segunda-feira, 13 de agosto de 2012

E O DILMÊS CONTINUA - PROFISSÃO DE JORNALISTA DIPLOMADO NA CONSTITUIÇÃO, PIADA? NÃO - MENSALÃO JULGAMENTO - SE VOCÊ COMPRAR UM AUTOMOVEL IMPORTADO ESTÁ SENDO ROUBADO PELO GOVERNO -


Bom dia, onde iremos parar? Esta pergunta se faz a cada bobagem que temos que escutar de Dilma, a Presidente que não é a cada um de seus discursos, como sempre transcrevo a vocês mais uma pérola de Celso Arnaldo Araújo publicada no blog de Augusto Nunes em Veja, é de fato hilário seu texto, e o pior, sem uma vírgula a mais do que o que realmente foi dito pela Sra. Dilma. Como pode uma pessoa estar na posição que ocupa e não se dar conta de suas asneiras, o dilmês, como diz Arnaldo, é ridículo, assim explica-se o desprestígio com que nos vêem “lá fora”, se temos um Presidente que nem ao menos sabe se expressar, só podem avaliar que o povo brasileiro com um todo é também ignorante e inculto tal qual sua presidente, ou não? Infelizmente a maioria do povo a colocou onde está, e agora só nos resta aguardar 2014 para tentarmos fazer os eleitores entenderem seu erro, como não acredito mais em pesquisas desde que o PT assumiu e tem infiltrados militantes em todas as áreas no país, inclusive em muitas Universidades, podem divulgar a vontade que Dilma tem uma alta performance para a maioria, eu não acredito nestes dados divulgados com tanto alarde, serão verdadeiros? Não sei, prefiro acreditar que não, pois não é possível que poucos somente sejam os que vêem neste governo um verdadeiro “desgoverno”, como entender então tais pesquisas, basta ouvir o palavrório de Dilma e suas realizações que não se concretizam como ontem aqui escrevi, para não entender estas pesquisas com tanta popularidade, será? Mas leiam e ouçam o vídeo, fará você pelo menos dar boas risadas, parabéns Celso Arnaldo, outra vez você se superou.
Juarez Capaverde   






13/08/2012
às 16:00 \ Direto ao Ponto

Dilma na banguela: da ditadura à dentadura, “uma” mutirão de pensamentos desdentados

 

CELSO ARNALDO ARAÚJO
Rio Pardo de Minas, norte do estado, mais de 700 km distante de BH. A presidente vai falar da importância de ter dentes na boca. Como ela insiste em ser chamada de presidenta, não é uma rima ─ e já não era uma solução.

De dedo em riste, num tom muito acima do normal, Dilma vai anunciar na cidade a ampliação do programa Brasil Sorridente, criado no primeiro ano do governo Lula. Uma espécie de PAC 2 odontológico, com a mesma dinâmica do plano-mãe: não se conhecem os resultados da primeira fase.

O Brasil ─ depois de oito anos de Lula ─ continua sendo um dos países mais desdentados do mundo, no qual 55% dos adolescentes já não têm todos os dentes e 40 milhões de adultos só têm na boca a língua e as gengivas. Lula, na verdade, se incomoda ao ver uma pessoa sem dente ─ é o que dirá Dilma, daqui a pouco.

Pelo discurso, porém, presume-se que, ao final dessa ampliação do BS, todos os brasileiros estejam de posse de seus 32 dentes, originais ou substituídos, exatamente na configuração que Deus nos deu: 8 incisivos, 4 caninos, 8 pré-molares, 12 molares.

Ao tentar explicar o programa, insistindo na tese surpreendente de que é melhor ter dentes do que não tê-los, assim como é melhor ter casa própria do que morar sob a ponte, Dilma tentou ser bastante incisiva.

Mas, se a Dilma sobram dentes, faltam palavras. Seus discursos, como os desdentados, não podem sorrir nunca ─ talvez de vergonha por sua dramática incapacidade de expressar as boas intenções que devem perpassar o neurônio solitário. Mas há dias especiais ─ em que as palavras de Dilma parecem cair da boca como dentes abalados na raiz. Rio Pardo de Minas presenciou um desses dias:

“No passado, ninguém olhava pra pessoa de uma forma completa”, começa ela, antropologicamente, sem esclarecer quem é essa pobre pessoa do passado a quem só se olhavam as partes.

Prossegue:

“E aí, a gente tratava aqui no Brasil de várias coisas, mas isquicia (sic) que um dos elementos fundamentais pra identidade de uma pessoa é ela ser uma pessoa inteira”.

Será o mesmo infeliz da frase anterior? Ou outro? Uma coisa é certa: desse monturo de sandices, a pessoa só sai mesmo aos pedaços.

Ok, mas essa pessoa está prestes a ser remontada, como um Robocop:
“Daí porque a importância que no Brasil Sorridente nós damos à saúde bucal, aos dentes, e nós olhamos não mais uma pessoa como uma parte, uma pessoa que tem uma doença, mas olhamos o que pode dá saúde integral pra ela”.

Afinal, o Brasil Sorridente é um projeto odontológico ou oftalmológico? De qualquer forma, o fim dos desdentados brasileiros começou com Lula – que não suporta ver um pela frente, mesmo que seja da família. É o que revela Dilma, relembrando a origem do programa:
“Assisti e presenciei o empenho do presidente Lula e o incômodo que ele tinha quando ele via um cidadão do nosso país, um brasileiro, um irmão, ou uma brasileira, uma irmã, sem os dentes”.

Um reparo: onde estava Lula, muito bem pago desde 1978, e com assistência sindical-odontológica completa extensiva à família, que deixou um irmão e uma irmã perder os dentes?

Na verdade, o Brasil de Dilma é um grande irmão:

“Nós precisamos de uma coisa importante em nosso país, que é a nossa autoestima. Olhar pra nós mesmos e sabê que esse país conta fundamentalmente conosco”.

Nesse fundamentalismo da presidente, era o caso de perguntar: quem é nosco?

Mais à frente, o povo de Rio Pardo de Minas será informado de que, além de resgatar todos os dentes, o governo de Dilma estará “assegurano” emprego para todos os brasileiros, incluindo crianças e aposentados. Sim, é um novo Brasil – no anterior, estar desempregado ou não trabalhar era um direito. Agora, não mais:

“Esse povo que pode e teve (sic) muitas vezes desempregado. Nós não queremos isso. Nós queremos todos os brasileiros empregados”.

Impactante. Empregos para todos, dentes para todos. É uma ordem de Dilma:

“Num pode perdê dente, num pode deixá que jovem perca os dentes ou qui criança não tenha acesso ao dentista”.

Então, faz um apelo tão claro quanto um molar cariado:

“Junto com uma prótese, que a gente fala uma (sic) mutirão de prótese, eu vou falá como o povo fala, junto com um mutirão de dentadura, nós temos de falá também num mutirão para tratar dos dentes de cada criança”

Mas ainda faltava, nesse extraordinário discurso de Dilma, aquela centelha do gênio, a palavra que marca para sempre. A versão Dilma de “I have a dream”.

Não espere mais. Ei-la:

“Aqui eu vi muitas crianças, vi muitos jovens, vi muitas mulheres e vi também muitos homens”.

Agora, sem sorrir: mesmo sendo um país de desdentados, o Brasil não merece uma presidente cujo raciocínio desce ladeira abaixo, sem rumo, atropelando o bom senso e a inteligência, na banguela.
Por vídeo

II- PROFISSÃO DE JORNALISTA DIPLOMADO NA CONSTITUIÇÃO, É PIADA


Já comentei aqui sobre esta patuscada do congresso sobre a diplomação de jornalista a todos que querem escrever e publicar algo seja onde for, leiam abaixo o diz Reinaldo Azevedo sobre o tema;
Juarez Capaverde


O Brasil em marcha a ré 2 – A obrigatoriedade do diploma de jornalista na Constituição contra a Constituição! Se passar, caberá ao STF, se provocado, declarar a sua inconstitucionalidade


O senado aprovou na semana passada, em segunda votação — e, mais uma vez, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) foi o único a se opor, a exemplo do que aconteceu com a lei aloprada das cotas —, a obrigatoriedade do diploma de jornalista, uma excrescência que foi derrubada pelo Supremo há dois anos.

A proposta é do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), que atuou, ele que me perdoe a expressão, no papel de laranja de entidades sindicais, como a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), um aparelho do PT. Esses valentes jamais reagiram às várias investidas do partido para censurar a imprensa.

Ao contrário: ofereceram-se para ser os executores do famigerado Conselho Federal de Jornalismo — que mal disfarçava a intenção de ser uma espécie de polícia ideológica da profissão. Quando o governo tentou impor mecanismos de censura no tal Plano Nacional (Socialista) de Direitos Humanos, os fenajentos se calaram de novo. Mais do que isso: eles apoiaram a proposta!

O texto segue agora para a Câmara e se tentam lá alguns truques para que tenha curta tramitação e seja aprovado sem nem o concurso dos deputados, numa daquelas conspiratas de cúpula. Antes que algum tonto rosne, informo: eu tenho diploma — de uma inutilidade estonteante.

As aulas que tive de latim sempre me foram mais úteis. Aprendi mais lendo as Catilinárias, de Cícero, do que ouvindo um barbudinho rancoroso, incapaz de fazer um lead, explicando como funciona a “imprensa burguesa” sem nunca ter colocado os pés (para não dizer as mãos!) na… imprensa burguesa! Há cursos bons? Desconheço, mas sempre é possível! Que continuem! Nunca ninguém falou em proibi-los, o que seria absurdo.

Valadares apresentou uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional). Imaginem o ridículo: o jornalismo seria a única profissão com regulamentação garantida na Carta Magna do país! É um escárnio. Pior: em 2006, o Supremo havia concedido uma liminar contra a obrigatoriedade. No dia 17 de junho de 2009, o pleno votou o mérito da questão: por 8 votos a 1 — Marco Aurélio Mello, que tem origem na Justiça do Trabalho, foi o único divergente —, decidiu que a exigência do diploma fere o exercício amplo da liberdade de expressão. Ou por outra: fere o Artigo 5º da Constituição, uma cláusula pétrea. O relator foi o então presidente da Casa, Gilmar Mendes.


Notem bem: os outros sete ministros que votaram com Mendes acataram a sua argumentação: a obrigatoriedade do diploma fere um direito constitucional que não pode ser revogado nem por uma PEC. O Congresso é livre para querer o que bem entender, desde que não fira a Constituição. Se aprovada a emenda também na Câmara, restará recorrer ao Supremo com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade). Infelizmente, indivíduos não podem fazê-lo, segundo estabelece o Artigo 103 da Constituição (que segue abaixo). Pudesse, eu teria imenso prazer em encaminhar o pleito:

Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade:

I – o Presidente da República;

II – a Mesa do Senado Federal;

III – a Mesa da Câmara dos Deputados;

IV – a Mesa de Assembleia Legislativa;

V – o Governador de Estado;

IV – a Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

V – o Governador de Estado ou do Distrito Federal;

VI – o Procurador-Geral da República;

VII – o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;

VIII – partido político com representação no Congresso Nacional;

IX – confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.

Encerro

Por que a Fenaj e o sindicalismo petista fazem tanta questão da obrigatoriedade do diploma? Porque acreditam que, assim, pode manter, vamos dizer, o controle ideológico dos profissionais de imprensa, já que a petezada domina as universidades e transforma os cursos de comunicação em verdadeiras madraçais do partido.


Caso essa maluquice prospere, vamos ver se a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), a ANJ (Associação Nacional de Jornais) e a ANER (Associação Nacional de Editores de Revistas) terão coragem de peitar os dinossauros. Do jeito que anda a covardia em Banânia, cumpre ficar especialmente atento.
Por Reinaldo Azevedo




III- MENSALÃO O JULGAMENTO 2ª SEMANA


Continuamos assistindo ao julgamento do mensalão, mesmo que o PT não queira que se use a palavra continuamos a usá-la, abaixo alguns textos sobre o assunto que a cada dia produz novas matérias e artigos deveras interessantes pelo jornalismo livre, já que nos patrocinados pelo governo, todos são unânimes em negar o fato já comprovado que o mesalão foi o maior escândalo de corrupção neste país. Leiam;
Juarez Capaverde





Para delegado que investigou o caso, mensalão é maior que o julgado no STF

Por Flávio Ferreira, na Folha:

O delegado da Polícia Federal Luís Flávio Zampronha, que investigou de 2005 a 2011 a existência do mensalão, rompe o silêncio mantido nos últimos anos e afirma: “O mensalão é maior do que o caso em julgamento no Supremo Tribunal Federal”. Em entrevista exclusiva à Folha, Zampronha diz que o esquema era mais amplo nas suas duas pontas, de arrecadação e distribuição.

Deveria, afirma, ser encarado como um grande sistema de lavagem de dinheiro – e não só como canal para a compra de apoio político no Congresso. O delegado abasteceu de provas o Ministério Público Federal, que, em 2006, ofereceu a denúncia ao STF. Zampronha manteve seu trabalho na PF para aprofundar as investigações e identificar mais beneficiários.

 Deixou o caso em fevereiro de 2011, após entregar relatório pedindo novas apurações. Embora evite críticas diretas à Procuradoria, Zampronha revela divergências da PF em relação à denúncia em julgamento neste mês no STF.

Segundo o delegado, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares poderiam ter sido denunciados também por lavagem de dinheiro – o que não foi feito pelo Ministério Público Federal. 

Na ação a que respondem no STF, os dois são acusados de corrupção ativa e de formação de quadrilha (com penas máximas de 12 anos e 3 anos, respectivamente). Para Zampronha, as provas mais robustas contra eles são por lavagem de dinheiro (até dez anos de prisão). Sobre Dirceu, o delegado da PF diz: “Há vários elementos que indicam que ele sabia dos empréstimos e dos repasses para os políticos”.

ORIGEM DO DINHEIRO


O delegado diz que o mensalão “seria empregado ao longo dos anos não só para transferências a parlamentares, mas para custeio da máquina partidária e de campanhas eleitorais e para benefício pessoal dos integrantes”. ”O dinheiro não viria apenas de empréstimos ou desvios de recursos públicos, mas também poderia vir da venda de informações, extorsões, superfaturamentos em contratos de publicidade, da intermediação de interesses privados e doações ilegais.” 

Por outro lado, Zampronha também considera haver “injustiças” na denúncia – referência a réus que eram subordinados dos operadores e beneficiários do mensalão. ”Os funcionários não sabiam o que estava acontecendo”, afirma o delegado, citando Anita Leocádia (assessora parlamentar) e Geiza Dias (gerente da SMPB, agência do publicitário Marcos Valério).


(…)
Zampronha afirma que os recursos desviados do fundo Visanet (apontado como fonte do mensalão) e repassados à agência de Marcos Valério eram públicos, pois pertenciam ao Banco do Brasil.

(…) 
Por Reinaldo Azevedo



b)

O eleito!, por Ricardo Noblat


Em parte, ele tinha razão. "A população neste momento está mais voltada para `Avenida Brasil' e Olimpíadas do que para esse processo escandaloso que tentaram nos imputar", disse na semana passada Rui Falcão, presidente nacional do PT.

A parte que faltou razão a Rui: "(...) que tentaram nos imputar".

O mais correto seria: processo que o PT imputou a si mesmo. Porque ninguém forçou o PT a evoluir do Caixa 2 que ajudou a eleger Lula para o mensalão que o ajudaria a governar.

Rui e outros observadores da cena política incorreram também no erro de confundir praça vazia com desinteresse popular pelo julgamento do mensalão.

A Praça dos Três Poderes, em Brasília, para onde convergem o Palácio do Planalto, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF), está de fato deserta.

A direção do STF ocupou sua fatia de praça com barreiras que impedem a aproximação de curiosos. E reforçou exageradamente o esquema de segurança. Poucos se dão ao trabalho de ir até lá.

No plenário do STF foram reservados 24 lugares para "cidadãos comuns". (Sarney? Não! Sarney é um "cidadão incomum", segundo Lula.)

Metade dos lugares costuma ficar vazia. Ou acaba cedida a jornalistas.

Quem teria paciência e tempo de sobra para acompanhar um julgamento que se estenderá por quase dois meses?

A muito custo os ministros resistem ao sono e enfrentam o tédio. O sono já derrotou alguns. O tédio se impõe como se fosse algo maciço e pesado.

Pesquisa nacional do instituto Datafolha, aplicada na última quinta-feira, ouviu 2.562 pessoas e descobriu que 75% delas estão a par do julgamento no STF.

A maioria (81%) diz que tomou conhecimento do mensalão - embora somente 18% se considerem bem informados a respeito.

Índice tão baixo de conhecimento satisfatório nada tem a ver com alguma espécie de absolvição prévia do PT e, sim, com a falta de gosto da população por assuntos políticos.

Quatro em cada cinco brasileiros (82%) acreditam que o mensalão foi um caso de corrupção que envolveu o uso de dinheiro público para comprar votos no Congresso.

Não foi isso que a acusação aos réus passou os últimos sete anos repetindo?

No mesmo período, com Lula à frente, o PT se valeu de todos os meios para convencer os brasileiros de que houve apenas Caixa 2. Resultado de esforço tão desmedido: só 7% acreditam que houve apenas Caixa 2 de campanha.

Quem diz ser capaz de antecipar o resultado do julgamento está mal informado. É grande, porém, a chance de José Dirceu ser condenado.

Em conversa recente com jornalistas, três ministros do STF, em ocasiões distintas, repetiram mais ou menos o mesmo raciocínio: se não acreditarmos que Dirceu comandou o esquema do mensalão só nos restaria acreditar que o comandante foi Lula.

Na televisão, Lula jurou ter sido apunhalado pelas costas. "Fui traído", comentou. Jamais apontou os eventuais traidores. E depois passou a se referir ao mensalão como uma farsa.

Ao jornal O Estado de S. Paulo, Dirceu ditou: "Nada fiz sem antes consultar Lula. Nada".

Roberto Jefferson, o que deflagrou o escândalo do mensalão, dirigiu-se a Lula ao depor no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Aconselhou-o a despachar Dirceu, seu desafeto. Aconselhou, não. Ordenou que o despachasse. Do contrário...

Para que sua cabeça não rolasse, Lula entregou a de Dirceu. Que perdeu a chefia da Casa Civil da presidência da República e em seguida seu mandato de deputado federal, cassado pela Câmara.

Você acha difícil acreditar que Dirceu desconhecesse a existência do mensalão, não é?

Eu também acho.

E Lula? Você acredita que ele desconhecia?

Eu acredito que ele conhecia.








Feira Livre no blog de Augusto Nunes

‘A lei, para amigos e inimigos’, por Janaina Conceição Paschoal

PUBLICADO NA FOLHA DE S. PAULO EM 10 DE AGOSTO

JANAINA CONCEIÇÃO PASCHOAL
Propaga-se a ideia de que os réus, no processo do mensalão, tiveram garantias desrespeitadas, foram cerceados em suas defesas, acusados por meio de denúncia inepta, não sendo raro ler que estão submetidos a um tribunal de exceção.

Independentemente de haver ou não prova suficiente para a condenação, alguns esclarecimentos precisam ser feitos.

A denúncia ofertada pelo Ministério Público Federal é clara e responsável, na medida em que procura atribuir a cada um dos envolvidos a sua parcela de culpa, tomando o cuidado de estabelecer núcleos de atuação.

Tivesse o órgão acusador realmente adotado a teoria de que os líderes da organização criminosa respondem por todo e qualquer crime por tal organização praticado, certamente os principais réus, além de serem acusados por corrupção ativa, quadrilha e peculato, teriam sido denunciados por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, pois, ao estruturar a organização, sabiam como o suposto esquema iria funcionar.

Igualmente parcimonioso foi o STF ao rejeitar algumas das imputações já no momento do recebimento da denúncia. Na maior parte dos processos criminais, o magistrado recebe a denúncia em sua íntegra para ao final dizer se absolve ou condena.

O fato de ter recusado parte das imputações no nascedouro da ação mostra que o STF não está julgando com ira, com gana de condenar ou de dar respostas à sociedade.

Também não procedem as ilações de que os réus estão tendo menos condições de defesa que outros acusados. É justamente o contrário.

A ação penal referente ao mensalão tramitou por um bom tempo, todos os requisitos previstos na lei e no regimento estão sendo observados. E aos acusados foram garantidos meios de defesa que a maior parte dos réus, no Brasil, não consegue.

Cito como exemplo o fato de terem obtido a expedição de carta rogatória para ouvir testemunhas de defesa no exterior. A lei assegura tal direito, mas dificilmente outros acusados conseguem ter deferido o mesmo meio de prova.

É insustentável a alusão de que o ministro relator, Joaquim Barbosa, estaria impedido de presidir a ação penal por ter conduzido o inquérito.

Procedesse esse argumento, todas as ações originárias estariam sob suspeita, e todos os casos em que houve quebra de sigilos se tornariam nulos, pois as decisões mais interventivas, durante qualquer investigação, são tomadas pelo juiz que normalmente preside a ação penal subsequente.

O foro privilegiado, como o próprio nome diz, a vida toda foi tido como uma benesse. Agora, estranhamente, passa a ser apresentado como sinônimo de tortura.

Se a ação referente ao mensalão for nula e se as cortes internacionais precisarem intervir em prol dos réus, todos os outros processos criminais em trâmite no país devem ser imediatamente encerrados.

Que a defesa precise usar algumas figuras de linguagem, ao apresentar suas teses, é compreensível. Difundir, entretanto, que a maior corte do país está procedendo a um julgamento de exceção constitui desrespeito com o STF e com o Brasil.



IV- LEIAM COMO SOMOS ROUBADOS PELO GOVERNO

Leiam o artigo escrito na Revista Forbes americana sobre como somos roubados pelo governo brasileiro quando adquirimos um automóvel importado, é uma vergonha, não dá para entender como podemos ser logrados desta maneira, depois que o governo sobre taxou ainda mais os importados, chega a ser aviltante o preço que pagamos aqui no Brasil, a palavra correta é a que usei roubados, pelo tamanho da diferença entre o preço na origem e o que pagamos aqui devido aos impostos e taxas que ficam com o governo, é brincadeira, não, é a mais pura verdade! Leiam;
Juarez Capaverde


Brasileiros pagam preços 'ridículos' por carros, aponta Forbes

Em artigo na versão on-line, um autor da revista americana Forbes, especializada em finanças e muito conhecida por compilar listas das maiores fortunas do mundo, criticou os preços abusivos pagos por brasileiros por carros considerados de luxo no país. Como exemplo, a publicação cita o valor de Jeep Grand Cherokee, que custa R$ 179 mil (US$ 89,5 mil) no país. Nos Estados Unidos, o mesmo carro sai por cerca de US$ 28 mil.


"Alguém pode pensar que pagar US$ 80 mil em um Jeep Grand Cherokee significa que ele vem com asas e grades folheadas a ouro. Mas no Brasil é a versão básica", afirma Kenneth Rapoza, autor do artigo e responsável por cobrir os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) para a Forbes. Ele ressalta que o preço nos EUA é quase metade do salário médio anual de um americano, mas o preço praticado no Brasil está muito aquém dos ganhos de um brasileiro médio.



O jornalista aponta os culpados de sempre pelos preços inflados: impostos sobre importados e outras taxas aplicáveis a produtos industriais. "Com os R$ 179 mil que paga por um único Grand Cherokee, um brasileiro poderia comprar três, se vivesse em Miami", escreve Rapoza.



O artigo ainda cita o novo Dodge Durango, que deve ser apresentado pela Chrysler no salão do automóvel de São Paulo em outubro, e que custará ainda mais que o Grand Cherokee: cerca de R$ 190 mil (US$ 95 mil), segundo a publicação. Nos EUA, o mesmo carro custa US$ 28,5 mil e até um "professor de escola pública do Bronx" pode comprar um com dois anos de uso.



"Desculpem, 'Brazukas' (sic)... não há status em um Toyota Corolla, Honda Civic, Jeep Grand ou Dodge Durango. Não sejam enganados pelo preço. Vocês estão definitivamente sendo roubados", avisa Rapoza.


Frases do dia


Sobre o mensalão

“A defesa vê caixa 2 como conduta corriqueira, socialmente consentida”


Eliana Calmon, Corregedora Nacional de Justiça, criticando a postura dos advogados de defesa no julgamento do mensalão


Desastre anunciado

 

“Este país é grande, goza de respeito e está tão bom que a gente nunca ganhou as Olimpíadas e vai ganhar agora, no futebol. Não sei se outros pioraram ou nós melhoramos”.



Lula, na véspera da desclassificação da seleção feminina e uma semana antes da derrota do time masculino na final contra o México.








Até amanhã.





As fotos inseridas o foram pelo blogueiro. Juarez Capaverde

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