terça-feira, 25 de setembro de 2012

ADEUS LULA - DILMA E SUA LEALDADE - COMICIOS DO PT ATRAEM PELO PAGAMENTO POR COMPARECIMENTO - ECONOMIA , MINISTRO MANTEGA ESTÁ DESTRUINDO O PATRIMÔNIO FISCAL - ARGENTINA A BEIRA DO CAOS -

Bom dia, inicio o blog hoje com este excelente artigo do Professor Marco Antonio Villa sobre Lula o Mentiroso que também pode-se chamar de andarilho fracassado depois de suas aparições nos comícios de seus candidatos a prefeitos em diversas cidades principalmente em São Paulo, ABC Paulista, Bahia, Manaus e Recife. Sua presença não mais dá segurança as candidaturas, pelo contrário em suas aparições encontram-se não correligionários mas pessoas pagas que lá estão para ovacioná-lo, não são eleitores de seus candidatos em sua maioria e sim pelegos pagos para marcarem presença e ver o grande "ídolo" ou deus como faz crer Marta Suplicy, sim deus com letras minusculas pelo desaforo deste sujeito e seus amigos em considera-lo de tamanha envergadura. Um sujeito arrogante, mentiroso, ignorante, megalomaníaco, chantagista entre outros adjetivos não pode ser igualado ao Senhor e sim ao reles mortal cheio de pecados que é e tem demonstrado ser, este sim é Lula o maior estelionatário que este país já teve e tem, um sujeito que mentiu e mente até hoje sobre fatos comprovados e que deu guarita a ladrões em seu governo, nada mais é do que um sujeito desprezível e não um ser supremo como querem fazer crer alguns de seus, como ele mesmo diz "cumpanheiros", sim companheiros de falcatruas e outras coisas mais que aos poucos virão a tona logo que seus parceiros começarem a serem presos e verem como são as cadeias brasileiras, então veremos se continuarão a ser fiel e se continuarão a ficar calados, Lula até hoje pensa em ter o poder, mas está muito enganado como estamos presenciando, seu poder virou fumaça e seus seguidores deixaram em grande maioria de sê-lo, aqueles que ainda o julgam o ser superior vivem das benesses que o Estado em mãos do partido ainda lhes proporcionam, o texto de Marco Antonio Villa é perfeito até em seu título, leiam;
Juarez Capaverde 




                       Adeus, Lula


Lula foi chamado de deus por Marta Suplicy. Nem na ditadura do Estado Novo alguém chegou a tanto na adulação

A presença constante no noticiário de Luís Inácio Lula da Silva impõe a discussão sobre o papel que deveriam desempenhar os ex-presidentes. A democracia brasileira é muito jovem. Ainda não sabemos o que fazer institucionalmente com um ex-presidente. Dos quatros que estão vivos, somente um não tem participação política mais ativa. 

O ideal seria que após o mandato cada um fosse cuidar do seu legado. Também poderia fazer parte do Conselho da República, que foi criado pela Constituição de 1988, mas que foi abandonado pelos governos — e, por estranho que pareça, sem que ninguém reclamasse.

Exercer tão alto cargo é o ápice da carreira de qualquer brasileiro. Continuar na arena política diminui a sua importância histórica — mesmo sabendo que alguns têm estatura bem diminuta, como José Ribamar da Costa, vulgo José Sarney, ou Fernando Collor. 

No caso de Lula, o que chama a atenção é que ele não deseja simplesmente estar participando da política, o que já seria ruim. Não. Ele quer ser o dirigente máximo, uma espécie de guia genial dos povos do século XXI. É um misto de Moisés e Stalin, sem que tenhamos nenhum Mar Vermelho para atravessar e muito menos vivamos sob um regime totalitário.

As reuniões nestes quase dois anos com a presidente Dilma Rousseff são, no mínimo, constrangedoras. Lula fez questão de publicizar ao máximo todos os encontros. É um claro sinal de interferência. E Dilma? Aceita passivamente o jugo do seu criador. Os últimos acontecimentos envolvendo as eleições municipais e o julgamento do mensalão reforçam a tese de que o PT criou a presidência dupla: um, fica no Palácio do Planalto para despachar o expediente e cuidar da máquina administrativa, funções que Dilma já desempenhava quando era responsável pela Casa Civil; outro, permanece em São Bernardo do Campo, onde passa os dias dedicado ao que gosta, às articulações políticas, e agindo como se ainda estivesse no pleno gozo do cargo de presidente da República.

Lula ainda não percebeu que a presença constante no cotidiano político está, rapidamente, desgastando o seu capital político. Até seus aliados já estão cansados. Deve ser duro ter de achar graça das mesmas metáforas, das piadas chulas, dos exemplos grotescos, da fala desconexa. A cada dia o seu auditório é menor. 

Os comícios de São Paulo, Salvador, São Bernardo e Santo André, somados, não reuniram mais que 6 mil pessoas. Foram demonstrações inequívocas de que ele não mais arrebata multidões. E, em especial, o comício de Salvador é bem ilustrativo. Foram arrebanhadas — como gado — algumas centenas de espectadores para demonstrar apoio. Ninguém estava interessado em ouvi-lo. A indiferença era evidente. 

Os “militantes” estavam com fome, queriam comer o lanche que ganharam e receber os 25 reais de remuneração para assistir o ato — uma espécie de bolsa-comício, mais uma criação do PT. Foi patético.

O ex-presidente deveria parar de usar a coação para impor a sua vontade. É feio. Não faça isso. Veja que não pegou bem coagir: 1. Cinco partidos para assinar uma nota defendendo-o das acusações de Marcos Valério; 2. A presidente para que fizesse uma nota oficial somente para defendê-lo de um simples artigo de jornal; 3. Ministros do STF antes do início do julgamento do mensalão. Só porque os nomeou? O senhor não sabe que quem os nomeou não foi o senhor, mas o presidente da República? O senhor já leu a Constituição?

O ex-presidente não quer admitir que seu tempo já passou. Não reconhece que, como tudo na vida, o encanto acabou. O cansaço é geral. O que ele fala, não mais se realiza. Perdeu os poderes que acreditava serem mágicos e não produto de uma sociedade despolitizada, invertebrada e de um fugaz crescimento econômico. 

Claro que, para uma pessoa como Lula, com um ego inflado durante décadas por pretensos intelectuais, que o transformaram no primeiro em tudo (primeiro autêntico líder operário, líder do primeiro partido de trabalhadores etc, etc), não deve ser nada fácil cair na real. Mas, como diria um velho locutor esportivo, “não adianta chorar”. Agora suas palavras são recebidas com desdém e um sorriso irônico.

Lula foi, recentemente, chamado de deus pela então senadora Marta Suplicy. Nem na ditadura do Estado Novo alguém teve a ousadia de dizer que Getúlio Vargas era um deus. É desta forma que agem os aduladores do ex-presidente. E ele deve adorar, não? Reforça o desprezo que sempre nutriu pela política. Pois, se é deus, para que fazer política? Neste caso, com o perdão da ousadia, se ele é deus não poderia saber das frequentes reuniões, no quarto andar do Palácio do Planalto, entre José Dirceu e Marcos Valério?

Mas, falando sério, o tempo urge, ex-presidente. Note: “ex-presidente”. Dê um tempo. Volte para São Bernardo e cumpra o que tinha prometido fazer e não fez. Lembra? O senhor disse que não via a hora de voltar para casa, descansar e organizar no domingo um churrasco reunindo os amigos. Faça isso. Deixe de se meter em questões que não são afeitas a um ex-presidente. Dê um bom exemplo. Pense em cuidar do seu legado, que, infelizmente para o senhor, deverá ficar maculado para sempre pelo mensalão. 

E lá, do alto do seu apartamento de cobertura, na Avenida Prestes Maia, poderá observar a sede do Sindicato dos Metalúrgicos, onde sua história teve início. E, se o senhor me permitir um conselho, comece a fazer um balanço sincero da sua vida política. Esqueça os bajuladores. Coloque de lado a empáfia, a soberba. Pense em um encontro com a verdade. Fará bem ao senhor e ao Brasil.

MARCO ANTONIO VILLA é historiador e professor da Universidade de São Carlos, em São Paulo




b)



          DILMA E SUA LEALDADE

MERVAL PEREIRA

A presidente Dilma mais uma vez deixou de lado a liturgia do cargo para responder diretamente ao relator do mensalão, ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, que citou um depoimento seu ao tempo em que era ministra das Minas e Energia para confirmar sua tese de que houve compra de votos no mensalão. 

Barbosa foi além do que a prudência exigiria em uma hora dessas, e atribuiu à “surpresa” manifestada pela então ministra Dilma Roussef no seu depoimento judicial com a agilidade da aprovação das medidas provisórias de reformulação do setor elétrico o caráter de uma confirmação tácita de que houve algo mais que um simples acordo político naquela ocasião. 

A presidente Dilma está certa ao rebater essa interpretação do relator, mas mais uma vez utilizou-se da forma errada, na minha opinião. 

Assim como quando rebateu as críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, também desta vez a presidente não deveria ter respondido através de uma nota oficial da Presidência da República, colocando a questão como se fosse uma disputa entre os Poderes Executivo e Judiciário. 

Bastaria que ela encarregasse o senador Delcídio Amaral, que era o líder do governo à época, de desmentir a versão do relator, como, aliás, ele já fizera em declarações de iniciativa própria, confirmando que houve naquelas votações um acordo partidário diante da necessidade de reformas no setor elétrico depois dos problemas por que passara no final do governo de Fernando Henrique Cardoso. 

Como na resposta ao ex-presidente, que classificara de “herança pesada” a deixada por Lula, juntando aos problemas econômicos uma especial referência às questões morais, também agora a presidente foi além do simples desmentido, aproveitando a ocasião para reafirmar sua lealdade ao antecessor, fazendo críticas ao governo de Fernando Henrique. 

“Entre junho de 2001 e fevereiro de 2002, o Brasil atravessou uma histórica crise na geração e transmissão de energia elétrica, conhecida como ‘apagão’”, escreveu a presidente, já usando a terminologia com finalidades políticas, pois ela sabe que o país não passou por um “apagão”, evitado por uma campanha de racionamento de energia. 

“Como disse no meu depoimento, em função do funcionamento equivocado do setor até então, ou se reformava ou o setor quebrava”, completou a Presidente para justificar a tramitação rápida das medidas governamentais. 

Nas duas ocasiões, é verdade, procurou-se tirar vantagem das palavras e gestos da presidente para colocá-la em dissidência com o ex-presidente Lula, seu mentor e responsável maior pela chegada à Presidência da República. 

Mesmo assim, o fato de a presidente ter se sentido devedora de uma explicação por escrito, ao que tudo indica sugerida por setores ligados ao ex-presidente, mostra não apenas o grau de subordinação partidária a que ela se submete, como também a preocupação dos que cercam o ex-presidente com a repercussão do julgamento do mensalão sobre a sua biografia. 

Sabe-se que já a nota expedida por cinco dos partidos da base aliada, repudiando as acusações contra Lula atribuídas a Marcos Valério, e denunciando um esdrúxulo complô contra o ex-presidente Lula fora insuflada pelo próprio, em busca de apoio público num momento em que sua influência política encontra resistências insuspeitadas, especialmente na disputa pela Prefeitura de São Paulo. 

Agora, a nota da Presidência tem o objetivo de deixar claro publicamente que o depoimento da então ministra das Minas e Energia não insinuou, como o relator deu a entender, a existência do mensalão. 

É compreensível que a presidente Dilma nutra pelo ex-presidente Lula um afeto e uma gratidão infinitos, mas a Presidência da República não pode ser usada para expressar esses sentimentos particulares. 

Também o fato de pertencer ao PT, embora não tenha suas raízes políticas no partido, não justifica uma atuação partidária tão desabrida quanto a que está tendo nessa campanha municipal, quando já anunciara que não entraria nas disputas regionais. 

Com essas atitudes, a presidente vai deixando para trás uma postura republicana de equidistância das questões partidárias para usar a Presidência da República como moeda de troca, como fez na nomeação do senador Marcelo Crivela para o ministério da Pesca, na ilusão de que o partido dos bispos apoiaria o candidato petista à Prefeitura de São Paulo, e a senadora Marta Suplicy para o Ministério da Cultura, na tentativa de desempacar a candidatura. 

Mesmo que ao fim os esforços do “deus” Lula e seus seguidores deem certo, a presidência de Dilma sairá diminuída. Se der errado, então..



c)



A turnê do palanque ambulante tem datas disponíveis até para Claudinho da Geladeira

Menos de 3 mil na estreia em Belo Horizonte, pouco mais de 2 mil em Salvador, outros tantos em Manaus. Se é para juntar público de camelô esforçado, melhor falar perto de casa, decerto concluíram os  organizadores da turnê do palanque ambulante. A programação redesenhada fixou o marco zero em São Bernardo do Campo, onde Lula e sua trupe se apresentaram no sábado à noite, a poucos quilômetros do apartamento em que o ex-presidente acampa desde o fim da festa no Planalto.

De volta à estrada no domingo, o ex-presidente fez escalas em Santo André e Diadema. Falou menos de 15 minutos em cada parada. Mesmo poupado de concorrer com a novela Avenida Brasil, foi ouvido por plateias de quermesse de grotão. Depois do comício de segunda-feira em Mauá, a caravana promete ultrapassar as fronteiras do ABC. “O pessoal quer que eu vá a Guarulhos, Osasco…. O Claudinho da Geladeira quer que eu vá até Rio Grande da Serra”, gabou-se a estrela da companhia.

“Não sei se vai dar para ir a tudo quanto é lugar, mas vou falar menos e tentar cobrir o maior número de cidades possível para pedir voto”, avisou. Levando até doença a tiracolo, atestou o falatório em Diadema: “Estou feliz porque o câncer está derrotado, como estarão os nossos adversários”. Lula não vê diferenças entre um tumor na laringe e José Serra. Num segundo turno, certamente votaria no câncer.

Ficaria bem mais feliz se não fosse a saudade da cachaça: “Quando eu ia na porta da fábrica fazer discurso eu tomava era uma caninha de manhã, agora tenho que tomar uma aguinha”, queixou-se em São Bernardo, caprichando na pose de quem passou oito anos na Presidência bebendo socialmente, tomando limonada no almoço e enganando o fígado na hora do calorão com cerveja sem álcool.

Na cidade onde mora, Lula elogiou a aliança com o DEM forjada pelo companheiro Luiz Marinho, em campanha pela reeleição. Em Diadema, pediu aos ouvintes que negassem o voto a todos os candidatos a vereador do DEM, do PSDB e do PPS. “O PPS me apoia”, sussurrou-lhe o prefeito petista Miguel Reali, que disputa a reeleição. “No PPS vocês podem votar à vontade”, mudou imediatamente de ideia o Chefe Supremo.

Em Santo André, pela primeira vez em 10 anos, evocou publicamente Celso Daniel ─ para torturar a verdade e esquartejar a razão. Ao lado da ministra Miriam Belchior, que chegou ao primeiro escalão graças ao desempenho no papel de viúva profissional do companheiro assassinado em janeiro de 2002, Lula ensinou que “votar em Grana seria um gesto de gratidão com Celso Daniel”. Grana parece um apelido perfeito. Mas é o sobrenome do candidato a prefeito Carlos Grana.

“Nesta cidade, os conservadores chegaram ao absurdo de achar que o PT tinha coisa a ver com a morte de Celso Daniel”, acusou. Não só conservadores: qualquer brasileiro com mais de cinco neurônios sabe que gente do partido tem tudo a ver com a execução do prefeito, e que figurões da seita tentem há 10 anos impedir o esclarecimento do crime. Se já consegue ao menos soletrar o nome do morto insepulto ─ ainda que para violar moralmente o cadáver ─ é possível que daqui a alguns anos Lula talvez consiga dizer a palavra “mensalão”.

Até agora proibida de dar as caras na discurseira do chefe, foi vislumbrada só nas entrelinhas de uma trecho do palavrório em Santo André: “Quando fazem críticas ao PT, a gente tem que fechar os olhos e imaginar o Brasil sem o PT”, convidou o orador. A resposta exige tempo e espaço, mas não custa antecipar pelo menos duas obviedades. Celso Daniel estaria vivo. E o mensalão não teria existido.





II- ECONOMIA INDO AO FUNDO DO POÇO PT VAI ACABAR COM O PAÍS


Enviado por Míriam Leitão e Alvaro Gribel - 


COLUNA NO GLOBO


                O perigo silencioso
A gestão do ministro Guido Mantega no Ministério da Fazenda está destruindo o patrimônio fiscal que levou uma década e meia para ser construído. Dentro dessa categoria, de demolição da ordem fiscal duramente edificada, encaixa-se a decisão de o Tesouro se endividar em R$ 21 bilhões para a Caixa Econômica e o Banco do Brasil aumentarem a oferta de empréstimos. 

Por 15 anos, entre o fim da ditadura militar e o ano 2000, o país executou uma enorme tarefa para acabar com os orçamentos paralelos, a conta movimento, os ralos e as fantasias contábeis até chegar à aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal.

É esse arsenal que tem sido furtivamente recriado. A operação autorizada por Medida Provisória na sexta-feira é parecida com as que foram feitas para o BNDES. A dívida aumentará, porque o Tesouro tem que lançar papéis no mercado, mas a operação é mascarada como empréstimo a esses bancos. Não se sabe quando eles pagarão a dívida, por isso é impossível calcular o custo disso para os cofres públicos.

O custo médio de financiamento da dívida pública interna este ano está em 11,85%. A Selic está em 7,5%, mas o custo real é impactado pelos juros que incidem sobre títulos antigos. O Tesouro receberá do Banco do Brasil os 5,5% da TJLP nos R$ 8,1 bilhões que irão para a instituição. Haverá custo para o governo, mas ele não estará no Orçamento. Criar despesas de forma disfarçada e não registrá-la no Orçamento é contornar a obrigatoriedade de que não se criem despesas sem a definição de receitas.

A conta movimento parecia um gasto sem ônus e sem limite. O Banco do Brasil sacava no Banco Central para cobrir seu balanço. Agora, os bancos públicos têm recebido recursos de uma forma semelhante.

O objetivo da operação, segundo a nota do Ministério da Fazenda, é "manter a capacidade de expansão da carteira de crédito, garantir a continuidade do aumento da participação no mercado".

Há sinais fortes de que o ciclo de empurrar as famílias para o endividamento está se esgotando. O crédito nos bancos públicos cresceu 27%, e a inadimplência subiu 22%, em 12 meses até julho.

Se o BB e a Caixa crescerem no mercado via competição normal com bancos privados, isso é saudável. O erro é o governo estabelecer como objetivo de política pública que eles tomem mercado à custa de subsídio público, ainda mais porque um dos bancos, o Banco do Brasil, tem sócios privados.

Se esse crescimento der lucro, será transferência de recursos públicos para particulares; se der errado, o acionista do BB pagará a conta em forma de queda de redução de dividendos. Se for capitalização, vai diluir o capital do minoritário, e isso tem que ser comunicado previamente à CVM.

O Tesouro se comporta como se tivesse descoberto a fórmula mágica da multiplicação dos recursos sem ônus. Lança títulos ao mercado e transfere o dinheiro para os bancos públicos, e eles, por sua vez, pagarão com juros baixos e no prazo que quiserem. Se é que pagarão. Há gasto público embutido aí, mas não há registro como despesa em lugar algum, e por isso o impacto fiscal é escondido. Já foram emprestados assim mais de R$ 300 bilhões ao BNDES. Agora, o mesmo acontecerá com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica.

Equívocos na política econômica pesam muito tempo sobre o país. Durante anos pagamos o preço dos erros da bagunça fiscal do governo militar, em forma de inflação. São esses mecanismos, aparentemente engenhosos, que estão silenciosamente voltando a ser criados. Parece que os economistas do governo não aprenderam a lição número um: a de que não existe almoço grátis.



III- ARGENTINA À PERIGO, CAUSA CRISTINA KIRCHNER 


Enviado por Míriam Leitão - 
NA CBN


Argentina: o custo de manipular os indicadores
Primeiro, a "The Economist" retirou da revista, já há algum tempo, os números oficiais da Argentina por falta de credibilidade. Agora, o FMI deu um prazo para que o governo melhore a qualidade de suas estatísticas. Ameaça com sanções. É uma desmoralização para o país, cujo governo intervém nos dados oficiais.

Em 68 anos de história, nenhum país foi punido pelo FMI por falta de confiabilidade dos dados. E a diretora-gerente do Fundo disse que dava um cartão amarelo, mas que poderia dar o vermelho.

Acho difícil os argentinos corrigirem o problema, porque teriam de admitir o erro: a intervenção do governo no Indec, o instituto de estatísticas.

Uma vez, um empresário brasileiro com negócios lá me contou que Guillermo Moreno, que manda na economia, tinha o hábito de ligar para os supermercados e dizer quais deveriam ser os preços; neste dia, passava o pesquisador para medi-los.

As consultorias fazem os próprios cálculos, mas o governo ameaça punir a divulgação de qualquer índice que não seja o oficial. Seria como o governo brasileiro punir, por exemplo, a FGV, em caso de os IGPs não darem a mesma coisa que o IPCA.

Na Argentina, enquanto a inflação oficial está abaixo de 10%, as consultorias dizem que está entre 20% e 25% ao ano. Isso, em parte, explica a insatisfação da classe média. O governo deu muitos aumentos para compensar, parece aumento real, mas é recomposição da inflação.

Todo mundo, hoje, duvida de qualquer indicador oficial da Argentina - de inflação, crescimento, Quebrou-se a confiança.

Isso começou ainda na época de Néstor Kirchner. O governo não gostou de um número divulgado pelo Indec e fez uma intervenção. Funcionários foram demitidos, metodologias, alteradas.



B)




O chavismo em marcha na Argentina (Editorial)

O Globo

O anúncio, de quatro minutos, foi feito pela presidente Cristina Kirchner no domingo, durante a transmissão dos jogos de futebol, para alcançar grande audiência. A ameaça tem data marcada, 7 de dezembro, e um alvo evidente: o grupo Clarín, com suas concessões de TV e rádio.

Herdeira do kirchnerismo, corrente fundada no peronismo pelo marido, Néstor, morto quando se preparava para tentar voltar a se eleger presidente, Cristina aprofunda o projeto populista, autoritário, de controle dos meios de comunicação independentes, caso do Clarín e do Nación.

No entendimento da presidente argentina, entrará em vigor em 7 de dezembro o artigo 161 da Lei dos Meios Audiovisuais, feita sob medida para o Estado tutelar a mídia em geral, a imprensa em particular.

Este artigo, redigido para ser, alegadamente, um instrumento de “democratização dos meios de comunicação” e da ampliação da “diversidade” no setor, visa, na realidade, a ser a base supostamente legal para inviabilizar o Clarín como empresa com independência editorial, por obrigá-lo a se desfazer de várias concessões na mídia eletrônica.

A ameaça de Cristina K. é contestada. Garante a direção do Clarín que neste 7 de dezembro não pode acontecer nada com o grupo, “sabe perfeitamente o governo”.

Mas a data não é uma escolha aleatória. Nela vence uma medida cautelar obtida pela empresa junto à Corte Suprema, que impede a aplicação do tal artigo — de fato uma aberração, por retroagir no tempo e cassar direitos líquidos e certos. E, como o mérito ainda não foi julgado, estabelece a mais alta Corte argentina que a cautelar seja prorrogada.

Mas é do perfil agressivo do governo Cristina atropelar instituições. A seguir a Lei dos Meios e a interpretação que dela fazem a Justiça e constitucionalistas, para a aplicação efetiva do artigo 161 ainda seria necessário um ano de prazo, tempo suficiente para novas ações judiciais.

A Lei dos Meios é parte de um projeto político de poder com nítida inspiração no venezuelano Hugo Chávez, responsável por estrangular a liberdade de imprensa no seu país e servir de exemplo, não apenas a Cristina K., mas a Evo Morales, na Bolívia, e Rafael Correa, no Equador.

No Brasil, onde as instituições democráticas são mais sólidas, o chavismo não tem espaço, embora exista.

A presidente argentina já avançara sobre Clarín e Nación ao expropriar o controle da Papel Prensa, mantido pelos dois grupos, e passar a controlar o insumo, vital para os jornais. Agora, é a hora do ataque sobre as redes de TV e rádio do Clarín.

Caso tenha êxito nesta emboscada, concessões deverão ser passadas para amigos da Casa Rosada, como tem acontecido, também privilegiados na distribuição das verbas publicitárias oficiais. Sequer a Lei dos Meios vale para eles.

Em troca, Cristina convive com uma dócil imprensa chapa-branca. Tanto que o “cacerolazo” recente, em Buenos Aires, contra seu governo, só foi noticiado pelos poucos veículos independentes. A Argentina se aproxima da Venezuela.



               FRASE DO DIA


“Condenar Paulo Rocha é dar relevo ao modelo nazista que perseguia judeus”.


João Gomes, advogado de Paulo Rocha, ex-deputado federal do PT paraense e mensaleiro juramentado, ensinando que seu cliente está a caminho da cadeia não pelo que andou fazendo como quadrilheiro, mas por defender a instalação de um kibutz a cada quilômetro da Belém-Brasília.




Depois desta frase, nada a comentar somente que eles estão "apertando".
Juarez Capaverde






Até amanhã





As fotos inseridas nos textos o foram pelo blogueiro. Juarez Capaverde

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O JULGAMENTO MAIS IMPORTANTE DO PAÍS - NOVA CLASSE MÉDIA TEM SALÁRIO DE R$ 291,00 REAIS - O GRANDE ESTADISTA LULA QUEBROU A CARA -

Bom dia, muitos comentários sobre o mensalão e a reação tresloucada do PT e de Lula o Mentiroso queira-se ou não é o assunto do momento justificando debates, conversas, reportagens de diversos órgãos de imprensa, pate babo entre amigos, discussões saudáveis sobre o que se transformou o Brasil nas mãos destes senhores que tinham por objetivo usurparem do povo o direito à contradição, o direito de contestação aos atos governamentais em desacordo com a  democracia conquistada a tão duras penas neste país, onde depois de muitos infortúnios conquistamos o direito ao contra ponto, ao debate de idéias,  à critica a tudo que não recebemos de informação e opinião em desacordo com nosso modo de pensar, a democracia plena nos permite discordar de tudo que não tenhamos a certeza de ser benéfico a toda população como um todo. Infelizmente o PT e seus líderes entre eles Lula o Mentiroso tomaram o caminho diverso aos ideais republicanos, tomaram a contra mão da história com um governo populista e direcionado simplesmente a uma ditadura de esquerda tão idealizada por seus componentes já há muito, em época passada os militares não os deixaram e partiram para a ditadura de direita, felizmente agora temos algumas instituições fortes a nos proteger deste tipo de avanço comunista e assim nos livrar de mais uma ditadura militar, o judiciário tão condenado por eles atualmente por ter resolvido que o caminho correto e que beneficiaria o povo brasileiro é a justiça aplicada na forma da Lei aqueles que usaram de suas posições de poder para tentar corromperem as instituições como um todo e tornar-se um Estado totalitário comandado por comunistas fascistas que tomaram conta do PT deixando de lado os ideais tão decantados em sua época de oposição como o partido da ética e da honestidade que tinha por objetivo tirar da politica aqueles que a estavam corrompendo a décadas, no entanto, agiram exatamente ao contrário pensando somente nos seus ideais que permaneciam escondidos em seus discursos, aliaram-se a pessoas como José Sarney, Fernando Collor entre outros políticos sujos e aproveitadores que se encontram até hoje empoleirados nas benesses do governo com o único intuito de se eternizarem no poder, e assim depois partirem para a ditadura de esquerda que se alastra pela América Latina em países cujo povo ainda se encontram na ignorância de seus direitos de liberdade e democracia livre e sem autoritarismo seja ele de esquerda ou de direita. O torneiro-mecânico teve a oportunidade de se tornar realmente num grande estadista graças a esta democracia que tanto devemos proteger, lembrando-nos sempre que seu partido o PT não foi signatário da Constituição Brasileira escrita na Constituinte, nossa esperança quase concretizada é de que o Supremo Tribunal Federal siga a Lei e nos proteja de pessoas da índole das que estão sendo julgadas e nos prove que temos poderes realmente soberanos e apartidários neste país chamado Brasil. Leiam;
Juarez Capaverde




Enviado por Ricardo Noblat - 24.9.2012 | 8h02m

COMENTÁRIO

Miau! Miau! Miau!


por Ricardo Noblat

Tem rabo de gato. Focinho de gato. Olhos de gato. Pelo de gato. Mia como um gato. Mas está longe de ser um gato, segundo a malta dos que nada veem demais na escolha em tempo recorde do ministro Teori Zavascki para a vaga do ministro Cezar Peluso no Supremo Tribunal Federal (STF).

E também na pressa com que estão sendo tomadas as providências para que ele assuma o cargo o mais rapidamente possível.

Porta-vozes formais e informais da presidente Dilma Rousseff juram por todos os santos que longe dela a vontade de interferir de alguma forma no julgamento do processo do mensalão. Pelo contrário.

Ela quer distância do processo, de sua repercussão e das futuras consequências. Mensalão é herança pesada deixada pelo governo anterior. Dilma jamais dirá isso, é claro. Nem em sonho. Mas é assim que pensa. Logo...



Logo por que se envolveria com manobra esperta indicando um ministro para influir no resultado das votações do processo? Ou pior: para tentar adiar o julgamento como sempre foi desejo expresso de Lula, avalista e tutor político de Dilma?

Não. Ela saltaria na jugular de quem lhe sugerisse tais coisas abjetas. Até mandou espalhar a história de que escolheu Teori sob a condição de ele não votar no julgamento do processo. Escolheu-o para não ser obrigada a engolir alguém que Lula lhe apontasse.

Mas a escolha foi relâmpago. (Miau!) Dois dias depois de anunciada, Teori começou a bater perna dentro do Senado atrás de votos. (Miau! Miau!)

Renan Calheiros (PMDB-AL), candidato a presidente do Senado, pediu para relatar a indicação de Teori. (Miau! Miau! Miau!)

Esvaziado pela eleição, o Senado foi convocado para aprovar esta semana o nome do terceiro ministro que Dilma emplacará no STF. (Miau! Miau! Miau! Miau!)

Dilma levou seis meses para remeter ao Senado o nome do atual ministro Luiz Fux. No caso da ministra Rosa Weber, três meses. Gastou apenas 11 dias para remeter o de Teori.

Lula telefonou para ela antes de Peluso se aposentar. Quis saber em quem ela pensava para a nova vaga de ministro. Dilma respondeu que se o advogado Sigmaringa Seixas concordasse seria ele.

Sigmaringa é amigo de copa e cozinha de Lula. Nunca topou ser ministro do STF. Nas duas vezes em que foi sondado ainda durante o governo Lula, alegou que lhe falta "notório saber jurídico" como exige a Constituição.

Excesso de rigor! Tem ministro no STF que já foi reprovado duas vezes em concurso para juiz de primeira instância. Sigmaringa foi um dos fiadores junto à Dilma da indicação de Teori. Outro fiador: o ministro Gilmar Mendes.

Teori tem fama de homem sério. Por sério não se prestaria a ser peça de uma jogada política. Sua seriedade, porém, o impediria de retardar o exame do seu nome pelo Senado.

Uma vez no STF deixaria de ser sério só por estar disposto a exercer de imediato a função de juiz? Absurdo!

De resto, que juiz sério votaria sem antes estudar o que tivesse de votar? Para estudar, só pedindo vistas do processo. (Miau! Miau! Miau! Miau! Miau!)

Sentado numa daquelas cadeiras do plenário do STF, envergando a toga que parece conferir ao seu usuário a aura de homem sábio e correto, um ministro não deve satisfações a ninguém. Somente a Deus, se acreditar nele, e à sua consciência.

Cada um à sua maneira, é assim que procedem, por exemplo, os ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski, as duas peças-chaves do processo do mensalão.

Ambos ganharam assento no STF graças a Lula. Joaquim por ser negro e ter o melhor currículo entre os juristas negros disponíveis na ocasião. Lewandowski por ter um bom currículo e ser dileto amigo da família de dona Marisa, a ex-primeira dama.

Lula está furioso com a independência de Joaquim e satisfeito com o bom comportamento de Lewandowski, a quem visitou em casa antes do julgamento começar.

Não cobrem de Lula apego férreo ao princípio da separação dos poderes. Lula concorda com todos os princípios que balizam o sistema democrático desde que não lhe sejam adversos. Desde que possa ignorá-los sempre que lhe convier e sem prejuízo para sua imagem.

O mensalão atingiu em cheio a soberania do Legislativo. Pagou-se caro por apoios ao governo. Lula foi contra o suborno de deputados? Disse que não sabia.

Marcos Valério acusou Lula de ter chefiado o esquema do mensalão. Em entrevista à VEJA, deu a entender que Lula só não caiu porque ele, José Dirceu e Delúbio Soares jamais contaram o que sabem.

Lula respondeu o quê? Nada. Acusação tão grave ficou sem resposta dele.

O que Lula teme? Que Valério, uma vez confrontado por ele, faça novas revelações? E que elas acabem forçando a Justiça a processá-lo?

Acionados por Lula, o PT e partidos aliados acusaram setores conservadores da sociedade de pressionarem o STF para que faça do julgamento do mensalão um meio de “golpear a democracia”.

Santo Deus! Sandices! Um monte de sandices que aos ignorantes impressiona e aos mais fracos assusta. Como se o STF fosse formado por um monte de tontos.

A presidente da República é Dilma. Que desfruta, hoje, do sólido apoio dos seus governados. Em que parte do mundo conhecido já se ouviu falar de ameaça de golpe contra ex-presidente?

O PT denuncia a iminência de um golpe contra Lula! Ahahahahah!

O PT está no poder há 10 anos. Oito dos atuais 10 ministros do STF devem o emprego a Lula e à Dilma. E no entanto... Tem um golpe em marcha contra Lula! Ahahahahah!

À distância ouve-se o barulho das esteiras dos tanques nas estradas asfaltadas que convergem para São Bernardo, onde Lula mora.

No país da jabuticaba, golpe contra ex-presidente é coisa nossa, e somente nossa! Quanto a golpe a favor de ex-presidente... Miau!




b)



 Feira Livre

 ‘Dilma é apenas a dócil falsificação de um original sem qualidade’



REYNALDO ROCHA


Dilma a cada dia diminui de tamanho.

Demonstra a subserviência de quem se sabe menor do que o cargo que lhe foi confiado.

Prefere compactuar com a vergonha a assumir a dignidade da função para qual foi escolhida, mesmo sem merecer.

Não, não faço uma crítica a quem nela votou. Respeito o que nasce do voto, da vontade da maioria. Nem por isso concordo.

Tornou-se candidata por ser dócil ao chefe. Por estar disposta a subestimar a liturgia do cargo para satisfazer a megalomania do inventor.

Por ser uma reserva vocacional que, quando necessário, sairia do time, mesmo sob vaias. Mas com a certeza de ter feito o que dela era esperado pelo tutor.

As oposições que, por medo e covardia (a maioria) e por avaliação inteiramente equivocada (o restante), esperaram uma Dilma inexistente, hoje se espantam com a discípula obediente e fiel do chefe supremo.

Se elogiou Stalin e Lenin, por que Dilma teria receio de elogiar Lula?

Com uma agravante: aqueles são história. Este é o cobrador constante, que constrange a presidente a ir ao seu encontro para receber ordens e orientações.

Dispenso-me de mencionar FHC. Imaginar um Clinton no papel de tutor de Obama, ou um Obama admitindo essa tutela, é ridicularizar personagens que merecem algum respeito.

Até na ditadura os generais de plantão tinham noção da importância do cargo. Nenhum obedeceu às ordens de antecessores.

Dilma tem o tamanho da própria e notória insignificância. Ser a primeira mulher a ocupar a presidência só envergonha minha filha e minhas amadas. E a mim.

Dilma e Lula são faces da mesma moeda. A de um país que perdeu os conceitos básicos de cidadania e democracia. Onde o anormal adquiriu contornos de normalidade. Onde se inventou o bipresidencialismo, refundando um caudilhismo que julgávamos sepultado.

O Estado de Direito se aproxima perigosamente – na exegese dos delirantes – do “direito” do Estado acima dos cidadãos.

As oposições (são várias? Ou nenhuma?) esperam que nós derrubemos o fruto podre da árvore. Para que possam aproveitar-se de nossa luta (diária, nos espaços que temos) para se oferecerem com alternativa.

Qual alternativa?

De nome? De projeto? Qual projeto?

De coragem ou vilania?

De Brasil ou de uma imensa capitania hereditária?

A anestesia que entorpece a nacionalidade (lato sensu) é tão intensa que sequer aparece um oportunista – ainda bem!- para assumir o discurso e bandeira de uma verdadeira oposição.

Ficamos e estamos órfãos.

Dilma e Lula. Lula e Dilma.

São frutos do mesmo engodo. São produtos das mesmas distorções.

Esperar que Dilma – sabidamente despreparada para estar onde está – pudesse ser uma reação à vergonha lulista é mais que um sonho: é pesadelo.

Não será. Nunca foi. E se orgulha disso.

É somente uma dócil e grata falsificação de um original sem qualquer qualidade.

O PT inventou a falsificação do tênis produzido em alguma garagem de Taiwan.

E a oposição comprou como se fosse um autêntico Nike ou Adidas.

E, pelo visto, estão correndo descalços.

Nós, por cá, não acreditamos em falsificadores.

Muito menos em covardes!



c)



Feira Livre
Blog do Augusto Nunes

‘Gritos presidenciais não ocultam fracassos’

PUBLICADO NA FOLHA DE S. PAULO DESTA SEXTA-FEIRA

MARCO ANTONIO VILLA

O sonho acabou. Sonho ingênuo, registre-se. Durante quase dois anos, a oposição ─ quase toda ela ─ tentou transformar Dilma Rousseff em uma estadista, como se vivêssemos em uma república. Ela seria mais “institucional” que Lula. Desejava ter autonomia e se afastar do PT. E até poderia, no limite, romper politicamente com seu criador.

Mas os fatos, sempre os fatos, atrapalharam a fantasia construída pela oposição ─ e não por Dilma, a bem da verdade.

Nunca na história republicana um sucessor conversou tanto com seu antecessor. E foram muito mais que conversas. A presidente não se encontrou com Lula para simplesmente ouvir sugestões. Não, foi receber ordens, que a boa educação chamou de conselhos.

Para dar um ar “republicano”, a maioria das reuniões não ocorreu em Brasília. Foi em São Paulo ou em São Bernardo do Campo que a presidente recebeu as determinações do seu criador. Os últimos acontecimentos, estreitamente vinculados à campanha municipal, reforçaram essa anomalia criada pelo PT, a dupla presidência.

Dilma transformou seu governo em instrumento político-eleitoral. Cada ato está relacionado diretamente à pequena política. Nos últimos meses, a eleição municipal acabou pautado suas ações.

Demitiu ministro para ajeitar a eleição em São Paulo. Em rede nacional de rádio e televisão, aproveitou o Dia da Independência para fazer propaganda eleitoral e atacar a oposição. Um telespectador desavisado poderia achar que estava assistindo um programa eleitoral da campanha de 2010. Mas não, quem estava na TV era a presidente do Brasil.

É o velho problema: o PT não consegue separar Estado, governo e partido. Tudo, absolutamente tudo, tem de seguir a lógica partidária. As instituições não passam de mera correia de transmissão do partido.

Dilma chegou a responder em nota oficial a um simples artigo de jornal que a elogiava, tecendo amenas considerações críticas ao seu antecessor. Como uma criatura disciplinada, retrucou, defendendo e exaltando seu criador.

O governo é ruim. O crescimento é pífio, a qualidade da gestão dos ministros é sofrível. Os programas “estruturantes” estão atrasados. O modelo econômico se esgotou.

Edita pacotes e mais pacotes a cada quinzena, sinal que não tem um consistente programa. E o que faz a presidente? Cercada de auxiliares subservientes e incapazes, de Lobões, Idelis e Cardozos, grita. Como se os gritos ocultassem os fracassos.

O Brasil que ainda cresce é aquele sem relação direta com as ações governamentais. É graças a essa eficiência empresarial que não estamos em uma situação ainda pior. Mas também isso tem limite.

O crescimento brasileiro do último trimestre, comparativamente com os dos outros países dos Brics (Rússia, Índia e China) ou do Mist (México, Indonésia, Coreia do Sul e Turquia), é decepcionante. E o governo não sabe o que fazer.

Acredita que elevar ou baixar a taxa de juros ou suspender momentaneamente alguns impostos tem algum significado duradouro. Sem originalidade, muito menos ousadia, não consegue pensar no novo. Somente manteve, com um ou outro aperfeiçoamento, o que foi organizado no final do século passado.

E a oposição? Sussurra algumas críticas, quase pedindo desculpas.

Ela tem no escândalo do mensalão um excelente instrumento eleitoral para desgastar o governo, mas pouco faz. Não quer fazer política. Optou por esperar que algo sobrenatural aconteça, que o governo se desmanche sem ser combatido. Ao renunciar à política, abdica do Brasil.




d)




Comparações históricas de carta em defesa de Lula são ‘descabidas’


Para o historiador Marco Antonio Villa, documento mostra desconhecimento da História


Historiador Marco Antonio Villa

AGÊNCIA O GLOBO / MICHEL FILHO



RIO - O PT e mais cinco partidos da base aliada divulgaram, na quinta-feira, a carta "À sociedade brasileira", em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os subscritores do documento compararam a atual situação do ex-presidente com a crise política de 1954, quando, dizem, inventaram um “mar de lama” para tirar Getúlio Vargas do poder. 


Também é citada a crise de 1964, época da queda de Jango. Para o historiador Marco Antonio Villa, professor da Universidade Federal de São Carlos, o paralelo “é absolutamente descabido”. Segundo ele, em tom jocoso, o episódio mostra que o país tem ainda que avançar muito na área da educação. Villa recorda, ainda, as diversas pressões sofridas pela Corte na história republicana do Brasil.


O que o senhor achou da comparação histórica feita pelo PT e mais cinco partidos da base?


Eu li e até brinquei com uns amigos. Eu acho que o ensino de História está muito ruim no país, tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio... É uma comparação absolutamente descabida. A crise de 1954 é uma crise que ocorre no interior do Poder Executivo. Há o atentado na Rua Toneleiros, que acabou levando ao suicídio de 24 de agosto. O que você tem ali, na verdade, é a crise do Poder Legislativo com o Executivo. Em junho do mesmo ano há uma proposta, que nem chegou a ser aprovada, para abrir o impeachment em relação ao Getúlio (Vargas), mas que acabou sendo derrotada. Isso em junho, quer dizer, poucos meses antes do suicído.O que o senhor achou da comparação histórica feita pelo PT e mais 5 partidos da base aliada?


Já a comparação de 1964...


A de 64 é uma crise que também não tem nada a ver com o Judiciário. Nada. Zero. Foi um momento de muita tensão social. Na época havia grandes comícios, passeatas, etc. Há o momento da campanha pela legalidade, a defesa da Constituição, o comício do dia 13... Agora, esses episódios históricos não tem nada a ver com o Poder Judiciário. E toda a questão, neste momento, está sendo travada no Poder Judiciário, pela Suprema Corte, e não há nenhum indício de pressão, de mobilização de massa, ameaça de impeachment.


Então, não há paralelo histórico?


É absolutamente descabido. E isso mostra também que o ensino está muito ruim.
Por que há essa comparação?


São muitas coisas: desconhecimento da história, bravata, e também uma tentativa de coação em relação ao Poder Judiciário. Porque até agora - estou acompanhando atentamente o julgamento - está tudo acontecendo absolutamente dentro dos termos legais. Não há nenhuma consideração fora dos autos do processo. Não há qualquer dúvida de ilegalidade. Ao contrário, há um clima de serenidade, que é raramente visto em um processo tão complexo como este, e tão amplo. 


Nunca, na história, o Supremo teve um número tão grande de réus em um mesmo processo. E esse é um processo que tem importância política. É o processo mais importante da história do Supremo. Mas o critérios são absolutamente jurídicos, e não políticos.


Na carta, os signatários afirmam que a oposição e opinião pública estão pressionando o STF? Quais foram os momentos históricos em que o Supremo foi pressionado? O senhor concorda que há pressão da opinião pública e da oposição?


Atualmente, a oposição que tem o menor número de parlamentares, na América do Sul, é a do Brasil: 17,5% do parlamento. Até na Venezuela a oposição é mais forte. Então, imaginar pressão da oposição... numericamente ela é desprezível. E a oposição não está explorando politicamente o julgamento. O principal líder da oposição, que é o senador Aécio Neves, o que ele falou sobre o tema? Nada.
E as pressões já vividas pela Corte?


Ao longo da história, o Supremo foi muito pressionado. No governo Floriano Peixoto, por exemplo, ele ameaçou diversas vezes ministros. Era a questão dos habeas corpus, a concessão de habeas corpus a adversários políticos. Ele coagiu ministros, chegou a nomear general e médico (Barata Ribeiro) para o Supremo. A Revolução de 1930, quando toma o poder, o governo provisório aposenta seis ministros à força. O Estado Novo (1937-1945) limitou muito a autoridade do Supremo. 


O presidente do Supremo era nomeado pelo Getúlio Vargas. Você imagina? A Constituição de 37 dava esse direito. A ditadura militar, mais recentemente, também sempre avançou sobre o Supremo, inclusive chegou a cassar três ministros. Então, ao longo da história republicana, o Supremo esteve em situações violentas por parte do Executivo.



e)


Feira Livre
Blog do Augusto Nunes


‘SÓ COM CENSURA'

PUBLICADO NA EDIÇÃO DE VEJA DESTA SEMANA

J.R. GUZZO

Para o seu próprio sossego pessoal, o ex-presidente Lula, seus fãs mais extremados e os chefes do PT deveriam pôr na cabeça, o mais rápido possível, um fato que está acima de qualquer discussão: só existe um meio que realmente funciona, não mais que um, para governos mandarem na imprensa, e esse meio se chama censura. Infelizmente para todos eles, essa é uma arma de uso privativo das ditaduras — e nem Lula, nem o PT, nem os “movimentos sociais” que imaginam comandar têm qualquer possibilidade concreta de criar uma ditadura no Brasil de hoje. Podem, no fundo da alma, namorar a ideia. 


Mas não podem, na vida real, casar com ela. Só perdem seu tempo, portanto, e se estressam à toa quando ficam falando que a mídia brasileira é um lixo a serviço das “elites”; há dez anos não mudam de ideia e não mudam de assunto. Bobagem. O que querem mesmo é impedir que esta revista, por exemplo, publique reportagens como a matéria de capa de sua última edição, com as declarações de Marcos Valério sobre o envolvimento direto de Lula no mensalão. Ficam quietos porque têm medo de que sejam publicadas as fitas gravadas com tudo aquilo que ele disse, e as coisas piorem ainda mais. Mas o seu único objetivo real é este: eliminar as informações que desejam esconder.


Até agora, o plano mais ambicioso que lhes ocorreu para chegar aonde querem foi propor algo que chamam de “controle social” da mídia: não conseguem explicar bem o que seria isso na prática, mas nem é preciso que expliquem. O problema do PT, nessa história toda, é simples: “controle social” é algo que não existe no mundo dos fatos. Na vida como ela é, só têm controle verdadeiro sobre um órgão de imprensa os seus proprietários ou, então, o departamento de censura. Todo o resto é pura tapeação. Mas é isso, exatamente, que o PT propõe. Já foi feita, de 2003 para cá, uma boa meia dúzia de tentativas para armar o tal controle, primeiro com projetos de lei que morreram antes de nascer, depois com “audiências públicas” e outras esquisitices. Não saiu, até agora, um único coelho desse mato.


Falou-se também da “mobilização de setores populares” para pressionar a mídia, mas não se conseguiu mobilizar ninguém. Manifestações de massa, para o PT de hoje, exigem ônibus fretados, lanches grátis, patrocínio de alguma estatal — e, francamente, não é assim que se faz uma revolução. Muito dinheiro do Erário tem sido gasto na compra do apoio de uma parte da imprensa, através de verbas publicitárias e outros tipos de ajuda: o problema, aí, é que o governo não consegue comprar os veículos que têm mais público. Foram criadas, também, brigadas de “blogueiros” que recebem uma espécie de “mensalinho” para falar a favor do governo e contra quem faz críticas a ele; ninguém parece prestar atenção no que dizem.


Inventou-se, ainda, uma “TV Brasil”, emissora que serve para apoiar as autoridades e é sustentada com dinheiro público em estado puro. Em cinco anos de funcionamento, sua audiência continua vizinha do zero; a esta altura, talvez tenha mais funcionários do que telespectadores. A questão, em todos esses casos, é que imprensa a favor não adianta nada — o que interessa a quem manda é não ter imprensa contra. Elogios não salvaram uma única cabeça, entre os doze ministros que a presidente Dilma Rousseff botou na rua até agora, nos casos em que foram denunciados por corrupção no noticiário. Não têm resolvido nada no julgamento do mensalão, também revelado integralmente pelo trabalho da imprensa; o STF vem sendo o flagelo de Deus para os réus, triturados um após o outro com sentenças de condenação.


Ditaduras entendem muito bem como se controla a imprensa. Não desejam aplausos: a única coisa que lhes importa é cortar tudo aquilo que não querem que seja publicado. Não podendo fazer isso, o PT fica na gritaria. Ainda há pouco, o presidente nacional do partido, deputado Rui Falcão, disse que a “mídia conservadora” é instrumento de uma “elite suja e reacionária”, e fez uma ameaça: “Não mexam com o PT”. E se mexerem — ele vai fazer o quê? As coisas que o deputado diz não chegam a obter a nota mínima necessária para ser levadas a sério: não há exemplo na história de situações em que a imprensa tenha mudado de linha por causa de discurseira desse tipo, ameaças vazias ou “pressões da sociedade”. Veículos independentes não têm medo de insultos, “setores populares” ou líderes políticos com popularidade de 80%; o que lhes quebra a espinha é a força armada, e só ela. É melhor, então, o PT segurar a ansiedade.




f)




E Lula vai vivendo a sua decadência buliçosa sem dignidade. Agora compara a oposição ao câncer; nos comícios, cada vez menos gente… Ou “menas”, para fazer homenagem a uma era que começa a entrar em declínio


“Otium cum dignitate.” Não, não se traduza por “ócio com dignidade”, mas “lazer com dignidade”. Segundo Cícero, era a isso que deveria aspirar um patrício romano depois de se retirar da vida pública. O “otium” não tinha, originalmente, o sentido só pejorativo em que é empregado hoje em dia: o inútil, o irrelevante, o desnecessário. O “otium” era o tempo dedicado às coisas que fazem bem ao espírito: da boa mesa à filosofia, passando pela contemplação. Era, assim, uma espécie de descanso pela obra realizada, quando então as paixões mais acesas cederiam lugar à fruição, inclusive do pensamento. É bem verdade que o próprio Cícero não teve tempo de gozar de seu ideal. Antes disso, Marco Antônio mandou cortar-lhe cabeça e mãos… Não é de hoje que os poderosos tentam se vingar da arrogância de quem escreve, né, Apedeuta? Mas sigamos.


Lula poderia, depois de dois mandatos, dedicar-se ao “otium cum dignitate”. OK. Se não quer ler, já que confessou dormir até com Chico Buarque (e não se deve culpá-lo por isso), se não quer filosofar, se não quer contemplar a vida, tudo bem! Ainda lhe sobrariam, por exemplo, os prazeres da mesa. Brincar com os netos também deve ser coisa boa. Até mesmo fazer política, por que não?, como conselheiro… Mas quê!!! Faz questão de viver a sua decadência, o seu ocaso, da pior maneira possível: vociferando (embora devesse se preservar), esperneando contra a história, dando murro na ponta dos fatos, entregando-se a metáforas que demonstram seu ódio essencial ao regime democrático.


Já escrevi ontem um post sobre o comício que fez em Santo André. Acusou, contra a história, os “conservadores” de ligar a morte de Celso Daniel ao PT. Já apontei o que há de errado na sua afirmação. Mas ele estava mesmo impossível. Depois de ter tentado bater para si a carteira da estabilidade econômica — conquista do governo FHC —, o Apedeuta dedica-se agora a roubar para si a democratização do país. É estupendo! Os traços patológicos da psique de Lula começam a sair do controle — e tanto mais se exacerbam quanto mais ele vai caindo.


Segundo disse, a criação do PT, em 1980, “foi praticamente o começo da conquista da democracia no país”. É mentira! Mentira daquelas cabeludas! Em 1980, o Brasil já tinha uma Lei da Anistia,  aprovada no ano anterior e longamente negociada com os militares. Lula esconde que ele, ao contrário do que quer fazer crer, é fruto já da abertura que estava em curso — e só por isso foi possível criar o partido. O Apedeuta e seu PT são efeitos do processo de democratização, não causas.


E o país se democratizou, entre outros motivos, porque queria a pluralidade política, aquela mesma que ele não respeita. Em Diadema, disparou esta pérola da estupidez: “Estou feliz porque o câncer está derrotado, como estarão os nossos adversários”. As oposições agiram com correção, note-se, ao jamais fazer baixa exploração política do estado de saúde de Lula e Dilma. Mas os dois, sempre que puderam, levaram a doença para o palanque. Só os tiranos compararam oposicionistas a um mal que tem de ser eliminado, que tem de ser extirpado.


Escrevi, certa feita, que Lula era o nome da doença do Brasil. Alguns vagabundos forçaram a mão para ler na frase o que ela nunca disse nem pretendeu dizer. Por mim, que ele viva mais 100 anos. Mas que morra o que ele representa de entendimento tosco da política, de intolerância, de incapacidade de conviver com a divergência. As suas palavras valem por aquilo que são: adversário bom é adversário eliminado — como o câncer.


Em Santo André, onde seu candidato, Carlos Grana, está em segundo lugar, falou para não mais do que 1,2 mil pessoas. E não tem reunido em São Paulo mais do que 2 mil aonde quer que vá. Com a boca torta pelo uso do cachimbo, pediu em Diadema o boicote a candidatos do PSDB e do PPS. O petista Mário Reali, que disputa a Prefeitura, lembrou que o último partido está com ele. Lula, então, se corrigiu. Já em São Bernardo, defendeu a aliança de Luiz Marinho (PT) com o DEM… Para o Babalorixá de Banânia, o mundo se divide em dois: os bons estão com eles e os maus que estão contra e são como o… câncer.


Os tempos são outros, é verdade. Na era digital, os comícios de rua já não têm a mesma importância, mas parece estar em curso algo mais do que uma mudança cultural. O mito Lula começou a ser corroído pela realidade, já apontei aqui. Ainda é um político muito popular, mas ele nunca se contentou com isso. Precisa exercitar as suas supostas virtudes demiúrgicas; só sabe viver como um mito; não suporta a ideia de não ser adorado, cultuado e reverenciado como um totem; sua palavra precisa ser lei. Não por acaso, em São Bernardo, será criado um “museu da greve” para cantar as suas glórias; em São Paulo, um tal “Memorial da Democracia”, com o mesmo propósito.


Lula será, claro!, por muito tempo uma referência e coisa e tal. Mas nada que satisfaça o ego de quem, agora, decidiu assumir a paternidade até daquela que o gerou: a democratização do país. Lembro-me de uma imagem de “O Homem Sem Qualidades”, de Musil, quando ele fala do prenúncio de uma nova era e o compara à dispersão de um cortejo… Essa dispersão já é uma verdade dos comícios do PT. O povo começa a se dispersar.


Lula poderia experimentar o “otium cum dignitate”, mas se nega. Prefere vivenciar a sua decadência espalhafatosa, chamando para si méritos que jamais foram seus, acusando a imprensa e o STF de golpistas e comparando a oposição ao câncer. Insiste em ser o dono do povo porque sabe que o PT estará morto quando a maioria dos brasileiros decidir ser dona de si mesma.


É por isso que Fernando Haddad, seu mamulengo estouvado, não tem a menor vergonha em visitar uma favela que acabou de sofrer um incêndio para fazer proselitismo eleitoral. Lula e essa gente gostam de um povo dependente porque não conseguem viver sem a gratidão servil dos humildes.


Lula e os petistas se tornaram dependentes de seu câncer moral.


Por Reinaldo Azevedo



g)



Paulo Rocha: o ataque de nervos do mensaleiro



Vale a pena ler esta reportagem de "O Globo". A matéria é de Maria Lima.


Paulo Rocha, réu do mensalão à beira de um ataque de nervos

Ex-deputado petista xinga jornalista e diz que o relator condenará movido pelo ego

BRASÍLIA - Às vésperas de ser julgado pelo crime de lavagem de dinheiro no processo do mensalão, o ex-deputado Paulo Rocha (PT-PA) está tão pessimista com o resultado do julgamento que já não consegue esconder o seu estado de nervos. Na quinta-feira, ele xingou jornalista e foi o primeiro dos réus a criticar abertamente o trabalho do relator do processo no Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa.


Rocha acusou Barbosa de se mover pelo ego e não pelas provas do processo. Enquanto o relator pedia no Supremo a condenação dos deputados da base aliada por corrupção passiva, o petista, que terá seu caso analisado na Corte na próxima fase do julgamento, passeava num shopping de Brasília. Abordado pelo GLOBO, falou com irritação.


— O ministro Joaquim Barbosa está movido pelo ego. Não tem opinião pública. A opinião pública não sabe de nada, sabe o que vocês publicam. O ministro não tem prova de nada, só indícios. Semana que vem, ele vai condenar o José Dirceu e o Genoino por causa da eleição — atacou Paulo Rocha.


Questionado sobre o entendimento dos outros ministros, que estão acompanhando o voto do relator, Rocha disse que também eles estão influenciados pela mídia, e estão condenando os réus sem provas.


— Ninguém está negando que houve os empréstimos fraudulentos, os repasses, mas não teve compra de votos, foi para pagar conta de campanha. Não há prova do que estão dizendo. Os ministros do Supremo não foram colocados lá para apenar como estão apenando — disse o petista.


Em seguida, revelou o motivo de tanto nervosismo: ele acha que todos os réus serão condenados e presos. Suplente de senador e dirigente regional do PT no Pará, Paulo Rocha recebeu R$ 620 mil de repasses no esquema do mensalão. Os valores eram recebidos pelos assessores Anita Leocádia — também ré no mensalão — e Charles Dias. A pena para o crime de lavagem de dinheiro, se Rocha for condenado, é de três a dez anos de prisão.


— Não tem plano B nenhum! Vai ser todo mundo condenado e preso. Mas essa sempre foi a luta do PT — disse Rocha.


Ele reclamou que nunca foi ouvido pelos jornalistas para divulgar sua versão. E ficou nervoso ao ser questionado se estava preparado para ser preso.


— Você nunca me ouviu sobre o processo e agora quer saber se estou preparado para ser preso? Ah! Vai se foder! — reagiu Paulo Rocha, alterando a voz e chamando a atenção de uma vendedora da feirinha de artesanato que funciona no shopping.


Sem saber que Rocha era um ex-deputado réu do mensalão, a vendedora foi interpelada para dar sua opinião sobre o julgamento em curso.


— Estou amando! Finalmente está havendo justiça nesse país. Mas minha irmã é quem está mais bem informada, porque é cientista política — disse a moça.


— Ah! Você não sabe de nada, só o que lê na imprensa, na “Veja”, que só está fazendo esse papel sujo porque o presidente Lula abriu o mercado para os árabes. Sua irmã também não sabe de nada! Intelectual que se informa por livros e não sabe o que se passou de verdade nesse processo! — esbravejou Paulo Rocha, assustando também a moça.


Depois da discussão, o ex-deputado petista continuou seu passeio pelo shopping.



II- A GRANDE FALÁCIA DO GOVERNO PETISTA SE VOCÊ GANHA MAIS DE R$ 291,00 POR MÊS SAIBA ESTÁS NA CLASSE MÉDIA DE ACORDO COM O GOVERNO


23/09/2012 às 19:00 \ Política & Cia
Blog do Ricardo Setti

Carlos Brickmann: Sorria, aqui é tudo alegria — e quem ganha 291 reais por mês virou de classe média


SORRIA, AQUI É TUDO ALEGRIA

Se o caro leitor não puder almoçar seu arroz com feijão, salada, bife e sobremesa, resolva o problema com uma folha de alface, duas ervilhas e um grão de milho. Pode não ser satisfatório, mas o caro leitor não deixou de almoçar.


Se o caro leitor ganha muito pouco e está abaixo da linha da pobreza, resolva o problema com as estatísticas do governo federal: de acordo com a Secretaria de Assuntos Estratégicos da presidente Dilma Rousseff, quem ganha gais de 291 reais por mês integra a classe média.


Assim foi possível fazer com que 35 milhões de brasileiros se alçassem à classe média nos dez anos de governo petista.


É simples assim: uma pessoa não precisa ganhar mais de dez reais por dia para entrar na classe média. Um casal que ganhe, em conjunto, 582 reais por mês será também de classe média.


Pronto: no Brasil, só é pobre quem quer.


Mas há limites para ser de classe média. Quem ganhar a partir de 1.019,10 reais por mês será de classe alta. A história de achar que classe alta é coisa para Eike Batista está errada: neste país em que se plantando tudo dá (especialmente notícias), até professor, mesmo ganhando o que ganha, pertence à classe alta.


O pessoal que tem recursos para comprar deputado mensaleiro, dar carona de jatinho a quem toma decisões sobre concorrências, fotografar a esposa usando sapatos de sola vermelha, esse nem chega a ter classificação.


Político corrupto, dos que trocam apoios por Ministérios, está tão alto que a verdade se restabelece sozinha: este não tem classe, nem categoria.


A classe média (de verdade) paga a conta.




III- O GRANDE MAGO DA POLITICA ESTÁ "DANDO COM OS BURROS N'AGUA", LULA VÊ O NAUFRÁGIO DE SEUS CANDIDATOS IMPOSTOS NA MARRA AO PARTIDO



24/09/2012 às 14:45


População de Recife diz “não” às ordens de Lula e submete Humberto Costa a uma humilhação

É um vexame verdadeiramente histórico! Os petistas de Recife, com o apoio de Lula, deram um chega pra lá na candidatura à reeleição do prefeito João da Costa. O petista foi humilhado pelos seus pares. Venceu a convenção, mas não levou. O governador Eduardo Campos (PSB) aproveitou a confusão petista, rompeu a aliança e lançou seu próprio candidato, Geraldo Júlio, que largou com apenas 4% das intenções de voto. 


O PT desistiu da pretensão inicial, Maurício Rands, e apostou no senador Humberto Costa, um medalhão do partido e um dos homens que ajudaram a desestabilizar o atual prefeito — que faz uma gestão reprovada pela maioria dos recifenses. Lula assumiu a candidatura de Humberto: “Deixa comigo! Vou lá, faço e aconteço”.


Para demonstrar que a luta era para valer, João Paulo, ex-prefeito da cidade, entrou como vice na chapa do PT. Lula, com a bazófia habitual, chegou a afirmar para seus interlocutores que iria fazer um braço de ferro na cidade com o governador para ver quem levava a melhor. É claro que ele achava que seria ele.


Pois bem:  A 13 dias da eleição, Júlio, o candidato do governador, está, segundo o Ibope divulgado ontem, com 39% das intenções de voto. O tucano Daniel Coelho ultrapassou Humberto Costa e aparece com 24%. Humberto, o petista de Lula e Dilma, que tinha 29% na largada, está  agora com 16%.


Entendam o que aconteceu: Lula mandou a população de Recife mandar no candidato que ele tinha no bolso, e, por enquanto, 39% escolheram Júlio, e 24% ficaram com Coelho. Mendonça Filho, do DEM, está com 4%. A derrota, além de histórica, será também vexaminosa. A campanha do senador abusa das imagens de Lula e Dilma e insiste naquela cascata de que tudo o que há de bom no Brasil é obra do PT. Não está dando certo.


No momento mais comovente de uma das muitas falas estúpidas de Lula, ouvimos: “Democracia é a gente comer de manhã, de tarde e de noite”. É? Conclui-se, assim, que nenhum ambiente é mais democrático do que as granjas de engorda de galinhas e porcos, não é mesmo? Com orgulho, a campanha petista informa que, só em Recife, 130 mil famílias estão no Bolsa Família, como se isso fosse coisa da qual uma cidade deva se orgulhar.


A população de Recife está dizendo “não” às ordens de Lula. Tudo indica que o candidato de Campos vai disputar o segundo turno com o Coelho, do PSDB. A única saída de Humberto será apoiar Geraldo Júlio, depois de ter tentado anular a sua candidatura na Justiça. É uma humilhação.

Por Reinaldo Azevedo









Frase do dia


“Os ministros do Supremo não foram colocados lá para apenar como estão apenando”.
Paulo Rocha, ex-deputado federal do PT paraense e mensaleiro juramentado, confirmando que o Chefe esqueceu de combinar com os ministros do STF antes de prometer aos quadrilheiros que nenhum bandido de estimação iria para a cadeia.





Até Amanhã







As fotos inseridas nos textos o foram pelo blogueiro.Juarez Capaverde