terça-feira, 21 de agosto de 2012

PROCURADOR DERRUBA DEFESA DE ZÉ DIRCEU - DOCUMENTOS COMPROVAM CHEFIA DE DIRCEU - EDUCAÇÃO NO BRASIL UM LIXO, MENOS PARA O GOVERNO - O PAÍS DOS PETRALHAS II DE REINALDO AZEVEDO -


Bom dia, parece que não tem jeito os petistas e mensaleiros estão enrrascados apesar das mentiras que vem contanto nos ultimos anos após evento, pelo desenrolar do voto do Ministro Joaquim Barbosa este será pela culpa na maioria dos tópicos constantes da denúncia como temos ouvido em seu relato, vamos acreditar que a maioria siga de moda integral teremos então justiça sendo feita neste país tão desfigurado que vivemos depois do PT e Lula terem assumido o contrôle da nação. Exemplos de desgoverno temos vivenciado no dia a dia, com casos de corrupção, má gestão, desacerto na economia enfim, a gestão está um caos já com repercussões internacionais com opiniões em jornais e na mídia em geral como tenho trazido aqui para vocês, temos que começar a mudar este estado de coisas agora já nas eleições municipais tirando este partido pérfido de posições de poder nas cidades e, nas próximas para Presidente mandá-los para onde nunca deveriam ter saído, dos esgotos fétidos que estavam acostumados a frequentar. Leiam;
Juarez Capaverde


Procurador-geral ataca defesa de Dirceu e repudia tese de caixa 2


Em documento complementar enviado ao Supremo, Roberto Gurgel critica tentativa de desqualificar sua acusação contra réus do mensalão

Fausto Macedo e Felipe Recondo, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, repudia taxativamente a tese de que o mensalão não passou de caixa 2 de campanha eleitoral. Em memorial complementar que entregou aos onze ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o chefe do Ministério Público Federal ataca as defesas dos réus do mensalão que, desde o início do julgamento, tentam desconstruir a acusação contra o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil), o ex-presidente do PT, José Genoino, o ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares, e outros 35 denunciados.

Beto Barata/AE

Procurador-geral Roberto Gurgel descarta ideia de que dinheiro era para campanha eleitoral

"As defesas, especialmente dos acusados que integram o núcleo político, tentaram desqualificar a acusação afirmando que o dinheiro foi usado exclusivamente para financiamento de campanhas e pagamento de dívidas partidárias, como ajustado pelo Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, e que, assim, quando muito, teríamos caixa dois de campanha eleitoral", assinala Gurgel, no documento de 10 páginas.

"No entanto, não explicaram porque os acordos e a obtenção do dinheiro foram feitos por intermédio de empresário vinculado a esquema de desvio de dinheiro e, também, porque procedeu-se à distribuição do dinheiro aos beneficiários mediante técnicas próprias de lavagem de capitais. Não explicaram, igualmente, a coincidência entre os pagamentos e as votações de questões relevantes para o governo, pagamentos sempre vinculados a um acordo político referente à atuação do parlamentar beneficiário em prol do governo, sem qualquer relação com o processo eleitoral."

À página 5 do memorial, o procurador-geral da República destaca, com ironia. 

"Assinale-se, ainda, que o crime de quadrilha existe independentemente de um ajuste específico para esse fim. Não exige a lei, evidentemente, que os agentes se reúnam e decidam, formal e solenemente, constituir uma quadrilha, bastando a organização de fato, de modo permanente e estável, para o cometimento de crimes, podendo até acontecer de alguns agentes sequer se conhecerem."

À página 9, Gurgel assinala. "Foram indicados os atos dos parlamentares, que integravam o seu ofício (voto nas matérias de interesse do governo), a que visavam José Dirceu e seu grupo com o pagamento dos vultosos valores."

As defesas sustentam que a Procuradoria fez uso quase exclusivamente de provas obtidas fora do âmbito judicial, como no inquérito da Polícia Federal e na CPMI dos Correios.

O procurador-geral reage. "A prova que sustenta a acusação, notadamente a prova testemunhal, não se resume, como quer a defesa, a elementos probatórios não submetidos ao crivo do contraditório. Muito embora o Ministério Público tenha se referido a depoimentos colhidos na fase de investigação, todos foram confirmados na instrução da ação penal, o que lhes confere o mesmo valor da prova judicial."

Gurgel faz menção a 11 depoimentos  que, em sua avaliação, confirmam o que escreve no memorial. "(os depoimentos) compõem quadro que bem demonstra a procedência da acusação formulada relativamente a José Dirceu", assevera o acusador do mensalão.

Os depoimentos a que Gurgel se refere são de: Pedro Corrêa ("evidencia que, apesar de exercer o cargo de ministro-chefe da Casa Civil, o acusado José Dirceu continuou a comandar o Partido dos Trabalhadores"); Marcos Valério ("afasta qualquer dúvida de que José Dirceu sabia dos empréstimos feitos pelas empresas daquele ao PT"); Virgílio Guimarães ("comprova que Marcos Valério foi apresentado a José Dirceu no final de 2002, viabilizando a pretensão do publicitário de aproximar-se do novo governo e disponibilizar o esquema de desvio de recursos que já executava em Minas Gerais"); José Borba, Pedro Henry e José Janene ("comprovam que José Dirceu valia-se de Silvio Pereira para a realização de funções que deveriam ser desempenhadas por servidores da Casa Civil").

Segundo Gurgel: "O depoimento de José Borba comprova os vínculos entre José Dirceu e Marcos Valério. José Borba confirmou que Marcos Valério fazia o elo entre os parlamentares e José Dirceu, auxiliando na formação da base parlamentar de apoio ao governo."

Ainda o procurador geral no novo memorial entregue aos onze ministros do STF. "O ciclo de formação da base aliada do governo federal começava com José Dirceu e terminava com Marcos Valério, responsável pela entrega da propina. O depoimento de José Borba esclareceu um ponto fundamental do esquema criminoso: comprovou, como afirmado na denúncia, que Marcos Valério, ao entregar dinheiro aos parlamentares federais, estava trabalhando, em última instância, a serviço do então ministro José Dirceu."

O procurador-geral destaca, ainda, que "os depoimentos de José Dirceu, Marcos Valério e Kátia Rabello (ex-dirigente do Banco Rural) comprovam a reunião na Casa Civil".

"Os depoimentos de Roberto Jefferson, Emerson Palmieri e Rogério Tolentino comprovam que José Dirceu comandou as tratativas para viabilizar a transação financeira com a Portugal Telecom, com o objetivo de conseguir recursos que seriam, em parte, destinados ao PTB", destaca Roberto Gurgel.

À página 4 do documento, o procurador-geral afirma. "As testemunhas referidas pela defesa de José Dirceu em suas alegações finais e na sustentação oral são todas de referência, não tiveram conhecimento direto dos fatos, mas apenas por relatos de terceiros. Seus depoimentos, por isso mesmo, não infirmam o depoimento dos parlamentares que participaram diretamente das reuniões com o acusado em que foram ajustados os acordos ilícitos, para que votassem a favor dos projetos do governo em troca de vantagens indevidas."

Gurgel é incisivo. "Ao contrário do que afirmou a defesa de José Dirceu, tudo o que Roberto Jefferson declarou em seus depoimentos na fase extrajudicial foi confirmado em juízo. ('Excelência, reitero, confirmo, ratifico todas as informações que dei no passado') O que confere aos depoimentos a mesma eficácia do testemunho judicial, constituindo prova direta dos fatos."

O procurador-geral diz. "As circunstâncias, absolutamente aleatórias, de algumas votações que envolveram as negociações ilícitas não terem ocorrido como pretendia o grupo criminoso ou mesmo de o parlamentar corrompido não ter comparecido à votação, são irrelevantes para a caracterização do crime, que se consumou com a ação de oferecer, para a corrupção ativa, e solicitar, para a corrupção passiva, não exigindo a lei que o objetivo almejado com a corrupção venha a acontecer."

"As diversas perícias realizadas na fase de investigação foram todas, no curso da instrução da ação penal, submetidas ao contraditório, tendo o eminente relator (ministro Joaquim Barbosa) assegurado aos acusados a ampla discussão da prova técnica, inclusive com a inquirição em juízo dos peritos", destaca o procurador-geral.

À página 7, Roberto Gurgel anotou. "Ressalte-se que a exigência de renovação dos exames técnicos, sem que haja motivo para tanto, imporia ao Instituto Nacional de Criminalística a árdua e onerosa tarefa de realizar mais uma vez, de repetir, os mesmos exames técnicos que fizera no curso da investigação, a maioria envolvendo análises de grande complexidade, em afronta manifesta aos princípios da razoabilidade e da duração razoável do processo."

O procurador-geral cita Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil. "(Pizzolato) assinou o contrato com a DNA Propaganda, cabendo-lhe, na condição de diretor de Marketing  e Comunicação do Banco do Brasil, fiscalizar o fiel cumprimento das cláusulas contratuais, inclusive o integral repasse ao Banco, contratante, do valor havido pela DNA a título de bônus de volume, tal como expressamente previsto na cláusula 2.7.4.6 do ajuste."

Gurgel assevera. "A circunstância de outras agências de publicidade não repassarem à contratante o valor havido a título de bônus de volume não é justificativa para eximir o acusado de sua responsabilidade penal, até porque os autos trazem exemplo oposto: no contrato firmado entre a Câmara dos Deputados e a SMP&B Comunicação, também de propriedade de Marcos Valério, o bônus de volume pertence ao órgão público em razão de disposição contratual e foi devidamente repassado, consoante informação do diretor da Secretaria de Comunicação Social da Câmara dos Deputados."

"O que importa, conclui Gurgel, é que, no caso, havia cláusula expressa no contrato com o Banco do Brasil determinando essa obrigação, sendo, portanto, absolutamente irrelevante a discussão que se pretende travar, como verdadeira cortina de fumaça, sobre a natureza jurídica do instituto e a quem cabia o seu recebimento."





II- CHEFE(ZÉ NÃO LULA) DA QUADRILHA SERÁ CONDENADO COM CERTEZA E AGORA DOCUMENTOS COMPROVAM SEU PODER


Comprovada a participação do Zé Dirceu na participação do mensalão, pena que os documentos agora liberados por força de Lei não o tenham sido na época da formatação da denúncia pelo Sr. Procurador, seria a prova que os advogados alegam não haver contra o Zé, claro está que seu chefe Lula o Mentiroso sabia de tudo, mas Zé serviu como "boi de piranha" e agora já pensa em se asilar na Venezuela de seu grande amigo Chavez, houve no inicio do julgamento até uma certa alegria por parte do bandido, alegria esta agora desfeita pela maneira decidida pelo relator na apresentação dos fatos, já descaracterizou a tese de caixa 2 e tornou evidente com seu voto o desvio de dinheiro público, o que foi o passo inicial para a condenação da maioria dos réus, vamos aguardar o voto dos ministros e saberemos quem está ao lado deste partido comunista que está no poder o PT. Leiam;
Juarez Capaverde



Documentos do Planalto expõem ações de José Dirceu no comando da Casa Civil


Governo federal libera ofícios enviados e recebidos por homem forte do início da gestão Lula que explicitam troca de cargos por apoio parlamentar, intervenção para audiência com empresa privada e investigações internas de integrantes da máquina pública.

Alana Rizzo / O Estado de S. Paulo


Documentos oficiais obtidos pelo Estado - entre correspondências confidenciais, bilhetes manuscritos e ofícios - revelam os bastidores da atuação de José Dirceu no comando da Casa Civil, entre janeiro de 2003 e junho de 2005.

 Liberados com base na Lei de Acesso à Informação, os papéis enviados e recebidos pelo homem forte do governo Luiz Inácio Lula da Silva explicitam troca de favores entre governo e partidos aliados, intervenções para que empresários fossem recebidos em audiências e controle sobre investigações envolvendo nomes importantes da máquina pública.

Ofícios mostram relação do então ministro com partidos aliados e com correligionários do PT

Dirceu deixou o governo em meio ao escândalo do mensalão, acusado de comandar uma "quadrilha" disposta a manter o PT no poder via compra de votos no Congresso - ele é um dos 37 réus do julgamento em curso no Supremo Tribunal Federal. Desde a saída do governo, mantém atuação partidária e presta serviços de consultoria a empresas privadas no Brasil e no exterior.

Uma centena de ofícios dos primeiros anos do governo Lula agora tornados públicos trata quase exclusivamente da ocupação dos cargos públicos por partidos aliados. Sob a "incumbência" de Dirceu, Marcelo Sereno, seu chefe de gabinete e braço direito, despachava indicações de bancadas, nomeações e currículos para os mais variados cargos federais.

A troca de ofícios com o então presidente do PL (hoje PR), deputado Valdemar Costa Neto, não esconde os interesses de cada um. O assunto é a negociação de cargos-chave na Radiobrás. Em ofício arquivado na Presidência com o número 345/Gab-C.Civil/PR, Valdemar indica nomes à estatal federal de comunicação e acrescenta: "Certo de que V.Exa. poderá contar com apoio integral desta Presidência e da Bancada do Partido Liberal no Congresso."

Em 27 de fevereiro de 2003, Dirceu ordena que a demanda seja encaminhada ao então presidente da Radiobrás, Eugênio Bucci.

Valdemar viria a ser denunciado mais tarde sob a acusação de integrar a "quadrilha" do mensalão por ter recebido dinheiro do valerioduto. Hoje deputado pelo PR, o parlamentar também aguarda a sentença do STF.

Os documentos liberados também mostram pedidos de colegas de partido de Dirceu. Em 11 de fevereiro de 2003, por exemplo, a deputada estadual petista Maria Lúcia Prandi envia mensagem onde diz tomar "a liberdade de estabelecer contato no sentido de solicitar audiência para tratar de questões referentes à condução de articulações no sentido de consolidar a relação partidária com as ações governamentais, em especial assuntos relativos à atuação desta parlamentar na Baixada Santista".

Outro ofício recebido pelo Planalto mostra o então presidente do Diretório Regional do PT em Sergipe, Severino Oliveira Bispo, pedindo a Dirceu para tratar da seguinte pauta: "1) Apresentação da relação dos nomes dos indicados para os cargos federais no Estado; 2) O que mais ocorrer".

A documentação liberada revela uma ordem da Casa Civil a favor de uma empresa. Em 13 de março de 2003, a pedido de Dirceu, Marcelo Sereno intermedeia pedido de audiência de representantes da Ondrepsb Limpeza e Serviços Ltda. no Ministério da Justiça. Naquele ano, a empresa de Santa Catarina recebeu R$ 2,9 milhões do governo federal. Em 2004, ganhou R$ 3,9 milhões. Segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), a média de pagamentos dos três anos posteriores ao ofício foi 100% maior em comparação ao mesmo período que antecedeu a intervenção.

Controle

Os registros mostram ainda que Dirceu mantinha uma rede de informações que extrapolava os órgãos federais de investigação. O serviço era tocado pela Secretaria de Controle Interno. Vinculado à Casa Civil, comandado à época por José Aparecido Nunes Pires, celebrizado em 2008 por ter sido apontado como um dos autores do dossiê com dados sigilosos sobre os gastos com cartões corporativos no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Os documentos indicam, por exemplo, que Dirceu teve acesso - antes do ministro da Justiça da época, Márcio Thomaz Bastos - às gravações de um encontro entre o assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz e o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, no Aeroporto Internacional de Brasília. Fitas e documentos relacionados ao assunto chegaram ao ex-ministro pelo então chefe da Polícia Civil do Distrito Federal, Laerte Bessa.

As imagens foram gravadas pela segurança da Infraero atendendo a uma solicitação da polícia de Brasília, em uma investigação sigilosa. Só após passar pelo crivo de Dirceu é que a investigação foi remetida a Thomaz Bastos, hoje advogado de um dos réus do mensalão, o ex-diretor do Banco Rural José Roberto Salgado, e ex-defensor de Cachoeira. Questionada pela reportagem, a Casa Civil confirmou que dois agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) faziam na época parte da estrutura da Casa Civil e estavam subordinados ao então ministro.

Nota

Em outro caso, conforme os documentos, a atual presidente da Petrobrás, Graça Foster, foi alvo de investigações tocadas pela estrutura de Dirceu. Na época, ela ocupava o cargo de secretária de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia. Adversária do grupo político do então ministro, Graça foi questionada sobre contratos da empresa do marido, Colin Foster, com a Petrobrás.

A nota técnica 23/2004, encaminhada para a então ministra da pasta, Dilma Rousseff, levanta detalhes da atuação da empresa, contratos e considera "prudente" que Dilma, hoje no comando do País, tomasse conhecimento das denúncias. O documento com timbre de "urgente" ressalta que Graça Foster participava, inclusive, do Grupo de Trabalho, instituído pela Casa Civil, encarregado de apresentar estudos sobre a viabilidade de utilização do biodiesel como fonte alternativa de energia.



III- EDUCAÇÃO NO BRASIL UM LIXO, GOVERNO AINDA COMEMORA


Estamos vivenciando um dos piores momentos no setor de educação deste país, porem, isto não é o que o governo demonstra, nossos índices educacionais são vergonhosos para uma nação que quer estar entre as principais do mundo, falácias contadas pelo governo em sua publicidade foram destruídas pelo INDEB, e continuamos a ouvir balelas da parte do governo que já se destacou pela incompetência continuada em diversos setores gerenciados por eles e sua "gerente de botequim" Dilma, leiam abaixo o que diz o especialista em educação Professor João B. de Oliveira em parte da entrevista a revista Veja, e depois comentário de Augusto Nunes sobre o assunto. Leiam;
Juarez Capaverde






Enfim, um diagnóstico lúcido sobre o desastre do ensino público fundamental e médio no Brasil. Ou: Reformando o ensino com parede cor-de-rosa, teatro e tablets… Funciona? É claro que não!



O governo divulgou na semana passada o resultado do Ideb, que avalia o ensino fundamental e médio. Comentei o desastre aqui em alguns posts. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, no entanto, comemorou. Compreendo.

A presidente Dilma Rousseff, como sabem, está prestes a endossar uma lei verdadeiramente criminosa aprovada pelo Congresso: a reserva de 50% das vagas das universidades federais para alunos egressos da escola pública, segundo a cor da pele dos estudantes. Pesquisa recente demonstra que nada menos de 4% dos universitários brasileiros são semialfabetizados, e escandalosos 38% não são plenamente alfabetizados. 

É a tragédia da escola pública fundamental e média se alastrando célere no terceiro grau. Sancionada a lei — Dilma e Mercadante a aprovam —, a universidade pública estará condenada a funcionar como curso supletivo, destinado a suprir as deficiências do ensino nas etapas anteriores. Pior: diminuirá enormemente a pressão em favor da melhoria da escola pública.

Muito bem! As Páginas Amarelas de VEJA desta semana trazem uma entrevista com João Batista Araújo de Oliveira, especialista em educação que põe os pontos no “is”. Voltarei a este assunto (espero que Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio de Mello não abusem excessivamente da nossa paciência) para discutir por que, afinal de contas, o Brasil tem feito tudo errado nessa área. Destaco algumas frases de Oliveira:

Qualidade do professor:

“Desde a década de 60 há um rebaixamento do nível do pessoal, e a qualidade do ensino depende essencialmente do professor.”

Palavrório pedagógico

“As escolas têm um punhado de papéis reunidos sob o nome de ‘proposta político-pedagógica’, seja lá o que isso queira dizer: começa com uma frase do Paulo Freire e termina citando Rubem Alves.”

Programa de ensino

“É preciso ter um programa de ensino: afinal, se você não sabe o que ensinar, como vai saber o que avaliar?”

Premiar e punir

“É preciso premiar quem faz direito e punir quem não faz. Hoje, o único punido no sistema de ensino brasileiro é o aluno reprovado. Isso é covardia.”

Pedagogos demais, gestores de menos

“O problema é que as escolas e as secretarias de Educação estão povoadas de pedagogos, e não de gestores.”

Idiotia deslumbrada

“Porque no Brasil o que importa é acessório. O legal é colocar xadrez na escola, é ensinar teatro. O brasileiro vai à Finlândia e acha que o sucesso da educação daquele país se deve ao fato de que as paredes das escolas são pintadas de rosa.”

Enem

“Ficamos com esse troço que ninguém sabe o que é. O Enem não tem a menor importância.”

Tablets nas escolas

“Nenhum país conseguiu melhorar a educação a partir do uso da tecnologia. (…) Não adianta colocar ingredientes certos na receita errada.”

Verba para educação

“Desde 1995, o salário do professor quintuplicou no Brasil, mas não houve avanço no de­sempenho do ensino. Então, aumentar uma variável só não vai mexer no resul­tado.”

Educação em 2021

“Estaremos no mesmo patamar. Não há nenhuma razão para pensar que será diferente.”

Leiam trechos da entrevista. A íntegra está na revista. Por Nathalia Goulart:

Há décadas governos estaduais, municipais e federal se vangloriam de suas escolas-modelo, unidades que recebem toda a atenção da administração de plantão e que, por isso, se destacam dos demais colégios públicos pela excelência. Os governantes deveriam, na verdade, se envergonhar da situação, afirma o educador João Batista Araújo e Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beto, ONG dedicada à educação. 

O argumento do especialista é simples: “As escolas-modelo são exceções. A regra, como sabemos, são as demais escolas do Brasil”. Para incentivar governos a corrigir a distorção. Oliveira criou, em parceria com a Gávea Investimentos e a Fundação Lemann, o Prêmio Prefeito Nota 10, que vai dar 200 mil reais a administradores municipais cuja rede de ensino fundamental obtenha a melhor avaliação na Prova Brasil, exame federal que mede a qualidade do ensino público no ciclo básico. 

Escola-modelo, portanto, não conta. “Não adianta o prefeito falar que tem duas escolas excepcionais se as demais não acompanham esse nível. Queremos premiar o conjunto.” Confira a seguir a entrevista que ele concedeu a VEJA.

O MEC divulgou nesta semana os resultados da Prova Brasil, que mostra o nível de aprendizado das crianças no ciclo fundamental das escolas públicas. Como o senhor avalia os resultados?

Eles foram divulgados com grande fanfarra, mas não há nenhuma justificativa para isso. Se você analisa a questão no tempo, percebe que existe estagnação. Há um ponto fora da curva, os resultados divulgados em 2010. Mas eles não foram corroborados neste novo exame, e já esperávamos isso. Estamos onde estávamos em 1995.

 Há uma melhora bem pequena nos anos iniciais da escola, e pouquíssima variação nas séries finais e no ensino médio. Os gastos em educação aumentaram — e muito — e foram criados muitos programas, mas isso não tem consistência suficiente para melhorar a qualidade do ensino. Então, temos duas hipóteses para a estagnação: ou os programas criados são bons, mas não foram bem executados, ou são desnecessários e não trouxeram benefício algum.

Especialistas, entre os quais o senhor, pregam que uma reforma educacional eficaz se faz com receitas consagradas — ou seja, sem invencionices. Quais são os ingredientes para o avanço?

O primeiro é uma política para atrair pessoas de bom nível ao magistério. Desde a década de 60 há um rebaixamento do nível do pessoal, e a qualidade do ensino depende essencialmente do professor. O segundo ingrediente é a gestão do sistema. Uma boa gestão produz equidade: todas as escolas de uma mesma rede funcionam segundo o mesmo padrão. Hoje, unidades de uma mesma rede estadual ou municipal apresentam desempenhos díspares. 

O terceiro é a existência de um programa de ensino estruturado, que falta ao Brasil. As escolas têm um punhado de papéis reunidos sob o nome de “proposta político-pedagógica”, seja lá o que isso queira dizer: começa com uma frase do Paulo Freire e termina citando Rubem Alves. Os governos de todos os níveis abriram mão de manter uma proposta de ensino, detalhando o que os alunos devem aprender em cada série. 

O quarto ingrediente é um sistema de avaliação que possa medir a evolução do aprendizado. Para isso, porém, é preciso ter um programa de ensino: afinal, se você não sabe o que ensinar, como vai saber o que avaliar? 

De posse de bons profissionais, gestão, programa de ensino e métodos de avaliação, acrescenta-se o último ingrediente, um sistema de premiação e punição. Algumas redes começam a pensar em um sistema de premiação, mas não adianta só dar incentivo. É preciso premiar quem faz direito e punir quem não faz. Hoje, o único punido no sistema de ensino brasileiro é o aluno reprovado. Isso é covardia. Nada acontece com professor, diretor, secretário de Educação, prefeito ou governador quando eles falham.
(…)

Por que é tão difícil levar a qualidade das escolas-modelo para toda a rede de ensino?

Porque no Brasil o que importa é acessório. O legal é colocar xadrez na escola, é ensinar teatro. O brasileiro vai à Finlândia e acha que o sucesso da educação daquele país se deve ao fato de que as paredes das escolas são pintadas de rosa. Na volta ao Brasil, ele quer pintar todas as escolas daquela cor. Depois, ele vai à Franca, onde vê um livro que julga importante e decide introduzi-lo nas escolas daqui…

 Em vez de olharmos o que os sistemas de ensino daqueles países têm em comum, olhamos exatamente para o que há de diferente neles, como se isso fosse a bala de prata da educação. Por isso gestão é tão importante: é preciso focar o DNA da escola e deixar de lado o que é periférico. O problema é que as escolas e as secretarias de Educação estão povoadas de pedagogos, e não de gestores. 

Não conheço uma Secretaria de Educação no Brasil que tenha um especialista em demografia, que saiba quantas crianças vão nascer nos próximos anos e, portanto, quantas escolas precisam ser abertas ou fechadas.

Há alguns meses, o MEC anunciou a aquisição de milhares de tablets para professores. O senhor vê isso com bons olhos?

É mais confete. O bom professor vai se beneficiar; o mau, não. E nem o benefício ao bom professor justifica o custo. Quando a tecnologia está atrelada ao professor, ele, o ser humano, vai ser sempre o fator limitante. Nenhum país conseguiu melhorar a educação a partir do uso da tecnologia. Não estou dizendo que a tecnologia seja ruim. Ela tem potencial, desde que seja usada no contexto apropriado. Não adianta colocar ingredientes certos na receita errada.

A sensação generalizada é que o ensino público nacional é um desastre. É uma visão errada?

É uma visão correta. Sobretudo para as crianças pobres, que teriam na escola a única chance de ascensão social. A escola é um desastre quando analisada pela ótica das avaliações internacionais, e um desastre também do ponto de vista pessoal, individual. A única chance que um cidadão tem de melhorar de vida no Brasil é’ por meio da educação de qualidade. E ela não tem qualidade para a maioria das pessoas. 

O número de jovens que chegam ao ensino médio é baixíssimo, e, entre estes, a evasão é uma calamidade. E o governo é incapaz de entender que há um modelo errado ali, que penaliza jovens justamente quando eles atravessam uma fase de afirmação.

O Enem foi criado como ferramenta de avaliação e aprimoramento do ensino médio. Porém, vem sofrendo mudanças para atender a outro fim: a seleção de estudantes para universidades públicas. Qual a avaliação do senhor a respeito?

Ninguém consegue servir a dois senhores. O Enem nasceu com um formato, mas transformou-se em outra coisa. Ele nasceu para ser uma prova de avaliação das competências dos jovens, mas não deu certo. Em seguida, tentou-se vender a ideia de que é uma prova seletiva, um vestibular barato. E ficamos com esse troço que ninguém sabe o que é. O Enem não tem a menor importância. A ideia de ter uma forma simplificada de ingresso à universidade é bem-vinda, mas isso não serve para todos os estudantes do ensino médio.

(…)
Tramita no Congresso o Plano Nacional de Educação, que prevê aumentar o porcentual do PIB destinado à área de 5% para 10%. A falta de dinheiro é a razão de crianças não saberem ler ou operar conceitos fundamentais de matemática?

O país deve investir em educação, mas colocar dinheiro na equação atual é jo­gá-lo fora. O problema mais importante é a gestão. Não adianta pôr mais dinhei­ro no sistema atual porque ele vai ser malgasto. É como pagar dois professo­res que não sabem ensinar: melhor é pagar somente um bom mestre. 

Temos problemas estruturais muito graves: se eles não forem resolvidos, não haverá financiamento que baste. Desde 1995, o salário do professor quintuplicou no Brasil, mas não houve avanço no de­sempenho do ensino. Então, aumentar uma variável só não vai mexer no resul­tado. A equação é mais complexa. Além disso, 10% é uma cifra descabida do ponto de vista da macroeconomia.

O país estabeleceu metas para o ensino básico até 2021. Como estará o Brasil, do ponto de vista da educação, às véspe­ras do bicentenário da Independência?

Estaremos no mesmo patamar. Não há nenhuma razão para pensar que será diferente. Não se muda a educação, estabelecendo metas, mas a partir de ins­tituições. Não há milagre. Uma vez que não existe investimento nas políticas corretas, não há por que achar que tere­mos uma situação melhor no futuro.

Por Reinaldo Azevedo


21/08/2012 às 16:06 \ Direto ao Ponto


O revogador do irrevogável virou camelô de nuvens para fingir que o ensino público na UTI está com saúde de vaca premiada



Os vendedores de nuvens tentam esconder a falência do sistema de ensino público, informa o título do post de 14 de setembro de 2011 reproduzido na seção Vale Reprise. De lá para cá, só mudou o nome do ministro da Educação: Fernando Haddad, escalado para perder a eleição em São Paulo, cedeu o gabinete a Aloízio Mercadante, transferido de ministério antes que liquidasse a ciência e exterminasse a tecnologia em território brasileiro. Cumpre-lhe agora fingir que um sistema educacional na UTI está, na imagem de Nelson Rodrigues, com saúde de vaca premiada.

Para quem revogou o irrevogável, não custa nada virar vendedor de nuvens e, simultaneamente, camelô de si próprio. As crianças não aprendem nada? Mude-se o currículo. Os adolescentes chegam à idade adulta sem saber que dois mais dois são quatro? Amplie-se o sistema de cotas para que metade das vagas nas universidades sejam reservadas aos egressos de escolas do governo. O país amarga um bisonho o 88° lugar no ranking da Unesco? Conteste-se a metodologia utilizada na avaliação. O Brasil Maravilha registrado em cartório tem de ser tratado como a potência emergente que faz de conta que é.

Os mágicos de circo querem convencer os brasileiros de que o paciente abalado por tumores gravíssimos está pronto para correr a São Silvestre. Se continuarem tentando curar o ensino público com embustes e gabolices, não demorarão a transformá-lo em doente terminal.

RECOMENDO A VOCES LEITORES QUE ME ACOMPANHAM:


REINALDO AZEVEDO, QUEM JÁ LEU SEU LIVRO "O PAÍS DOS PETRALHAS" NÃO PODE PERDER A PARTE II ASSIM COMO OS OUTROS ANTERIORMENTE LANÇADOS SÃO LEITURA OBRIGATÓRIA PARA QUEM GOSTA DE LER.



Começa a chegar às livrarias no dia 28 de setembro “O País dos Petralhas II – O inimigo agora é o mesmo” (Editora Record), quarto livro deste escriba. Os outros são “Contra o Consenso”, “O País dos Petralhas” e “Máximas de Um País Mínimo”.





Frase do dia

"Na verdade, quem tinha o comando era o presidente Lula; José Dirceu era o segundo."


Senador Álvaro Dias (PSDB-PR), sobre a divulgação de documentos que mostram a atuação de José Dirceu quando ministro da Casa Civil.



Até amanhã. ( se meu sinal de internet deixar continuo na briga)




As fotos inseridas nos textos o foram pelo blogueiro. Juarez Capaverde.

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