Mas trague bem devagar…

Já andei escrevendo sobre algumas delinquências intelectuais em questões do Enem. Em “Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias”, pobre do aluno que não for um apreciador de história em quadrinhos, por exemplo! Se ele não souber a diferença entre um pronome e uma fatia de mortadela, isso não é assim tão relevante. Mas não vou me perder nisso agora. Embora as provas tenham aqueles nomes arcanos, basta examiná-las para saber que as disciplinas originais, não obstante, continuam lá — embora filtradas, especialmente nas ciências humanas, pelo viés social, proselitista e até populista.

Muito bem! Mercadante, o nosso gênio reformador, diz que vai querer menos disciplinas. Entendo, então, que professores generalistas passariam a dar aula, deixem-me ver, de “Ciências da Natureza”. Certo! Teremos químicos explicando o Movimento Retilíneo Uniformemente Variado, físicos ensinando os mistérios dos esporos e biólogos descobrindo os caminhos insondáveis da química inorgânica!

Em “Ciências Humanas e Suas Tecnologias”, que já é mesmo terra de ninguém, prestando-se a toda sorte de vigarices (e os professores sérios não se zanguem, porque vocês sabem do que estou falando), geógrafos poderão abandonar de vez os afluentes do Amazonas (brincadeirinha…) e a altitude do Aconcágua para se dedicar, como está naquela verborreia do MEC, a  “comparar pontos de vista expressos em diferentes fontes sobre determinado aspecto da cultura”. Não sei que zorra é essa, mas deve ser importante… Mesmo que o professor de filosofia seja um ignorante em história, ele pode ocupar o seu tempo (também cito o MEC), “analisando o papel da justiça como instituição na organização das sociedades”. Tendo o professor de história de dar aula de geografia, ele que  reconheça “a função dos recursos naturais na produção do espaço geográfico, relacionando-os com as mudanças provocadas pelas ações humanas”. Compreenderam?

Onde estão esses professores? São formados por qual universidade? Nas escolas particulares de alta performance, professores distintos dão aula de álgebra e geometria, por exemplo. Em alguns, a química também tem os seus especialistas — há os que preferem a orgânica; há os que preferem a inorgânica. Mercadante quer fazer a sua revolução sem nem mesmo a definição de um currículo mínimo.

Maquiagem dos números

O ministro tomou outra decisão importante. Como não gostou dos números do Ideb, resolveu mudar o critério. Perde-se, assim, a série histórica. E vocês já podem esperar um grande salto nos anos seguintes. Leiam o que informa Rafael Moraes Moura, no Estadão. Volto em seguida:

Uma semana após a divulgação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2011 ter apontado a estagnação do ensino médio no País, o Ministério da Educação (MEC) confirmou nesta terça-feira, 21, que mudará a fórmula para calcular o índice. Em vez de usar a Prova Brasil, que indica que o desempenho dos estudantes ficou praticamente estável entre 2009 e 2010, o governo utilizará os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que mostram um avanço na aprendizagem.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, nega que a troca tenha como objetivo maquiar os números do Ideb. “O Enem é que realmente avalia a qualidade do ensino médio.” Para ele, o estudante faz o Enem com mais empenho, pois a nota pode ser usada para entrar em universidades. Já a Prova Brasil é apenas uma avaliação, diz. “O Enem ele faz sabendo que é uma prova decisiva, ele dá o melhor de si.” A ideia é adotar a nova equação já no próximo Ideb, em 2013.

Hoje o Ideb combina o desempenho na Prova Brasil com a taxa de aprovação. Comparando a evolução do desempenho em português e matemática nesta prova, a avaliação dos alunos no ensino médio ficou praticamente estável entre 2009 e 2011. A evolução do Ideb no ensino médio foi tímida – saltou de 3,6 (2009) para 3,7 (2011). Se considerar só a rede estadual, o indicador se manteve estagnado em 3,4, sendo que no Distrito Federal e em nove Estados houve queda.

Já no Enem, a nota dos concluintes do ensino médio de escolas públicas saltou de 480,2 para 492,9 em matemática, entre 2010 e 2011 – a Teoria de Resposta ao Item (TRI) calibrou o grau de dificuldade dos dois últimos exames, permitindo a comparação. Em português, o desempenho foi de 490,6 para 503,7. “O Enem mostra que houve uma evolução muito positiva no aprendizado da matemática e do português”, destacou o ministro.

Para o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Luiz Cláudio Costa, o governo não está criando “uma saída para mascarar os números”. “Temos desafios no ensino médio e pretendemos achar uma medida mais exata para enfrentá-los. A nota do Enem mostra outra tendência, mas não minimiza os problemas.” Dentro de 60 dias, o Inep deverá entregar ao ministro um estudo técnico sobre a mudança de cálculo do Ideb e suas implicações. Uma das preocupações é não perder a série histórica projetada para os próximos anos – a meta do Ideb para 2021 é 5,2.
(…)

Voltei
É surrealista! Como não perder a “média história” se estão mudando os critérios de aferição? Como os números estão ruins, Mercadante resolveu produzir números melhores sem mudar a qualidade da educação, entenderam? É o jeito petista de fazer as coisas. Assim, quem sabe o ministro entre para a história como o  responsável pelo maior salto jamais havido no Ideb!!! É impressionante!

Então vejam como as coisas se combinam. Mercadante prepara uma maquiagem do Ideb para melhorar os números, arma a arapuca das cotas nas universidades públicas e encomenda uma mudança de currículo no ensino médio que vai substituir o conhecimento específico pela verborragia social. Os professores especialistas pararão de importunar os alunos com o rigor que ainda lhes resta e poderão se dedicar a ensinar um pouco de quase tudo. 

Aí basta chutar o aluno que teve aula de biologia com um professor de física para a faculdade de medicina e o que teve aula de física com o professor de química para a faculdade de engenharia civil… Nos cursos de humanidades, a coisa tende a ficar como está: basta ter bons propósitos, pregar justiça social, demonizar o capital e a “mídia”, e estamos conversados!

Não nos esqueçamos de que Mercadante conseguiu seu doutorado na Unicamp com uma “tese” cantando as glórias do governo Lula. Viva a pátria livre dos apedeutas!

Por Reinaldo Azevedo

II- DESDOBRAMENTOS DO JULGAMENTO DO MENSALÃO

Voltamos então ao assunto do mensalão tão desmentido por Lula o Mentiroso e a cambada petista que está sendo comprovado judicialmente pelo STF, uma pena que entre os réus não se encontra o grande líder desta quadrilha que roubou (de acordo agora com 2 Ministros que já votaram em parte) do dinheiro público para comprando votos se eternizarem no poder, e todos que mentiram e tentaram enganar o povo brasileiro desmentindo o ocorrido estão agora na berlinda, inclusive deixaram de contestar o hoje fato consumado. Leiam;
Juarez Capaverde



‘Os papéis da Era Dirceu’, editorial do Estadão


PUBLICADO NO ESTADÃO DESTA TERÇA-FEIRA

A importância dos documentos publicados anteontem por este jornal sobre a atuação do então ministro da Casa Civil do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, José Dirceu, de janeiro de 2003 a junho de 2005, consiste em que atestam a amplitude do seu envolvimento com assuntos e protagonistas partidários. Isso, sem falar no que revelam do poderio do “capitão do time”, como o chamava seu chefe, para além das atribuições inerentes ao cargo na coordenação da máquina administrativa e participação nas decisões estratégicas do governo.

E a importância desse percurso pelos bastidores da Era Dirceu no Palácio do Planalto ─ tornado possível graças à Lei de Acesso à Informação a que recorreu a repórter Alana Rizzo ─ consiste no fato de desembocar na corroboração dos indícios veementes de que o ex-presidente do PT, muito diferentemente do que alega, não se distanciou dos interesses do partido à sombra do governo. 

Tais interesses, como é notório, estão na gênese do mensalão, a esbórnia financeira que servia para aglutinar a heterogênea aliança partidária em torno do presidente Lula ─ a qual, por sua vez, se destinava a assegurar a perpetuação do poder petista.

A defesa do ex-ministro e deputado cassado José Dirceu, o primeiro entre os seus 35 pares para quem a Procuradoria-Geral da União pediu a condenação ao Supremo Tribunal Federal (STF) por um rosário de crimes, alega que não há nos autos “uma única testemunha que sustentasse a acusação” contra o réu, tido pelo Ministério Público como a figura central do “maior escândalo de corrupção do Brasil”.

 O processo, de fato, não conseguiu agregar contra Dirceu elementos consistentes que avalizassem os das conclusões da CPI dos Correios e do inquérito da Polícia Federal em que se baseou a inculpação dos mensaleiros.

No entanto, a papelada obtida pelo Estado ─ mensagens confidenciais, bilhetes e ofícios em profusão que, por lei, a sociedade brasileira conquistou o direito de conhecer ─ torna ainda mais nítida a evidência de que, do lugar privilegiado que ocupava, Dirceu exercia com desenvoltura ainda mais exacerbada do que de costume a função de embaixador plenipotenciário do PT na esfera federal da República. 

Quando, por exemplo, ele incumbe o seu chefe de gabinete, Marcelo Sereno, de dar andamento a um pedido do deputado Valdemar Costa Neto, presidente do PL, futuro réu do mensalão, para empregar na Radiobrás dois de seus apadrinhados, ele está rigorosamente a serviço do que é adequado chamar “petismo de resultados”.

Nada que os companheiros já não soubessem ─ e não se tem em mente apenas aqueles que viriam a compor com ele o “núcleo político” do mensalão, o presidente da sigla, José Genoino, e o tesoureiro Delúbio Soares. Se assim não fosse, uma deputada estadual paulista não lhe pediria audiência para “consolidar a relação partidária com as ações governamentais, em especial assuntos relativos à atuação desta parlamentar na Baixada Santista”. 

Nem o presidente do PT sergipano pediria para falar-lhe da “apresentação dos indicados para os cargos federais no Estado” e “o que mais ocorrer” (sic). Dirceu operava do mais miúdo do varejo à grande política ─ “grande”, obviamente, não no sentido que deriva de termo grandeza.

Nem a presunção de inocência levada a alturas estratosféricas pode ser invocada para dissociar do mensalão quem obrava para receber, antes do seu então colega no Ministério da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, a transcrição de conversas interceptadas pela polícia. Desde a irrupção do escândalo, a questão nuclear não era se Dirceu tinha conhecimento ou, mais do que isso, comando da operação ilícita. Era se Lula mandava no jogo, deixando para Dirceu distribuir as cartas. Os documentos que dão a medida da envergadura do ministro confirmam paradoxalmente a sua subordinação hierárquica.

Autoridades costumam fazer, aqui ou ali, coisas com as quais não tomam o tempo de seus chefes. Mas o que Dirceu fazia ─ do que os documentos obtidos não deixam dúvida alguma ─ era demais para ficar à revelia de Lula. Ele nem sequer precisava ter dito que nada fez “sem antes consultar o presidente. Nada.”

b)



SIM, SENHOR LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, AQUELE TROÇO A QUE SE CHAMOU MENSALÃO EXISTIU! SE LHE PARECER MELHOR, CHAME DE “ROUBALHÃO”!


Os respectivos votos dos ministros Joaquim Barbosa (relator) e Ricardo Lewandowski nos permitem fazer uma afirmação peremptória, agora com o concurso de dois ministros que estudaram a fundo o assunto: aquilo a que se chamou “mensalão” — e que poderia se chamar “Roubalhão”, “Safadolhão”, “Sem-vergonhicelhão” — existiu. Existiu e foi “o mais ousado e escandaloso esquema de corrupção e desvio de dinheiro público descoberto no Brasil”, como o classificou o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Um dos pilares do esquema se evidencia de maneira escandalosa nos dois votos: o uso de dinheiro público para financiar as atividades criminosas de um grupo. O dinheiro do fundo Visanet que foi parar na Agência DNA e dali nas mãos dos ditos mensaleiros era público, do Banco do Brasil. Para reter grana que pertencia ao banco, outra agência, a SMP&B forjou notas para justificar a tal “bonificação de volume”. Por essa razão, os dois ministros condenaram, até agora, Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do banco, por peculato (duas vezes), corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Marcos Valério e seus sócios, Ramon Rollerbach e Cristiano Paes, quase pelos mesmos crimes: nesse caso, a corrupção é ativa.

A dinheirama do Banco do Brasil era apenas parte do esquema, como é sabido. Ela é a evidência da ousadia do grupo. Marcos Valério era apenas o operador do dinheiro, uma espécie de distribuidor. E por que ele era necessário? Justamente para conferir uma certa aparência de legalidade aos crimes, para, em suma, “lavar” o dinheiro; MAS ATENÇÃO PARA O QUE VEM AGORA.

Para quem Valério trabalhava? Que obtivesse benefícios pessoais na sua atividade, isso é óbvio. Também nesse ramo não se trabalha de graça. Mas ele não era só um empresário espertalhão que se meteu com empresas do governo para tomar uns trocos. Não! Ele era um dos protagonistas de um esquema de pagamentos a políticos e partidos. A isso, Roberto Jefferson deu um nome-fantasia: “Mensalão”. Poderia se chamar, sei lá, “Coisa do Molusco”. E seu caráter seria o mesmo.

Pensem cá comigo: será mesmo possível condenar Pizzolato, Valério e seus sócios por aqueles crimes e inocentar o tal núcleo político? Afinal, aquela gente toda atuava para quem? Não era, reitero, em benefício apenas de um esquema privado. O voto, até agora, tratou da origem de parte do dinheiro de um esquema político. Haverá algum voto divergente no que concerne a esses réus, nesse episódio? Estou curioso para ouvir. Vai se demonstrar o quê? Que o capilé milionário não era público? Vai-se tentar provar que Pizzolato não o liberou? Que os serviços da DNA realmente existiram? Vão jogar no lixo as auditorias do Banco do Brasil demonstrando que os repasses foram irregulares?

A situação de Valério, dos sócios e de Pizzolato é muito difícil. E é uma inteira sandice — ou picaretagem — sustentar que eles possam ser condenados, mas com a absolvição do tal núcleo político. Não vejo como os nove outros ministros possam operar uma mágica. O grupo julgado nesse item 3 deve se preparar, acho eu, para passar um tempinho na cadeia.


Por Reinaldo Azevedo



c)

Meia-volta no salão

Dora Kramer - O Estado de S.Paulo

O PT não acreditava que o julgamento do mensalão aconteceria neste ano, não esperava que o relator fosse tão enfático, claro e didático na exposição dos acontecimentos que o levaram a condenar até agora quatro réus, e tampouco imaginava que a narrativa passaria ao largo da tese do caixa 2 à qual ficaram presos os advogados.

O PT apostava na prescrição dos crimes, na desqualificação da denúncia, na contraposição da "força das ruas" ao peso dos fatos, no esvaziamento do processo por obra da retórica, nas manobras para o retorno de acusados a postos de destaque na política.

O PT escorava-se, sobretudo, na inconsistência dos autos e na impossibilidade de se construir um relato provido de nexo entre causas, efeitos, atos, funções e objetivos.

O PT tinha mesmo a expectativa de que tudo acabasse conforme o prognóstico de Delúbio Soares em entrevista ao jornalista Expedito Filho, do Estado, em outubro de 2005: "Dentro de três ou quatro anos tudo será resolvido e acabará virando piada de salão. É só ter calma. Seremos vitoriosos não só na Justiça, mas no processo político".

Acertou no varejo, o partido realmente não colheu revezes eleitorais do escândalo, mas equivocou-se no atacado porque na Justiça o prejuízo está feito, ainda que a maioria dos ministros não acompanhe na integralidade o raciocínio do relator.

O PT não contava com isso. Tanto não contava e tão autoconfiante estava que bancou o lançamento de João Paulo Cunha como candidato a prefeito de uma cidade (Osasco) "colada" a uma capital da visibilidade de São Paulo.

Para um partido que não queria ligar seu nome ao julgamento no cenário de eleição, a presença de um réu na disputa é a exposição de um elo mais que imperfeito.

Memória. Quando do recebimento da denúncia do mensalão, em 2007, o ministro Ayres Britto expôs entendimento semelhante ao adotado agora por Joaquim Barbosa em relação ao desvio dos recursos do Banco do Brasil para a turma de Marcos Valério por intermédio do fundo Visanet.

Disse ele, usando praticamente as mesmas palavras: "Para fins penais esse dinheiro é público, pois oriundo de empresa de economia mista. O dinheiro público não se metamorfoseia em privado pelo fato de ser injetado numa pessoa jurídica privada, continua público a despeito de sua movimentação".

Dose dupla. Dada a proximidade da data, muito se fala sobre a aposentadoria do ministro Cezar Peluso, em 3 de setembro. Sem grandes consequências para o julgamento em si, pois estarão presentes 10 magistrados quando o quorum mínimo exige a participação de seis.

Confusa mesmo ficaria a situação se concretizadas algumas previsões de que o julgamento pode se estender muito mais que o previsto.

Na hipótese de ir além de novembro, alcançaria a aposentadoria do presidente do Supremo, ministro Carlos Ayres Britto, cujo substituto é Joaquim Barbosa, que em princípio acumularia as funções de presidente e relator.


d)


8:29 \ Judiciário

Advogados pedem o impeachment de Toffoli


Toffoli na berlinda

Será protocolado logo mais no Senado uma “denúncia de crime de responsabilidade”, que pede o impeachment de José Antonio Toffoli. O requerimento é dos advogados paulistas Guilherme Almeida e Ricardo Salles.

Na denúncia, a dupla elenca uma série de questões conhecida de todos – desde a proximidade com o PT e com José Dirceu, até a falta de títulos acadêmicos, passando pelos xingamentos que proferiu recentemente contra o jornalista Ricardo Noblat numa festa.

Apesar dos argumentos bem fundamentados, a chance de tal iniciativa prosperar é zero – considerando a base governista no Senado.

Por Lauro Jardim


III- QUEM PROCURA ACHA,
GREVES PROLIFERAM NO FUNCIONALISMO COMPRADO QUE COBRAM AGORA

O governo Lula deu mais do que deveria aos sindicatos afim de traze-los para seu lado, agora o governo atual está recebendo a cobrança dos arroubos de Lula o Mentiroso, como sempre Reinaldo Rocha captou bem o que está ocorrendo e as causas no seu texto que transcrevo para vocês, e a constatação que a oposição sumiu de vez, onde estarão? Leiam;
Juarez Capaverde


Reynaldo-BH: ‘O país sem oposição enfrenta uma greve sem precedentes’


Do blog de Augusto Nunes em Veja

REYNALDO ROCHA

Onde está a oposição? Mesmo a consentida?

Há uma greve geral do serviço público no Brasil que afeta TODO o governo federal, como nunca antes neste país…

Faltam remédios (insulinas desapareceram das farmácias): universidades federais paradas, atrapalhando a formação de milhares e alunos; Polícia Federal inoperante em decorrência de uma operação tartaruga; Polícia Rodoviária Federal sem autuar ninguém; alfândegas abertas, fronteiras ainda mais escancaradas e, agora, o Itamaraty sem trabalhar.

Não se ouve um ruído da oposição sobre o assunto. Fosse nos governos FHC, os atuais ministros e líderes ,do Congresso estariam nas ruas exigindo até o impeachment do presidente. O governo seria acusado de insensibilidade social, práticas de neoliberalismo destinadas a achatar salários e outras asneiras.

Assim como Lula comprou os estudantes da UNEA e os movimentos sociais, também comprou os sindicatos. Especialmente os de servidores públicos. Se Lula comprou, Dilma tem que pagar. Ou não?

O Brasil enfrenta uma greve sem precedentes. E nenhuma figura da oposição fala sobre isso! Não se trata de usar a greve ─ com o PT fazia ─ para criar um clima de “quanto pior, melhor”. Trata-se de deixar exposta a falácia deste governo populista que promete o que não pode cumprir. Que surfou na estabilidade econômica do Real, beneficiando categorias profissionais em nome do silêncio pago com aumentos expressivos. A festa acabou, como sempre se sabia.

Um arremedo de república sindicalista não consegue sobreviver por muito tempo, pois desrespeita todos os fundamentos econômicos. O governo federal criou o ambiente para a greve. Pouco importa se justa ou injusta. Ela nasceu de uma insatisfação dos servidores públicos acostumados, por 8 anos, a serem tratados como integrantes de uma nova casta.

Dilma dispõe de tempo e instrumentos para encarar a greve federal. Sem ser incomodada por ninguém da oposição. Porque esta não existe.

Como em tudo na vida, há aspectos positivos neste episódio. Os grevistas ─ todos ligados de modo direto ou indireto ao PT e à base alugada ─ devem estar entendendo o que é viver num país sem oposição, submetido ao pensamento único. Estão sós. Acreditaram no messianismo. Abandonaram a luta. Acostumaram-se a bajular e ser bajulados. São vítimas do próprio modelo que ajudaram a construir.

A oposição oficial vive em um outro país.

Seria o tal que Lula registrou em cartório?


Frase do dia

"Como o Alckmin se negou a dar a secretaria, ele veio para o Haddad. A presidenta Dilma deu para o Maluf uma secretaria nacional com mais recursos orçamentários. Foi pago para que o Maluf se coligasse com o PT."


Deputada Luiza Erundina, acusando o PT de comprar o apoio de Maluf para eleição paulistana.




Até amanhã.


As fotos inseridas nos textos o foram pelo blogueiro. Juarez Capaverde