domingo, 21 de abril de 2013

AGRADECIMENTO - MENTIRAS DO GOVERNO PETISTA - VENEZUELA ADMIRADA PELO GOVERNO - O GRANDE DRAGÃO ESTÁ DE VOLTA - PETROBRÁS OU MELHOR PTBRÁS -

Bom dia, primeiro agradecer aos 15.355 acessos do ultimo post, isto muito me gratifica e me faz lembrar de meu compromisso com vocês que me leem,  alguns gostando de meus comentários outros nem tanto, mas mostra-me que tenho tido algum sucesso em levar minha opinião e meu modo de analisar o que se está passando neste país. Hoje, mais uma vez podemos comprovar que estamos caminhando para o “poço”, ou seja, tudo que havíamos conquistado antes do PT no poder, está se esvaindo por entre os dedos desta administração incompetente que se julga a melhor, claro, a melhor para seus ideais de poder eterno, primeiro acabamos com o estado brasileiro, depois damos uma de “salvadores da pátria” através da publicidade mentirosa que levaremos ao povo com os muitos anúncios que publicaremos nos meios de comunicação, todos sabemos que eles dependem e muito da publicidade do governo que tem em suas mão grandes empresas estatais sob seu comando, e através da generosa verba publicitária das pseudo benfeitorias do governo e seus projetos que são muitas das vezes projetos apenas, ou são como estamos constatando no Minha Casa, Minha Vida, projetos que estão ruindo pelos desvios praticados pelo próprio governo e seus aliados detentores das pastas que gerenciam tais projetos. Este é o hoje o Estado brasileiro, depois destes 12 anos de poder até o grande Dragão chamado inflação está novamente a nos rondar devido às atitudes mal sucedidas e pífias desta incompetência generalizada nos órgãos governamentais dirigidas pela grande “gerente” Dilma, aquela que nunca o foi e não o é hoje, já aqui narrei sua enorme falta de tino gerencial em órgãos menores de governos petistas na Prefeitura de Porto Alegre e no governo estadual de Olívio Dutra. Até quando deixaremos isto acontecer é a pergunta que tenho me feito a muito e aqui transcrita varias vezes, até quando?

No texto magnífico do Jornalista J.R. Guzzo em Veja desta semana, poderemos como o fez o autor, constatar que logo seremos uma nova Argentina, e o governo começará a manipular dados essenciais e torná-los comparativos aos dados irreais de suas fantasias, vale a pena lerem.

MENSALÃO- Tornado publico, José Querrilheiro Dirceu, aquele que não foi, é de fato o Chefe de Quadrilha denunciado e condenado no julgamento do mensalão, claro está que o verdadeiro chefe não estava no banco dos réus o tal de Lula o Mentiroso, porem todos sabemos que o grande mentor sempre foi Zé Dirceu, já que para um plano tão bem elaborado o grande Lula o Sujo não tem inteligência suficiente, mas sempre soube não tenhamos nenhuma dúvida.

E o governo petista continua perdulário com o dinheiro do povo brasileiro, gastos e mais gastos para todos os gostos, cartões, viagens, hospedagens e muito mais acontece diariamente sem que ninguém tome providências, agora mais um escândalo entre os já inúmeros, jatinhos da FAB são usados pelos escalões do governo a rodo, e quem paga a conta, claro que nós o povo brasileiro, todos nós contribuintes obrigatórios do país, que trabalhamos e muito para sustentar estas barbaridades que fazem sem nem sentirem vergonha, este é o governo do povo?

Venezuela, uma vergonha, continuamos a aplaudir as atitudes ditatoriais com que é governada a Venezuela, antes por Chávez agora por seu sucessor e discípulo o tal de Maduro, e Dilma nossa ilustre Presidente, assim como seu chefe da diplomacia aplaudem e cumprimentam a cambada igual a sua que está massacrando o povo Venezuelano, que hoje está convivendo com esta ditadura disfarçada de democracia que está exaurindo seus cofres tornando o país carente de necessidades básicas e elementares para sua sobrevivência, este é o governo que o nosso aplaude e admira, é uma vergonha perante ao mundo mais uma vez o que nossa diplomacia pela orientação do Marxista/Leninista Marco Aurélio Garcia a eminência parda petista nos faz passar.

O Grande Dragão está de volta apesar das desculpas esfarrapadas do governo petista, estamos começando a sentir os efeitos do desastrado rumo que nos está levando a equipe econômica e a grande gerente de araque, leiam o excelente texto de Atenéia Feijó sobre o assunto.

Petrobrás, ou melhor PTBrás a caminho do mais profundo poço em que já perfurou, o déficit se acumula e seu valor decresce cada vez mais, logo teremos uma Petrosauro e não mais a maior e mais conceituada empresa brasileira, admirada  e elogiada no mundo inteiro.

Juarez Capaverde






Efeitos Colaterais

 por J. R. Guzzo

PUBLICADO NA EDIÇÃO IMPRESSA DE VEJA

J. R. GUZZO

O governo brasileiro viciou-se em confundir estatísticas com realidades. Está escrito em algum papel oficial? Então é verdade. Como fomos todos informados pela presidente Dilma Rousseff, não há mais miseráveis no Brasil desde o dia 31 de março, quando foi riscado do cadastro federal o nome do último cidadão brasileiro com renda inferior a 70 reais por mês. A partir daí, quem ganha 71 mensais deixou de ser miserável, pois para a ciência estatística a miséria acaba naqueles 70 reaizinhos — ou cerca de 1,25 dólar por dia, pela média dos critérios internacionais. Daí para a frente o sujeito é promovido a pobre e deixa de incomodar tanto.

“O cadastro foi zerado”, anunciou Dilma. Conclusão: como não existem mais nomes no cadastro, não existem mais miseráveis no Brasil. Ah, sim, ainda há um probleminha com gente que ganha menos de 70 reais por mês e que não estava inscrita na lista oficial; é mera questão de tempo até o governo encontrar todo mundo, dar um dinheirinho a mais para eles e acabar não apenas com a “miséria cadastrada”, como falam os técnicos do Palácio do Planalto, mas com o problema inteiro.

Nada disso faz nexo no mundo do bom-senso, mas o governo tomou-se dependente de um outro vício — massagear números aqui e ali e fazer uso deles para tratar como retardado mental todo brasileiro que foi à escola, prestou um pouco de atenção às aulas e acabou aprendendo alguma coisa. O problema de meter-se por essa trilha é que, com frequência, os especialistas em fazer mágicas aritméticas têm de experimentar o próprio veneno. Acaba de acontecer, mais uma vez, com as últimas cifras da ONU sobre o índice de Desenvolvimento Humano em 187 países — uma medida que informa o nível de bem-estar da população, e não da “economia”. em termos de vida saudável, acesso ao conhecimento e padrão de vida decente, traduzido em dinheiro no bolso do povo.

O Brasil pegou o 85° lugar em 2013, dezesseis postos abaixo do Cazaquistão e outras potências do mesmo quilate. Não é um desastre. É apenas aquilo que realmente somos — a mediocridade em estado puro. Só na América Latina, ficamos atrás de Argentina, Chile, Uruguai. Cuba, Panamá. México, Venezuela e Peru, com a Colômbia prometendo passar à frente já no próximo levantamento. Sobra o quê, aqui em volta? Só os casos de subdesenvolvimento que já estão num leito de UTI.

A coisa não para aí. Já que o negócio é ficar refogando números, como a presidente Dilma tanto gosta, por que não servir a salada inteira? Em 1980, mais de vinte anos antes de o ex-presidente Lula decidir que o Brasil tinha sido inventado por ele, o IDH brasileiro era de 522, numa escala que começa no zero e chega ao máximo de 1000; subiu sem parar nesse tempo todo, chegando a quase 700, ou perto de 35% a mais, no Ano I da Nova História do Brasil — 2003 —, quando Lula começou sua primeira Presidência.

Nestes dez anos de Lula, Dilma e PT, o índice foi para os 730 onde está hoje. Mais: durante os dois anos do governo Dilma, o IDH brasileiro ficou perto do nível de pressão zero por zero. com crescimento praticamente nulo. O que toda essa tabuada está dizendo, no mundo das coisas reais, é o contrário do que diz o mundo da propaganda oficial: com a sexta ou sétima maior economia do mundo em volume, o Brasil simplesmente não consegue repassar o bem-estar dessa grandeza, nem de longe, para os brasileiros que a constroem.

O governo, assim que recebeu os últimos números, entrou no seu modo habitual de indignação automática: a ONU está errada, as cifras são injustas etc. Quer que a população acredite na demência segundo a qual um cidadão que ganha 71 reais por mês não é mais miserável; ao mesmo tempo, não quer que acredite nos números da ONU. Mais que tudo. ignora o fato de que “a revolução na renda” registrada nos governos petistas. e patenteada como invenção pessoal e exclusiva de Lula, é uma mentira: o mundo inteiro, mesmo nos casos mais desesperados da África, viveu uma rápida e inédita redução da pobreza durante os dez anos de governo lulista.

De 2000 para cá, 70 milhões de pessoas saem da miséria a cada ano pelo mundo afora. Em apenas seis anos, de 2005 a 2011, a pobreza mundial foi reduzida em meio bilhão de seres humanos. Desde 2003, os países pobres vêm aumentando em 5% ao ano, em média, a sua renda per capita. De onde Lula e Dilma foram tirar a lenda segundo a qual fizeram o que ninguém jamais havia feito? Vá com calma ao mexer em estatísticas, presidente. É um produto que pode ter efeitos colaterais indesejáveis.


Dirceu organizou e controlou o mensalão, diz acórdão

Decisão do STF aponta o ex-ministro-chefe da Casa Civil como cabeça do esquema de compra de apoio político do Congresso no governo Lula

O resumo acórdão do julgamento do mensalão divulgado nesta sexta-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aponta o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu como o responsável pela "organização" e pelo "controle" do esquema ilícito de compra de apoio político do Congresso no primeiro mandato do governo Luiz Inácio Lula da Silva. A Corte condenou Dirceu a dez anos e dez meses de prisão pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha.

"A organização e o controle das atividades criminosas foram exercidos pelo então ministro-chefe da Casa Civil, responsável pela articulação política e pelas relações do Governo com os parlamentares", afirma o documento. A quadrilha atuou do final de 2002 até junho de 2005, quando o esquema foi revelado pelo presidente do PTB licenciado, Roberto Jefferson. Segundo a publicação, que resume as decisões dos ministros ao longo das 53 sessões do julgamento, ocorrido no ano passado, ocorreu um "conluio entre o organizador do esquema criminoso" e o então tesoureiro do PT, Delúbio Soares.



O documento aponta que três publicitários – Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz – ofereceram a estrutura empresarial por eles controlada para servir de "central de distribuição de dinheiro aos parlamentares corrompidos". O esquema contou com a "participação intensa" da diretora financeira de uma das agências de publicidade, numa referência a Simone Vasconcelos.

O acórdão resumido, disponível na página 39 do Diário da Justiça, anota que nas negociações de compra de apoio político houve a atuação do então presidente do partido que ocupava a chefia do poder Executivo federal, o hoje deputado federal José Genoino (PT-SP), condenado a seis anos e onze meses de prisão. O documento diz ainda que Rogério Tolentino, advogado das empresas de publicidade, também atuou no pagamento de vantagens indevidas a parlamentares corrompidos.

Amplo esquema – Ao longo das treze páginas, o resumo da decisão sustenta que há um conjunto de provas "harmonioso" que comprova o "amplo esquema de distribuição de dinheiro a parlamentares, os quais, em troca, ofereceram seu apoio e o de seus correligionários aos projetos de interesse do governo federal na Câmara dos Deputados".

Os ministros confirmaram no acórdão que a destinação dada aos milionários recursos recebidos pelos parlamentares, que alegavam ser dívidas de campanha, é "inócua". "(...) A eventual destinação dada ao dinheiro não tem relevância para a caracterização da conduta típica nos crimes de corrupção passiva e ativa", afirma. A decisão sustenta que os deputados federais receberam "o dinheiro em razão da função, em esquema que viabilizou o pagamento e o recebimento de vantagem indevida, tendo em vista a prática de atos de ofício", ou seja, a votação de projetos de interesse do governo.

O documento destaca como provas e indícios que, vistas em conjunto, levaram à condenação dos réus as várias reuniões entre os participantes do esquema na época dos empréstimos fraudulentos tomados no Banco Rural. Os dirigentes dessa instituição, frisa o acórdão, reuniram-se "com o organizador do esquema", isto é, José Dirceu. O resumo recorda ainda que também participavam desses encontros o publicitário Marcos Valério, o operador do mensalão, e o então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, "executor das ordens de pagamento aos parlamentares corrompidos".

Nesta semana, o STF decidiu ampliar o prazo para a defesa dos réus recorrerem da sentença. A partir da terça-feira, os advogados terão dez dias para preparar os recursos – o prazo vai até dia 2 de maio. O prazo só começa a contar na terça-feira porque o acórdão completo só será publicado na segunda-feira no Diário da Justiça, etapa necessária para a efetiva contagem do prazo. O julgamento condenou 25 réus.


Farra com os aviões da FAB: Cadê o Ministério Público, antes tão severo com o governo FHC?

Reportagem publicada ontem pelo Estadão evidenciou o uso absolutamente abusivo de jatinhos da FAB pelo primeiro escalão do governo Dilma. Trata-se de um disparate. As tentativas de explicação, então, são grotescas! O mais criativo na resposta foi José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça. Ainda acho que ele estava tentando tirar um sarro da reportagem. Já falo a respeito. Antes, quero apelar à memória dos leitores que já acompanhavam assuntos parecidos no governo FHC e trazer uma informação aos leitores mais jovens (muitos milhares neste blog). Lembram-se dos procuradores Luiz Francisco e Guilherme Schelb, os dois Torquemadas ao tempo em que os tucanos estavam no Planalto?

Sumiram, não é? Por onde andarão? E cadê os outros representantes do Ministério Público?

Em dois anos de governo Dilma, as 18 aeronaves que podem servir aos ministros voaram 10,8 mil horas, em 5,8 mil voos. Perfizeram 8 milhões de quilômetros. Dava par ir à Lua e voltar 10 vezes. Alexandre Padilha, ministro da Saúde, fez 469 voos; em segundo lugar, vem Cardozo, com 353. Ninguém descobriu, até agora, o que faz Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, mas ele aparece em terceiro lugar na lista, com 317. O levantamento vai até fevereiro.

Vejam bem: dois anos e 2 meses de governo somam 789 dias. Descontem-se, no período, 208 entre sábados e domingos (e olhem que dou de barato os feriados). Sobram 581 de trabalho. Padilha viajou 469 vezes. A sua média mensal foi de 20 mil quilômetros. O Estadão faz uma comparação interessante: para tentar desarmar as bombas-relógio mundo afora, Hillary Clinton, secretária de Estado dos EUA, percorre a média mensal de 32 mil quilômetros.

Não esqueci dos dois representantes do MP, não. Já chego lá. Ao se explicar ao jornal, Padilha lembrou que é o gestor do SUS e que tem de ir aonde o problema está. Tudo muito certo, tudo muito bem! Mas por que a maioria de suas viagens tem São Paulo como destino? Justamente onde ele tem fincadas as suas raízes políticas e cujo governo, se tudo sair como espera (não adiante negar), ele pretende disputar? Aí a explicação começa a ficar ruim, né?

E onde está o Ministério Público? Ministros do governo FHC tiveram de responder a ações de improbidade por muito menos do que isso. E que se note: nem estou entrando no mérito do que se fez antes. Estou apenas constatando a diferença de tratamento. “Ué, mas os ministros de Dilma não estavam trabalhando?”  O terceiro maior useiro dos aviões, Fernando Pimentel, fez a maioria de suas viagens para… Belo Horizonte.


                                                                  Cardozo

E o ministro da Justiça, o que apresentou a desculpa mais ousada e original (já falo a respeito)? Reproduzo trecho de reportagem do Estadão:


“A FAB também foi buscar ministro no retorno de evento que celebrou os dez anos do PT no poder, em 20 do mês passado, em São Paulo. Naquele dia, uma quarta-feira, José Eduardo Cardozo (PT) despachou em Brasília até as 17h, viajando em seguida para a festa. Não pediu o benefício na ida, mas, segundo as planilhas da Aeronáutica, usou um na volta, no dia seguinte, às 15h.”


Ou ainda:

“Ocupa o segundo lugar no pódio o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Ele decolou 353 vezes a bordo da frota da Aeronáutica, muitas vezes para destinos onde não teve compromissos de sua pasta. Sua viagem deste ano para o carnaval paulistano é um exemplo: ida e volta taxiados pela Força Aérea, no período que coincidiu com sua passagem pelo camarote no Anhembi.”


A desculpa

Cardozo explicou tudo direitinho. Aprendemos com o professor — também apontado como pré-candidato ao governo de São Paulo — que ele viaja muito para nosso bem e para preservar o patrimônio público. Afirmou: “O uso de aeronave da FAB, nos casos em que ocorreu, não ofende a lei e a moralidade. Até porque os aviões necessitam voar determinadas horas para sua correta manutenção”. Ah, bom!

Na lista dos que mais requisitam aeronaves, está até Celso Amorim, hoje ministro da Defesa. É o sexto, com 279 viagens. Por quê? Vai ver anda cuidando pessoalmente das nossas fronteiras…

A farra já custou R$ 44,8 milhões ao bolso dos brasileiros. E o Ministério Público, até agora, silenciou.  
Por Reinaldo Azevedo




A Venezuela é hoje uma ditadura narcobolivariano-militar; governo assassinava sete pessoas em protestos enquanto Dilma parabenizava o ditador Maduro

 

O chavismo não existe, como muitos supunham. O que existe é um processo ditatorial que mantém debaixo do porrete a sociedade venezuelana. Os ditos bolivarianos compraram parte considerável das Forças Armadas da Venezuela, hoje infiltradas pelo narcotráfico e em parceria com os narcoterroristas das Farc. Cada vez mais, anotem aí, o país assumirá as características de uma ditadura militar convencional — mas sem abrir mãos dos rituais homologatórios das eleições encabrestadas e fraudadas pelos bolivarianos. Em suma, trata-se de uma ditadura narcobolivariano-militar.

Leiam texto publicado na VEJA.com. Volto em seguida.

Os conflitos pós-eleição presidencial na Venezuela deixaram até agora um saldo de sete mortos, 61 feridos e 135 detidos, afirmou nesta terça-feira a procuradora-geral do país, Luisa Ortega. Mais cedo, a agência estatal de notícias AVN havia falado em quatro mortos.

“O mais grave é que nestes atos violentos morreram sete venezuelanos, um deles policial de Táchira (oeste)”, disse a procuradora, que criticou o candidato da oposição Henrique Capriles por convocar panelaços.

“Até agora o candidato que não foi beneficiado não compareceu perante o CNE para tentar nenhum recurso, nenhuma ação que o ordenamento jurídico do estado lhe garante”, disse Luisa, que acusa Capriles de ordenar ‘atos desestabilizadores’. “Não podemos permitir que se atente contra a paz e a tranquilidade de um povo”, disse, completando que as atitudes de Capriles podem constituir ‘crimes de instigação ao ódio e rebelião civil’.

A eleição presidencial da Venezuela teve um resultado apertado, com 50,75% a favor de Nicolás Maduro e 48,97% para Henrique Capriles. A pequena diferença, de pouco mais de 260.000 votos, e as milhares de denúncias de fraude eleitoral levaram Capriles a pedir uma auditoria com a recontagem total dos votos. O Poder Eleitoral, dominado por chavistas, rejeitou o pedido, apesar de Maduro ter pedido ao CNE em um primeiro momento a abertura das urnas.

Diante da acelerada proclamação de Maduro como presidente na segunda-feira, Capriles convocou os venezuelanos a panelaços a favor de uma recontagem de votos. Os chavistas responderam pedindo novas mobilizações, e o resultado foi uma violenta noite de segunda-feira. O governo diz que simpatizantes de Capriles atacaram centros do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e do Conselho Nacional Eleitoral.

Prisões

Em Barinas, capital do estado de mesmo nome, 17 pessoas que foram detidas em manifestações nas imediações do CNE devem se apresentar nesta terça ao tribunal local. Um dos detidos, um dirigente juvenil, disse ao jornal El Universal que se trata de uma “prática comum do governo para tentar frear as reclamações nas ruas, atribuindo delitos a quem enfrenta suas irregularidades”.


Na manhã desta terça-feira, tanques militares tomaram as cidades de Barquisimeto, a quinta mais importante da Venezuela, e Palavecino em um clima de tensão que impediu crianças de irem à escola. O CNE de Barquisimeto está sob forte proteção militar diante da marcha convocada pela oposição para entregar um documento que exige a recontagem dos votos. Na noite de segunda-feira, os militares lançaram bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes dos panelaços.

Oposição

Também nesta terça, Capriles pediu aos venezuelanos, através do Twitter, para não cair em provocações e ratificou que a luta da oposição “é firme, mas pacífica”. “A nós o que interessa é que reine a paz! Ao ilegítimo, não”, disse, em referência a Maduro.


Comento

Quem é Luisa Ortega, a tal procuradora-geral? É só mais um dos esbirros do regime ditatorial instalado na Venezuela. Ainda que Capriles recorresse, pergunta-se: que chance teria?


A Venezuela, há muito tempo uma ditadura, agora terá de involuir para o estado policial se quiser manter o atual regime. A razão é clara: de fato, a maioria da população já se opõe ao governo, mas não encontra os caminhos para apeá-lo do poder. Capriles teve quase 50% dos votos. A abstenção passou de 20%. Numa sociedade extremamente mobilizada pelas milícias chavistas, essa taxa traduz um misto de medo e desesperança. As eleições são fraudadas desde a origem, uma vez que a oposição não têm os mesmos direitos na disputa. Parte considerável das Forças Armadas se tornou sócia da súcia bolivariana; a Justiça e o Parlamento estão, igualmente, a serviço dos bandoleiros. No ano passado, o então presidente da corte suprema fugiu do país, confessou que atuava em favor do narcotráfico sob a orientação do governo e acusou altas autoridades civis e militares de fazer parte da máfia.

Delinqüência

Por alguns instantes, Nicolás Maduro fingiu aceitar a recontagem dos votos. Era, como alertei aqui, mero truque. Horas depois, mudou de ideia e preparou a proclamação oficial da sua vitória, mesmo em meio a uma mar de denúncias de fraude.


O Brasil, alegremente, apoia um regime delinquente, que responde a protestos  de rua contra uma eleição fraudada com tanques e assassinatos. Ontem, enquanto a ditadura bolivariano-militar matava venezuelanos na rua, Antonio Patriota, chanceler brasileiro, demonstrava a disposição de trabalhar com Maduro, e Dilma dava os parabéns ao ditador.

Por Reinaldo Azevedo

 

 

Parabéns a Patriota, que superou o umbral da vergonha!

 

Vergonhosa, de fazer corar, a declaração que vi no Jornal Nacional de Antonio Patriota, ministro das Relações Exteriores do Brasil, sobre a eleição na Venezuela. Sim, ele estava envergonhado, mas sabem como é… Ultimamente, os umbrais da vergonha são ultrapassados no Brasil em questões até menos relevantes do que essa.

Afirmou o nosso chanceler: “Felicito o presidente Maduro pela sua vitória e, ahhhnnn, aqui reafirmamos a disposição de seguirmos trabalhando muito estreitamente com o governo venezuelano”.

A fala está aqui. entre 1min25s e 1min43s. É ruim, hein? Se a causa fosse mais fácil, Patriota teria se esmerado no estilo e nem teria flexionado o verbo da oração completiva nominal reduzida de infinitivo. É opcional, sim, mas é uma questão de estilo, que faz diferença na diplomacia. Tartamudeando, falou qualquer coisa, de qualquer jeito.

Dilma, claro!, telefonou para o ditador Nicolás Maduro. Mas não teve de pôr o carão na televisão. Patriota, um destemido, resolveu pagar o mico.

O ministro sabe muito bem em que condições se realizaram as eleições no país. Tem plena consciência de que não foram nem limpas nem livres. Viu uma disputa com óbvios indícios de fraude ter seu resultado proclamado. Mas está lá, oferecendo-se como mais um esbirro da ditadura.

O Itamaraty nunca foi obrigado a descer tão baixo.

Por Reinaldo Azevedo

 


‘O apoio de Dilma a Maduro’

 editorial do Estadão

 

PUBLICADO NO ESTADÃO DESTA SEXTA-FEIRA

Quando estiver hoje na Venezuela para prestigiar a posse do presidente eleito Nicolás Maduro, a presidente Dilma Rousseff estará dando apoio formal, pretensamente em nome de todos os brasileiros, a um governo cuja legitimidade é, no mínimo, controversa.

O modelo de democracia que subsiste na Venezuela à custa de sucessivas vitórias eleitorais perdeu o viço com o “empate” do último pleito, expondo, sem mentiras e meias palavras, o caráter autoritário da “revolução bolivariana”. Não há mais uma figura carismática como a de Hugo Chávez, nem mesmo na forma de um passarinho, capaz de fazer os venezuelanos acreditarem que o país em que vivem, com toda a sua violência, corrupção e carestia, é o paraíso socialista na Terra. Restaram apenas os medíocres lugar-tenentes do falecido caudilho, que só se garantem no poder graças ao aparelhamento governista de todas as instituições da república, uma máquina ubíqua montada para intimidar qualquer forma de oposição.

É por isso que, a despeito das justificadas desconfianças oposicionistas sobre a lisura da eleição de Maduro, o herdeiro de Chávez assume o poder sem que se lhe oponha qualquer resistência jurídica. Quando a presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Luisa Morales, acusa o candidato derrotado Henrique Capriles de “enganar” os venezuelanos, por exercer seu direito de pedir a recontagem dos votos, é porque não há mais uma verdadeira democracia – se é que, sob o chavismo, algum dia houve.

No Conselho Nacional Eleitoral (CNE), a farsa foi completa. Em tempo recorde, proclamou-se Maduro vencedor, mesmo com a reticência do único de seus integrantes que não é chavista, Vicente Díaz, que defendera a recontagem. É esse mesmo CNE que não apurou nenhuma das denúncias sobre o uso ilegal, à luz do dia, da estrutura do Estado para favorecer o candidato oficialista; que não se incomodou com a exposição permanente desse mesmo candidato em todas as emissoras de TV, fazendo campanha explícita inclusive no período em que isso era expressamente ilegal, num favorecimento flagrante; e que não investigou as centenas de denúncias de intimidação de eleitores, de urnas fraudadas e de propaganda governista ilegal.

Como Dilma deveria saber, democracia não se torna autêntica apenas pelo ato de depositar um voto numa urna. Os chavistas, cada vez que se expõe o autoritarismo de seu governo, enfileiram como argumentos para provar seu caráter democrático as tantas eleições que Chávez venceu, cuja lisura foi atestada por observadores internacionais. Como toda malandragem retórica, esta ignora o fato de que eleições são apenas um dos instrumentos da democracia, que só funciona se houver instituições sólidas e independentes e estiverem garantidas a liberdade de expressão e a alternância no poder. Nada disso há na Venezuela, como acaba de provar o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, que mandou destituir os oposicionistas das comissões parlamentares. “Deputado opositor que não reconhecer Nicolás Maduro presidente não será reconhecido pela Assembleia Nacional”, anunciou Cabello, mui democraticamente.

Diante dos mortos em confrontos de rua e das incertezas sobre os resultados da eleição, diversos países adiaram o reconhecimento da vitória de Maduro. Para os EUA e a União Europeia, a recontagem pedida por Capriles seria importante para conferir ao eleito a legitimidade que está sob suspeição. Mas o governo de Dilma, alinhado a bolivarianos de carteirinha como Argentina, Bolívia e Equador, tratou rapidamente de endossar Maduro e, por tabela, criar um clima de confronto com os EUA – que Maduro tratará de explorar ao máximo, para ganhar legitimidade no grito.

Ao manifestar apoio integral a Maduro, o ex-presidente Lula, chefe de Dilma, escancarou essa estratégia: “De vez em quando, os americanos se dedicam a pôr em dúvida a eleição alheia. Deveriam se preocupar consigo mesmos e deixar que nós elejamos o nosso destino”. O problema é que, na Venezuela, esse “nós” não inclui a oposição.

 

 

Com país dividido, chavistas rejeitam recontagem

 

Capriles pediu que sejam contados novamente 100% dos comprovantes eleitorais, e governistas falam em ‘auditoria’ sem apuração de votos um a um


Em resposta ao pedido do candidato Henrique Capriles, derrotado nas eleições presidenciais da Venezuela, de uma nova apuração dos votos do pleito, o chefe do comando da campanha chavista, Jorge Rodríguez, disse nesta segunda-feira que a recontagem dos votos é "inviável". Na noite de domingo, com mais de 99% das urnas apuradas, o apóstolo chavista Nicolás Maduro se declarou o vencedor das eleições com 50,66% dos votos, contra 49,07% de Capriles – uma diferença de pouco mais de 234.000 votos.


Capriles, por sua vez, acusou os chavistas de fraude eleitoral e disse que só reconhecerá a vitória de Maduro após a realização de uma auditoria em que todos os votos sejam recontados. "O derrotado de hoje é você (Maduro), e digo isto com toda firmeza", declarou Capriles, que tinha nas mãos uma lista de mais de 3.200 irregularidades detectadas no domingo.



O integrante oposicionista do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, Vicente Díaz, também exigiu uma auditoria com a recontagem de todos os comprovantes de votação devido ao resultado apertado do pleito. “Esse resultado tão apertado me obriga a pedir à CNE para decretarmos a necessidade de uma auditoria, peço que se abram 100% das caixas de votos dados os resultados”, disse Díaz.



Auditoria sem recontagem - Rodríguez, no entanto, já rechaçou essa possibilidade. “Não confunda, auditoria não significa contar os comprovantes um por um”, disse ele a Capriles. O chefe do comando chavista disse que desde sábado os opositores preparavam as denúncias. “Já sabíamos que Capriles não iria reconhecer. Reconheça a diferença assim pequena que tivemos, como foi a que perdemos Miranda”, disse, em referência ao estado no qual Capriles venceu a eleição regional em 2012. Na Venezuela, o voto é feito em uma máquina que o transmite eletronicamente à sede do CNE em Caracas, que por sua vez emite um comprovante físico. Capriles pediu a contagem destes últimos.



O pleito de domingo foi marcado por uma série de denúncias de irregularidades, tanto pela oposição quanto por eleitores. Entre elas, estão informações de voto assistido e o uso de motociclistas que tentavam amedrontar os eleitores nas filas.


Saiba mais:


Ao se proclamar vencedor das eleições, Maduro disse em seu discurso que está aberto "a qualquer auditoria". “Bem-vinda qualquer auditoria, somos os mais interessados, solicito ao CNE a realização já de uma auditoria no país”, afirmou. “Assim ganhamos com mais votos”, completou. “Missão cumprida, comandante Chávez”, disse Maduro na ocasião. No entanto, ele não se manifestou sobre a forma como aconteceria essa auditoria.


Europa – A União Europeia (UE) anunciou que "registrou" a vitória de Maduro, mas ressaltou nesta segunda-feira a importância de um resultado aceito por todas as partes. “É importante que o resultado de uma eleição seja aceito por todas as partes”, afirmou a porta-voz das Relações Exteriores do bloco Maja Kocijancic. “Se o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) decidir fazer uma apuração, acreditamos que se faça rápido e com total transparência, especialmente à vista da margem extremamente estreita dos resultados”, acrescentou a porta-voz.


Nem tomate nem chuchu,

 por Ateneia Feijó



Tem petista fanático acusando a imprensa de criar uma expectativa de inflação, provocando a subida de preços ao consumidor a fim de criticar o desempenho econômico do governo. Ou seja, a imprensa seria culpada pelo atual IPCA e não deveria noticiá-lo com destaque.

Durma-se com um fanatismo desses. Não fossem as manchetes alusivas ao atual índice de inflação, talvez os adeptos do risco de se cair numa política inflacionária não estivessem nem aí para o perigo.

Além disso, também era ameaçador o fato das novas gerações desconhecerem os efeitos de um encarecimento feroz da vida para as pessoas.

A turma mais jovem precisa aprender a história da hiperinflação neste país, para que essa desgraça nunca mais aconteça. E saiba detectar o indício de uma simples perda do poder de compra aos primeiros sintomas.

Eles surgem quando um preço sobe aqui, outro ali, ora por uma razão, ora por outra, até que a carestia atinge o dia a dia dos trabalhadores. E aí, traiçoeiramente, vai se transformando nos temíveis índices inflacionários que corroem rendas e salários.

Há quem inicialmente os subestime, os festeje como evidência de aquecimento de consumo, “coisa positiva” para o crescimento econômico. Sem levar em conta que o comércio é somente a ponta de uma cadeia produtiva formada por indústria, investimento, logística, infraestrutura e capital humano.

Bem vindas matérias alertando para o perigo à vista. Mesmo que ainda distante.

Embora já houvesse a percepção dos cidadãos comuns de que seu dinheiro passara a valer menos no supermercado ou na pizzaria, apenas os mais velhos vinham se preocupando com isso. Pudera, é na memória deles que está arquivada aquela angústia de trabalhar tanto e não conseguir planejar, desenvolver projetos, sonhar.

Sim, precisa-se de sonhos e metas: na vida pessoal, familiar e profissional. Eles fazem parte da ascensão dos indivíduos e das sociedades. Mas a hiperinflação desestabiliza tudo.

A indexação, por sua vez, não traz de volta a tranquilidade do controle da própria vida. Não compensa perdas, que continuam indefinidamente, em espiral. De forma perversa, a atingir principalmente os pobres. Não se justifica repetir erros do passado.

IPCA alto compromete a qualidade dos produtos. Incentiva a corrupção, a concentração de renda. E políticas sociais (com educação e segurança) só são possíveis com estabilidade monetária. Levam tempo... O que as torna ainda mais valiosas. Assim como é valiosa a alternância democrática de poder.

Ateneia Feijó é jornalista.



Petrobrás amarga déficit comercial de US$ 7,3 bilhões no 1º trimestre


18 de abril de 2013 | 18h21
Agência Estado

André Magnabosco, da Agência Estado

O déficit comercial da Petrobrás superou US$ 7 bilhões no primeiro trimestre deste ano. Os números divulgados nesta quinta-feira, 18, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) indicam que as importações da estatal somaram US$ 10,166 bilhões (preço FOB) entre janeiro e março. As exportações, por sua vez, totalizaram US$ 2,770 bilhões, resultando em um déficit comercial de US$ 7,396 bilhões.

O montante equivale a mais de quatro vezes o déficit de US$ 1,679 bilhão reportado pela Petrobrás nos três primeiros meses do ano passado. Os números consideram apenas as operações realizadas pela Petrobrás e, portanto, não incluem vendas e compras feitas por controladas da estatal que possuem outro CNPJ, caso da Petrobrás Distribuidora.

O salto do déficit trimestral é explicado pela combinação de queda das exportações e aumento das importações. As compras externas saltaram 40,20% nessa base comparativa, enquanto as exportações encolheram 50,29%. Vale destacar que a demanda doméstica por combustíveis se manteve aquecida no início do ano, obrigando a Petrobrás a manter as importações de derivados como gasolina e diesel. Por outro lado, a companhia registrou queda da produção de óleo em território brasileiro, o que afeta a receita com exportações.

Com a queda da receita proveniente de vendas externas, a Petrobrás se distancia da líder Vale no ranking das maiores exportadoras do País. A mineradora encerrou o trimestre com alta de 3,8% nas exportações, com um total de US$ 5,566 bilhões em vendas. Dessa forma, a diferença de vendas externas entre as empresas ficou em quase US$ 3 bilhões a favor da Vale. No primeiro trimestre do ano passado, a Petrobrás ocupava a liderança do ranking, com vendas de US$ 5,572 bilhões, ante US$ 5,363 bilhões da Vale.

Março. Quando considerado apenas o mês de março, as importações da Petrobrás cresceram 5,68% em relação ao mesmo período do ano passado e somaram US$ 3,149 bilhões. As exportações, por sua vez, caíram 26,37%, para um total de US$ 1,535 bilhão. O saldo comercial da estatal no mês, portanto, ficou deficitário em US$ 1,614 bilhão. No mesmo mês de 2012, o déficit havia somado aproximadamente US$ 900 milhões.



Frase do Dia

ÉPOCA – A presidente Dilma Rousseff enviou cumprimentos a Maduro pela vitória, logo que saíram os primeiros resultados das eleições. Isso é uma forma de apoio?

Vargas Llosa – É um ato de cumplicidade com o que está ocorrendo na Venezuela. É lamentável isso partir de um governo democrático. Dilma não deveria apoiar uma fraude eleitoral. Ela não é o único caso. Todos os que fazem isso me parecem igualmente lamentáveis.. Os governos que praticam a política chavista, que querem o socialismo autoritário, entendo que se solidarizem com Maduro. É positiva a atitude da OEA (Organização dos Estados Americanos), ao pedir a recontagem de votos. E devo felicitar governos como o da Espanha, que não enviarão ninguém para representar o país na posse de Maduro, enquanto não se esclarecer o que aconteceu de fato nessas eleições. 



Até amanhã
                                                        Leiam esta semana em Veja





As fotos inseridas nos textos o foram pelo blogueiro. Juarez Capaverde.

domingo, 14 de abril de 2013

O ESTADO PETISTA - NORDESTE CONTINUA O MESMO - LULA O MENTIROSO, DENUNCIADO - PASTOR FELICIANO A CORTINA - ECAD PROTEGE ASSASSINOS - EDUCAÇÃO A BEIRA DO CAOS -

Bom dia, muito trabalho assim estou escrevendo em dias alternados, sempre trazendo a vocês que me lêem o que se destacou nos dias anteriores, infelizmente sempre com noticias e textos nunca auspiciosos para o governo Petista e seus tiranos ditos líderes, entre eles o Estelionatário Mor Brasileiro Lula da Silva o Surdo, Cego e Mudo.Lhes trago um artigo escrito, diga-se muito bem escrito pelo Gen. Almir Pereira que destaco abaixo, concordo plenamente com o texto do General que tem a visão clara do que estamos vivenciando neste país, a tomada do Estado pelo grupo capitaneado pelo PT, sendo apenas eles os beneficiados do roubo que estão praticando a nação, e o povo, ora o povo recebe migalhas muito mais pela obra publicitária do que por empreendimentos reais em seu benefício, e o pior, a inflação está ficando fora de controle e logo estaremos voltando aos tempos do assustador Dragão que nos levou a “bancarrota” como país e como povo. Logo estarão usando os mesmos métodos da vizinha Argentina, onde seus governantes usam o poder para divergênciar e mentir na divulgação dos índices que corroem o bolso dos menos favorecidos, e como sempre todos nós estaremos sendo lesados pelo tamanho do Estado que se formou após a era Lula o Sujo na direção deste país, até quando suportaremos esta situação é a pergunta que me faço diariamente.

Nordeste, a região que os colocaram no poder, hoje está vivenciando a maior das secas e comprovando que as mentiras que lhes contaram eram de fato apenas mentiras. Nada foi feito realmente para evitar este absurdo, milhões de reais foram desviados pelos governantes aliados e o nordestino continua sofrendo no século XXI as mesmas conseqüências do passado apesar das, como já disse, mentiras que lhes contaram e que infelizmente acreditaram, vamos ver se em 2014 ainda irão votar nesta cambada de ladrões que estão hoje no poder, como Dilma a que não é, e este bando petista e seus aliados que ai estão somente para enriquecerem as custas do dinheiro público não empregado nas necessidades do povo brasileiro.

Lula o Sujo, foi denunciado pelo PGU e será investigado pela Policia Federal? Só um detalhe, a PF é comandada pelo governo na pessoa do Ministro Petista José Eduardo Cardoso! No que será que vai dar esta investigação, vais ser a mesma pizza feita na CPI da Delta, não deu em nada e os ladrões do dinheiro público caíram no esquecimento e até hoje estão por ai se divertindo com o dinheiro roubado dos cofres públicos, ou não?

Pastor Feliciano é hoje a cortina de fumaça petista para que continuem a agir sem que lhe prestem a atenção, conseguiram desviar através da polêmica criada pelo pastor de muitos  assuntos em pauta na câmara que não são bons para a nação e assim os fazerem na “moita”, no silêncio, esta a maneira como eles agem e sempre agiram, devemos prestar atenção ao desenrolar de outros acontecimentos e não só neste.

Atrocidades cometidas por adolescentes estão todos os dias acontecendo e nada de se tomar atitudes em defesa da sociedade, ditos adolescentes são, como diria aquele Ministro do passado, imexiveis! Até quando a sociedade honesta ficará a mercê de marginais que por serem menores não recebem a punição que merecem e continuam a cometer barbáries e o Estado não nos protege e sim a eles. Não dá para se entender esta lógica, criminosos são protegidos e o povo sendo exterminado aos poucos por estes bandidos que se protegem na Lei atual que lhes dá impunidade total, até quando? E os Ministros vem a público dizerem que não, a Lei está correta e não vai ser mudada!..

EDUCAÇÃO – Estamos a cada dia lendo sobre a Educação no Brasil nas pesquisas realizadas por órgãos internacionais, e infelizmente,são números nada bons para nossa educação desde o inicio do PT no governo, no fim deste mais um artigo sobre o assunto, no ensino de matemática e ciência estamos na 132º posição atrás inclusive de países como Etiópia e outros, cujo comparativo é uma vergonha para o Brasil, estamos a cada dia mais “emburrecendo”, este é o intuito principal do governo do PT, torne seu povo ignorante para que não tenha opositores, tática esta usada por todas as ditaduras de esquerda que governam ou governaram países no mundo, prestem atenção, avaliem seus filhos e comparem com a educação que tiveram, não podemos deixar esta cambada se tornar eterna no poder.

Juarez Capaverde


  
O «Estado» na visão do PT

"Falta pouco para que seja institucionalizada a definição de que o Estado brasileiro é o próprio governo e que população e território são suas propriedades"

Quando falamos sobre o Estado, lamentavelmente estamos nos dirigindo apenas para cerca de 2% da população. O restante, nem sabe do que se trata.

Para a minoria que sabe, apenas para facilitar a nossa digressão, retrocedamos aos primórdios da civilização, onde vamos encontrar um grupo humano, com algumas afinidades, ocupando certo território, que lá pela tantas, resolve unir - se por propósitos comuns e gerar condutas, normas e leis, criando para o bem comum uma organização sócio-político - jurídica, com governo independente: eis o Estado.

O governo é o elemento político do Estado, ou seja, é o conjunto das instituições políticas que desempenham o papel de centro das decisões do Estado.

Aí está como apreendemos a gênese do Estado: um povo, um território, um governo.

Salta aos olhos dos mais beócios, que o Estado existe para promover o atendimento das necessidades e das aspirações do povo, para tanto, o governo é o seu elemento de gerenciamento provisório, e que só existe em função e para a população.

Embora, quase desnecessário repetir quem é quem e para que servem, no Brasil, a plebe ignara desconhece estes princípios básicos, por ignorância explícita e por conivência implícita.

Na prática, o que constatamos é que na atualidade, sob a égide do esquerdismo - lulo - sindical, o Estado visivelmente confundiu - se com o governo, e o pior, o território e a população formam uma nação que é serviçal, por ser politicamente submissa à nomenklatura de seu governo.

A afirmativa é incontestável, quando visualizamos, o quanto é destinado dos impostos extorquidos da população para o monstruoso cérebro e seus vorazes tentáculos.

Ou seja, o povo de há muito existe para a sustentação de uma cúpula de pouca valia no referente à promoção do seu bem comum, pois claramente, este bem refere - se ao atendimento, não da população, mas dos aquinhoados que ocupam os cargos seja no Executivo, seja no Legislativo, seja no Judiciário.

Basta olharmos para qualquer daqueles órgãos para verificar que na prática são como sedentas sanguessugas.

Usufruem de vergonhosas mordomias, vultosos vencimentos e não se limitam a eles, tão facilmente obtidos, porém cobrem - se de bens e de valores advindos de negócios nebulosos e toda a sorte de maracutaias possíveis.

Mas nada lhes satisfaz, possuindo o poder de conceder - se aumentos e vantagens vergonhosos, e sem nada para limitar os seus abusos, a cada dia aumentam o seu quinhão ao seu próprio alvedrio.

O PT tem incentivado a criação desta aberração, pois será o grande beneficiado, permitindo que atores coadjuvantes subam no palco de sua pantomima, se lambuzem como beneficiários da subserviência da população, e de comum acordo se aquietem e não perturbem a sua inexorável marcha rumo ao poder total.

É uma ação entre amigos, quando existe um lauto bolo a ser dividido, e um bando de servos para ser espoliado, doutrinado e ideologizado.

Assim, todos se locupletam. Depois alguém pergunta pela oposição. Na terrinha onde todo mundo quer levar vantagem em tudo, vai ser difícil encontrar mesmo com a mais poderosa lupa, um esboço de reação.
 
É patente, que pouco falta para que seja institucionalizada a definição de que o Estado brasileiro é o próprio governo e que população e território são suas propriedades.
 
Falta muito pouco, mas na prática já é o que acontece.

 Meus pêsames, sociedade brasileira, mas pensando bem, é disso que vocês gostam.



Brasília, DF, 04 de abril de 2013.
Gen Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira
Presidente do Ternuma

Enviado em 11 de abril de 2013 às 14:59 hs. por

Paulo Ricardo da Rocha Paiva
Coronel de Infantaria e Estado-Maior
paulopaiva47@yahoo.com.br





O sertanejo sitiado pela seca é antes de tudo um frágil dependente das vigarices forjadas por espertalhões federais



A seca no Nordeste é a maior dos últimos 50 anos e não tem prazo para terminar. Além da chuva e do caminhão-pipa, incontáveis brasileiros esperam sentados pelas águas do São Francisco que Lula prometeu para 2006, 2008 e 2010 mas continuam onde sempre estiveram. “Esta é uma das maiores obras já feitas no mundo que beneficiará 12 milhões de pessoas, o que significa vida e que nossos filhos não serão vítimas de doenças”, desandou Dilma Rousseff há quatro anos, numa das escalas da expedição de ministros liderada pelo chefe supremo (veja o post no Vale Reprise).

Ainda no comando da Casa Civil, o neurônio solitário naufragou de vez no fecho do falatório: “O sertão está virando mar e desta vez o sertão vai virar mar”. Conversa de 171. As carcaças de animais, a terra esturricada e os rostos mumificados antes da morte física e os canteiros de obras em frangalhos atestam que o sertão só virou mar em palavrórios eleitoreiros.


Incumbida de concluir o que o padrinho mal começou, a Mãe do PAC deixou na orfandade o colosso forjado para transformar um palanque ambulante em D. Pedro III (ou simplesmente “Predo”). Os canteiros de obras desertos confirmam que a transposição do São Francisco descansa no porão onde o trem-bala apita desde 2009. A presidente preferiu achou tapear o povo com vigarices menos complicadas.

Por exemplo, mudar o nome do problema, aumentar a gastança com a  “bolsa-estiagem” e nadar de braçada no oceano de flagelados que pagam com votos as esmolas federais. “O sertanejo é antes de tudo um forte”, escreveu Euclides da Cunha no começo do século 20. Passados 100 anos, o sertanejo castigado pela seca é antes de tudo um dependente de favores engendrados por espertalhões no poder.

Conformado com o ofício de bolsista, parece satisfeito com a vida não vivida: não morrer de fome e de sede já está de bom tamanho. O voto dos desvalidos ficou bem mais barato que o apoio dos ricos, porque o governo que jura só pensar nos pobres anda cada vez mais ágil e mais pródigo na hora de estender a mão a bilionários em apuros. Nesta semana, por exemplo, durante a troca de ideias sem pé nem cabeça com o roqueiro Bono Vox, Lula repetiu que tirou 35 milhões de brasileiros da miséria.

Também informou que, com o dinheiro desperdiçado em guerras pelo imperialismo ianque, acabaria com a pobreza no mundo. Talvez conseguisse que todos os habitantes do planeta usassem de fraque, cartola e polainas se aplicasse nesse projeto as fortunas embolsadas pelos corruptos que protege e a dinheirama torrada no pronto-socorro financeiro montado para impedir que Eike Batista continue despencando no ranking da Forbes.

Em Londres, o camelô de empreiteiro reafirmou que tem algo a dizer sobre tudo, com exceção do escândalo protagonizado em parceria com Rosemary Noronha e das denúncias que o envolvem na roubalheira do mensalão. Em Brasília, entre um e outro passeio pelo exterior, Dilma faz de conta que administra uma Noruega com sol, praia, carnaval e Copa do Mundo.

A inflação engordou mais um pouco? O PIB continua emagrecendo? A produção industrial caiu de novo? Nada que uma boa conversa com Delfim Netto e Luiz Gonzaga Belluzzo não resolva. Os apagões se sucedem? Que se acrescente alguns centavos de desconto na tarifa de energia. A Petrobras foi reduzida a uma usina de números perturbadores e falcatruas de dimensões amazônicas? Que se encomende ao marqueteiro João Santana um anúncio de página inteira festejando a fantasia do pré-sal.

Quem finge que entende uma presidente que não diz coisa com coisa engole sem engasgos qualquer embuste. O brasileiro deste começo de século, pelo menos o que mora no paraíso desenhado por pesquisas de popularidade, é antes de tudo um crédulo. Acredita no que não existe, acha admirável o que ninguém vê e, ultimamente, deu de entusiasmar-se com legados imaginários.

O que sobrou do legado do Pan-2007 vai sendo demolido. O Engenhão foi fechado antes que sucumbisse a uma ventania. O Maracanã terá de ser reformado assim que for encerrada a reforma em andamento. Os estádios planejados para a Copa de 2014 não estão prontos, os novos aeroportos nem saíram do papel e os antigos estão a poucas milhas do colapso.

Em compensação, a ferradura do Itaipava Fonte Nova, na opinião de Dilma, é uma ousadia arquitetônica que reduz a trabalho de estagiário a mais audaciosa criação de Oscar Niemeyer. E tudo vai dar certo, repetem a presidente e o presidente-adjunto. O Brasil Maravilha demora, atrasa, complica e rouba, mas faz. Neste outono, anda fazendo coisas de que até Deus duvida.

Por decisão do Planalto, acabam de ser promovidos a segredos de Estado os empréstimos concedidos pelo BNDES aos companheiros no poder em Cuba e Angola. Só em 2027 serão conhecidas as tenebrosas transações monitoradas pelo inevitável Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Sobram bandidagens a investigar e problemas de grosso calibre a resolver. Faltam interessados em enfrentá-los.

O governo mente. A oposição continua de férias. E aos olhos da plateia, como registra o comentário de 1 minuto para o site de VEJA,  nada parece mais importante que o Fla-Flu de terceira  divisão disputado pelas torcidas dos deputados Jean Wyllys e Pastor Feliciano. O espaço reservado ao assunto é tanto que notícias relevantes acabam escondidas em alguns centímetros de jornal ou comprimidas em menos de meio minuto na TV.

Talvez por isso, a maioria dos brasileiros ainda não descobriu que o governo só gasta: todas as despesas são bancadas pelos pagadores de impostos. E poucos souberam que vai terminando agora a estação das chuvas que não vieram. Nem virão tão cedo: começam em abril os meses de estiagem no sertão nordestino. A maior das secas desde 1963 está longe do fim.





Muito trovão, pouca chuva’,

 por Carlos Brickmann

PUBLICADO NA COLUNA DE CARLOS BRICKMANN

CARLOS BRICKMANN

Semana animadíssima na política nacional:

1 – A Polícia Federal inicia investigações sobre Lula no Mensalão.

2 – A Câmara Federal inicia as discussões sobre a reforma política. O projeto envolve uma reforma constitucional, para proibir coligações em eleições proporcionais. Seria ótimo para os grandes partidos, PT, PMDB e, bem menos, para o PSDB; e péssimo para os outros. Mas é preciso ter o voto de 60% da Câmara. Não passa. O PT quer o voto de lista (o partido determina a ordem dos candidatos, e conforme o número de votos na legenda os nomes ganham a cadeira), mas a maioria da Câmara já votou contra. É difícil passar. O PT quer também o financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais. Só há um problema: o eleitor aceita ver seu dinheiro entregue a candidatos, para que façam campanha? E como impedir que o partido pegue o financiamento público legal, mais o velho e popularíssimo caixa 2, que já é ilegal agora e muita gente continua usando?

3 – Hoje, em princípio, deve ser votado o projeto das drogas, do deputado federal gaúcho Osmar Terra. Não envolve descriminalização do consumo; o foco é aumentar as penas para traficantes, reduzir as atenuantes, permitir a internação de dependentes mesmo contra a sua vontade, ampliar o apoio às comunidades terapêuticas. Terra acredita na aprovação. Até pode ser, porque não contraria lá grandes interesses de parlamentares. Se vai funcionar é outro problema.

Enfim, uma semana animada, cheia de som e fúria ─ o que não significa nada.

O tempo passa

E, por falar em semana animada, cheia de som e fúria, o ministro Celso de Mello finalmente liberou a versão final de seus votos no Mensalão. Espera-se que o acórdão do Supremo seja publicado nesta semana, abrindo-se então o prazo para eventuais recursos da defesa dos réus. Terminada esta fase, algum dia a Justiça poderá determinar que os condenados iniciem o cumprimento das penas.

Os mais iguais

O desembargador Arthur del Guércio Filho, afastado do Tribunal de Justiça de São Paulo pela acusação de pedir dinheiro a advogados, estava sob suspeita desde 2006. O presidente do TJ na época disse que houve denúncias apenas verbais. Se o caro leitor fosse o alvo de denúncias desse tipo, provavelmente não seria afastado, seis ou sete anos depois, e com vencimentos integrais. Perderia o emprego, talvez passasse uns tempos preso; e salário, nem pensar.

Quem mandou o caro leitor escolher uma profissão em que é menos igual que os outros?

Ele é o bom

Nota do colunista Cláudio Humberto:

“O governo da presidente Dilma Rousseff trabalha para ajudar a restaurar a confiança do mercado no conglomerado empresarial de Eike Batista, que atravessa um período de grandes dificuldades. Segundo uma autoridade do Palácio do Planalto, o governo acredita que o principal desafio do Grupo EBX não é financeiro, mas sim de desconfiança perante os investidores”.

OK, OK. Capitalismo bom, esse nosso: quando dá lucro, é do capitalista. Quando dá prejuízo, o Governo entra.

Tomate, nô?

Boa parte do tomate usado na indústria brasileira de molhos e extratos está vindo da China ─ sim, do outro lado do mundo. O tomate chinês, já processado, viaja 65 dias de trem, navio e caminhão, e chega a Goiás, centro da indústria tomateira, mais barato que o brasileiro, algo como 20%.

Vá lá: o macarrão foi trazido da China, nada mais natural que o molho de tomate também venha de lá.

Família unida

A Comissão Mista de Orçamento já tem presidente: o senador Edison Lobão Filho. Justo: ele, o pai e a mãe têm os salários pagos pelo Orçamento. Édison Lobão é ministro das Minas e Energia, Lobãozinho está no Senado e Nice Lobão, a mãe, é deputada.

Vocação familiar para o serviço público.




Reynaldo-BH: O que levou o PT a apoiar a escolha de Feliciano para a presidência da Comissão de Direitos Humanos?

REYNALDO ROCHA


Como se diz em Minas, a situação criado por Marco Feliciano, deputado federal do PSC paulista e pastor evangélico, está tão complicada que vaca não reconhece o próprio bezerro!

O que falar sobre isto? (Sim, isto. Não há outra denominação a dar-se.)

Todo fato social ou político tem em si mesmo, diversas derivações e ilações. Ou visões. O mal está feito.

Um deputado eleito por São Paulo com mais de 220.000 votos foi escolhido pelos pares para ocupar a presidência da Comissão de Direitos Humanos.

O regimento da Câmara – sem afrontas à Constituição – não contempla o impedimento e destituição do eleito. Somente a renúncia é o caminho para uma nova eleição.

Restam perguntas sem respostas.

1) O que leva um projeto de poder como o do PT a abrir mão de uma comissão que desde o período FHC lhe pertencia?

2) Em nome de que valores ou estratégias o PT aceitou ter comissões de verbas (qualquer uma!) e rejeitar a de Direitos Humanos?

3) Até onde vai o conceito de governabilidade que contou – na escolha – com a promessa de apoio dos evangélicos neopentecostais na eleição de 2014?

4) A tal “proporcionalidade” vai servir de desculpas para que PSDB, DEM, PDT, PSB e outros TAMBÉM terem aceito esta aberração?

5) O critério que levou Feliciano ao cargo não foi idêntico ao que fez Renan das Empreiteiras e Henrique Bodinho Alves, presidentes do Parlamento, Joãozinho “das Ambulâncias” Magalhães (PMDB/MG) – e seus diversos processos no STF por crimes contra a Administração Pública – presidente da Comissão de FINANÇAS e ainda João Paulo e Genoíno (CONDENADOS!) a serem membros do Comitê de Constituição e Justiça?

6) A mobilização só virá das ditas minorias? Quantas destas foram às ruas para se manifestar contra os ladrões condenados na Comissão de JUSTIÇA (sem que isto tire legitimidade das manifestações contra Feliciano)? Ou a favor do julgamento do mensalão?

E por fim – e sei que será o mais polêmico – que pregação dita “evangélica” é esta que atrai tantos fiéis e é baseada na Teologia da Prosperidade (que só pode ser dos donos das igrejas!), prega o oposto ao Evangelho (discriminação, separação entre raças, ódio, rejeição, superioridade e exclusividade de um Deus irreconhecível) e agora, o elogio à morte? Os elogios de Feliciano à morte (ASSASSINATO) de John Lennon são abjetos. O “anjo” que desviou o manche do avião dos Mamonas Assassinas em direção à montanha e à morte, são só apostasia e heresia.

Até onde a sociedade brasileira regrediu em valores morais e éticos? São estes os argumentos (Teológicos? Filosóficos? Morais? Éticos?) que arrastam tantos novos fiéis e criam empresas-igrejas que cobram dos mesmos fiéis a fortuna que fazem a fortuna dos pregadores?

Que Brasil iremos deixar? Qual a origem desta Era da Mediocridade? Onde o vale-tudo foi implantado!

Quem elogia o assassino de John Lennon e demonstra alegria pela morte de músicos em acidente, ofende não só à memória e família dos citados. Atinge a mim! Os sinos também dobram por mim!

E este pastor/deputado (que não sabe separar um de outro) apoiou Dilma nas eleições.

Não cabe perguntar a Feliciano por que apoiou. Sabemos a resposta.
Mas fica a última pergunta: por que o PT aceitou este apoio?

Arrisco uma resposta: porque no fundo são iguais. O desprezo pelos meios para alcançar o fim desejado (poder ou dinheiro) os fazem idênticos.





Logo, todo brasileiro terá direito ao menos a um cadáver; a partir do segundo, os nossos humanistas começarão a se preocupar

Ouvem este silêncio ensurdecedor?

É da ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, diante do corpo de Victor Hugo Deppman.

Ouvem este silêncio ensurdecedor?

É do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, diante do corpo de
Victor Hugo Deppman.

Ouvem este silêncio ensurdecedor?

É do secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, diante do corpo de Victor Hugo Deppman.

Ouvem este silêncio ensurdecedor?

É das ONGs que se dizem dedicadas à defesa dos direitos humanos diante do corpo de Victor Hugo Deppman.

Em breve eles começarão a falar. Bastará que comece a tramitar no Congresso uma PEC alterando o Artigo 228 da Constituição, que define a inimputabilidade penal até os 18 anos, ou uma lei que mude o Artigo 121 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que estabelece um limite de três anos de “recolhimento” mesmo para assassinos, e toda essa gente falará freneticamente. Contra a medida, é claro! Dirão que os reacionários, que a “direita”, estão tentando criminalizar as criancinhas e os pobres — como se pobreza fosse sinônimo de violência.

É evidente que essa gente toda não é obrigada a comentar cada homicídio que acontece no Brasil — até porque são 50 mil ao ano. Mas me espanta a rapidez com que todos eles se manifestam quando morre alguém que consideram “companheiro”, quando o cadáver tem a marca “do social”; quando o morto estava, em suma, ligado a uma causa do partido. É por isso que, há muitos anos, digo que há dois grupos de vítimas de homicídio no Brasil: o dos mortos sem pedigree, para os quais ninguém dá bola (e são a esmagadora maioria), e a dos mortos com pedigree, com certificado de autenticidade social. Até briga de bandidos em assentamentos de ex-sem-terra assume a dimensão de um “caso político”.

Os idiotas, diante de uma afirmação como essa, querem ler o que não está escrito. É evidente que se deve apurar e punir com rigor as mortes motivadas por conflitos de terra e assemelhados. Ocorre que a atenção que o Poder Público dá a essa questão é desproporcional quando se considera o que vai pelo país. É aceitável que se mate, no Brasil, a cada ano, 50 mil pessoas? Não há guerra no mundo que produza esse número de cadáveres. E razoável que, diante dessa realidade, os Poderes Públicos se mostrem inermes?

Sim, precisamos de polícias mais eficientes, de mais iluminação pública, de urbanização das favelas, de mais amor, de mais solidariedade, de mais gente fazendo aqueles coraçõezinhos de cantor sertanejo… Mas precisamos de leis — que sejam cumpridas — que ponham fim à impunidade. É duro ter de escrever assim, mas é necessário: matar tem de deixar de ser ou um bom negócio ou um negócio quase irrelevante. E os governos é que têm de encaminhar esse debate.

A inimputabilidade penal até os 18 anos, garantida na Constituição, e o máximo de três anos de reclusão para um menor que tenha cometido um latrocínio criam uma espécie de demanda por “menores assassinos”, que passam, então, a jogar com a lei. Se não forem pegos, ótimo! Se forem, não será assim tão ruim.

“Se a maioridade penal for estabelecida aos 16, não poderão surgir os assassinos de 15, Reinaldo?” Em tese, sim, embora me pareça razoável supor que, quanto menor a idade, maior é o controle das famílias e menor a chance de delinquir. Mas que se note: a) eu sou contra o estabelecimento de uma idade para a inimputabilidade; creio que se deve avaliar a consciência que o criminoso tem do seu ato; b) com 17, 16, 15 ou 12 anos, a internação de, no máximo, três anos tem de ser revista.

Progressão das penas e regime de cumprimento

Há outras aberrações no país que precisam ser corrigidas. Para os crimes considerados não hediondos, o condenado tem direito à chamada progressão da pena depois de cumprir apenas 1/6 — do regime fechado para o semiaberto e deste para o aberto. No caso dos crimes hediondos, a progressão se dá depois de 2/5 de cumprimento e 3/5 para reincidentes

A progressão de regime, em tese, não é automática e tem de ser precedida de rigorosa avaliação para que o juiz, então, possa decidir. Bobagem! Acabou virando mera burocracia homologatória. As avaliações, quando existem, são ineptas, e a progressão é concedida sem qualquer critério.

O homicídio qualificado ou o latrocínio, por exemplo, são crimes hediondos. No Brasil, a condenação máxima é de 30 anos — o que é uma raridade. Mesmo nesse caso extremo, se o condenado não é reincidente, pode ficar preso apenas 12 anos. Vênia máxima aos sábios do direito nacional: 12 anos por uma vida é muito pouco! Mas ainda é bastante, creiam, quando nos damos conta do que realmente acontece.

Falemos, então, dos delitos e das penas. O goleiro Bruno foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão por homicídio TRIPLAMENTE qualificado, sequestro, cárcere e ocultação de cadáver. Terá de cumprir dois quintos da pena (por causa do crime hediondo) e aí pode ter direito à progressão. Ficará em regime fechado oito anos e uns quebrados. Não dá para saber ao certo. A cada três dias que trabalha na prisão, por exemplo, diminui um da pena. É razoável? Sua namorada foi sequestrada, deixada em cárcere privado, espancada, morta, e, muito provavelmente, o corpo foi dado aos cães. Com todos os benefícios, é possível que Bruno fique preso, de fato, entre sete e oito anos.

E por que é assim? Porque inexistem instituições prisionais no Brasil para os regime semiaberto e aberto. Tanto é assim que vocês cansaram de ler que o regime semiaberto é aquele em que o preso tem o direito de sair para trabalhar e só tem de dormir na cadeia. 

Não é, não! O regime semiaberto, a rigor, também deveria ser fechado. Só que o preso teria mais regalias e viveria sob vigilância menor. Em alguns casos — para estudar, por exemplo — poderia sair da cadeia, mas estaria sempre sob a tutela de um ente estatal. O preso albergado, este, sim, poderia trabalhar, cumprindo certas formalidades, recolhendo-se ao albergue durante a noite e nos fins de semana. Por que tantos verbos no futuro do pretérito?

Isso tudo em tese. O Estado brasileiro simplesmente não dispõe dessas unidades prisionais. Praticamente não há instalações para o regime semiaberto e aberto no Brasil. Resultado: depois de cumprir um sexto da pena ou dois quintos (crimes hediondos), o preso sai da cadeia e vai pra casa, como se estivesse em liberdade condicional — e o livramento condicional é outra coisa.

Caminhando para a conclusão

Então vejam que coisa fabulosa: o regime da progressão já seria uma liberalidade ainda que houvesse condições físicas de se cumprirem as três etapas da condenação à prisão. Como o país dispõe só de instalações — no mais das vezes, porcas — para o regime fechado, tão logo ele consiga a primeira fase da progressão, vai pra casa. Sequestra, tortura, mata, corta em pedaços e dá de comer aos cachorros e estará livre, leve e solto em sete anos, quando muito.

É aceitável?

Em breve, algum pragmático ainda vai propor que todo brasileiro tenha o direito de matar ao menos uma pessoa sem ser molestado pelo estado. A partir do segundo, aí o sujeito pode se complicar, mas não muito. Observo que, dado o baixíssimo índice de identificação da autoria de homicídios no país, esse “direito ao cadáver” vem sendo exercido com determinação: 50 mil vezes por ano, no mínimo.

Tudo sob o silêncio ensurdecedor de Maria do Rosário, de José Eduardo Cardozo, de Gilberto Carvalho, de Dilma Rousseff, das ONGs dedicadas à defesa dos direitos humanos… É que essa gente está muito ocupada tentando demonstrar quem eram os bandidos e quem eram os mocinhos no Brasil de há 50 anos!

Os cadáveres dos brasileiros do presente podem esperar. São cadáveres sem pedigree. Que falta faz uma oposição no Brasil, não é mesmo?

Por Reinaldo Azevedo


Conforme previ – Ministro silencia sobre morte de Deppman, mas defende legislação que protege assassinos


Ele não quer mudar nada na legislação: em defesa da lei que protege infratores e silêncio sobre a morte de Victor Hugo Deppman

Podem não gostar de mim, e muita gente não gosta — não sou mesmo um doce de coco —, mas é difícil negar que eu os conheça como a palma da mão. Num post desta manhã, escrevi(texto acima):

Retomando:

Mas quê… Eles nem esperaram a tramitação de coisa nenhuma! Alguns leitores ainda observaram: “Pô, você está pegando no pé do Gilberto Carvalho; o cara ainda nem falou nada.” Pensei cá comigo: “Esperem pra ver!”. Bingo! Ele já saiu atirando contra a proposta de mudar a legislação. Sobre o assassinato de Victor Hugo Deppman, não disse uma vírgula. Como o Geraldo Alckmin defende mudança na legislação, teve de se referir à fala do governador de São Paulo. Afirmou Carvalho, segundo informa a Folha:

“A gente é completamente contra. Não quero falar em uso político, não estou me referindo à declaração do governador. Estou me referindo ao tema da [redução da] maioridade penal, que temos uma posição historicamente contrária”.

Vamos ver

Pra começo de conversa, Alckmin não está defendendo exatamente a redução da maioridade penal, o que demandaria mudança na Constituição. O que ele defende é que o menor que pratica crime hediondo possa ficar recolhido mais do que os atuais três anos e que isso signifique perda da primariedade. Cumpriria, no entanto, a chamada medida sócio-educativa em estabelecimento especial, não num presídio. A minha proposta é que não haja idade mínima nem idade-limite para o recolhimento (depende do crime) ou para o tempo em que o menor fica apartado da sociedade (depende do crime também). Adiante.

Aconteceu conforme o esperado. Carvalho, na prática, silencia diante da morte de um estudante e trabalhador e sai em defesa de um legislação que protege assassinos. Por quê? Porque ele acha que é a pobreza que leva alguém a matar. Leiam esta fala:

“Queremos dar ao jovem alternativas de trabalho, cultura, lazer, formação profissional; uma possibilidade que não seja o crime. Nossa ênfase é isso. Reduzir a menoridade penal é uma lógica que não tem fim”.

É uma fala tola, que embute um raciocínio perigoso, que legitima, queira ou não, o banditismo e o assassinato. No Canadá, na Espanha, em Israel e na Holanda, os jovens têm acesso a tudo isso, e se punem os infratores — ainda que com legislação especial —  a partir dos… 12 anos! Na Finlândia, na Suécia e na Dinamarca, países que disputam os primeiros lugares no IDH, a partir dos 15.

Carvalho finge acreditar que, quando todos tiverem acesso ao paraíso na terra, não haverá mais bandidos, não haverá mais assassinos. O secretário-geral da Presidência, em suma, quer deixar a legislação como está porque deve acreditar que o seu entendimento muito particular do humanismo pode abrigar os cadáveres de alguns inocentes. Há mais: na prática, ele está a dizer que ou esses benefícios todos são garantidos, ou o assassinato de inocentes vira uma consequência forçosa e natural. Logo, segundo esse ponto de vista, quem matou Deppman não foi aquele vagabundo, que fez 18 anos três dias depois, mas “a sociedade”.

Por Reinaldo Azevedo






Mensalão:

 Polícia Federal abre inquérito contra Lula

Por Gabriel Castro, na VEJA.com:

A Polícia Federal confirmou, nesta sexta-feira, ter aberto inquérito para investigar a atuação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma das operações financeiras do mensalão. Agora, Lula é oficialmente investigado por sua participação no esquema que movimentou milhões de reais para pagar despesas de campanha e comprar o apoio político de parlamentares durante o primeiro mandato do petista.

O presidente teria intermediado a obtenção de um repasse de 7 milhões de reais de uma fornecedora da Portugal Telecom para o PT, por meio de publicitários ligados ao partido. Os recursos teriam sido usados para quitar dívidas eleitorais dos petistas. De acordo com Marcos Valério, operador do mensalão, Lula intercedeu pessoalmente junto a Miguel Horta, presidente da companhia portuguesa, para pedir os recursos. As informações eram desconhecidas até o ano passado, quando Valério – já condenado – resolveu contar parte do que havia omitido até então.

A transação investigada pelo inquérito estaria ligada a uma viagem feita por Valério a Portugal em 2005. O episódio foi usado, no julgamento do mensalão, como uma prova da influência do publicitário em negociações financeiras envolvendo o PT.

O pedido de abertura de inquérito havia sido feito pela Procuradoria da República no Distrito Federal. As novas acusações surgiram em depoimentos de Marcos Valério, o operador do mensalão, à Procuradoria-Geral da República. Como Lula e os outros acusados pelo publicitário não têm foro privilegiado, o caso foi encaminhado à representação do Ministério Público Federal em Brasília. Ao todo, a PGR enviou seis procedimentos preliminares aos procuradores do Distrito Federal. Um deles resultou no inquérito aberto pela PF. Outro, por se tratar de caixa dois, foi enviado à Procuradoria Eleitoral. Os outros quatro ainda estão em análise e podem ser transformados em outros inquéritos.

Segredos

Com a certeza de que iria para a cadeia, Marcos Valério começou a contar os segredos do mensalão em meados de setembro, como revelou VEJA. Em troca de seu silêncio, Valério disse que recebeu garantias do PT de que sua punição seria amena. Já sabendo que isso não se confirmaria no Supremo – que o condenou a mais de 40 anos por formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato e lavagem de dinheiro – e, afirmando temer por sua vida, ele declarou a interlocutores que Lula “comandava tudo” e era “o chefe” do esquema.

Pouco depois, o operador financeiro do mensalão enviou, por meio de seus advogados, um fax ao STF declarando que estava disposto a contar tudo o que sabe. No início de novembro, nova reportagem de VEJA mostrou que o empresário depôs à PGR na tentativa de obter um acordo de delação premiada – um instrumento pelo qual o envolvido em um crime presta informações sobre ele, em troca de benefícios.
Por Reinaldo Azevedo






Nunca antes na história “destepaiz” – Ensino de matemática e ciências no país é pior do que o da Etiópia

Na VEJA.com:
Lula/Dilma

Um relatório do Fórum Econômico Mundial, publicado na quarta-feira, aponta o Brasil como um dos piores países do mundo nos ensinos de matemática e ciências. Entre 144 nações avaliadas, o país aparece na 132ª posição, atrás de Venezuela, Colômbia, Camboja e Etiópia. Outro dado alarmante é a situação do sistema educacional, que alcança o 116º lugar no ranking – atrás de Etiópia, Gana, Índia e Cazaquistão. Os dois indicadores regrediram em relação à edição 2012 do relatório, em que estavam nas 127ª e 115ª posições, respectivamente.

O estudo indica como uma das consequências do ensino deficiente a dificuldade do país para se adaptar ao mundo digital, apesar dos investimentos públicos em infra-estrutura e de um certo dinamismo do setor privado. “A qualidade do sistema educacional, aparentemente, não garante às pessoas as habilidades necessárias para uma economia em rápida mudança”, diz o levantamento.

MINISTROS DA EDUCAÇÃO DO PT

Em comparação com o ano passado, o Brasil subiu apenas da 65ª para a 60ª posição no ranking que mede o preparo das nações para aproveitar as novas tecnologias em favor de seu crescimento. Apesar de ter galgado posições, os autores do relatório destacam que o lugar ocupado pelo país não condiz com sua economia, entre as sete maiores do mundo. Na América Latina, Chile, Panamá, Uruguai e Costa Rica, por exemplo, são considerados mais bem preparados para os novos desafios da era digital.

O número de usuários de internet no Brasil também não chegava ainda a 45%, o que deixa o Brasil na 62.ª posição nesse critério, abaixo da Albânia. Apenas um terço dos brasileiros tem internet em casa. A taxa despenca para apenas 8% se o critério for o número de casas com banda larga. O Brasil não é o único a passar por essa situação. “Os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) enfrentam desafios”, diz o informe.

“O rápido crescimento econômico observado em alguns desses países nos últimos anos poderá ser ameaçado, caso não forem feitos os investimentos certos em infra-estruturas, competências humanas e inovação na área das tecnologias da informação”, alerta o relatório.

Por Reinaldo Azevedo



Frase do Dia

Presidente amplia duração de discursos em 2013 e passa a usar artifícios de Lula para atrair população.


Bruno Boghossian em seu texto no Estado de São Paulo.




Até amanhã





As fotos inseridas nos textos o foram pelo blogueiro.Juarez Capaverde