sexta-feira, 8 de junho de 2012

LULA O DITADOR DE BANÂNIAS E O PT - PETISTAS ROUBAM + DE R$ 100 MI DO BCO DO NORDESTE - MORDAÇA DA MÍDIA, OUTRA VEZ O PT EXIGE -


Bom dia, como vocês já tomaram ciência através do blog anterior, o PT Nacional, por imposição de Lula o Sujo, não aceitou o resultado das prévias estabelecidas para a escolha do candidato à Prefeitura de Recife, ao indicar o Senador Humberto Costa com o objetivo de conseguir o apoio do Governador Eduardo Campos para a disputa em SPaulo onde também por imposição de Lula o Sujo, outra vez, o candidato é o ex-Ministro Haddad o Trapalhão em detrimento inclusive de prévias que já tinham sido estabelecidas para a escolha do melhor candidato, o PT hoje é do Lula e não da militância ou dos nomes que compõe a direção partidária, está como já era sabido arrumando algumas rejeições dentro do próprio partido o Ditador de Banânias Lula, a direção regional e os militantes de Recife estão dando apoio total ao Sr. João da Costa que venceu as prévias sendo o candidato da escolha local, vai dar ainda o que falar esta disputa, acredito que com estas atitudes autoritárias do Lula o partido se imploda em breve, transcrevo abaixo texto do jornalista Ricardo Setti que versa sobre o assunto com muita propriedade. Leiam;
Juarez Capaverde





Ao melar prévias, vetar candidatos e impor nome para concorrer à Prefeitura do Recife, Executiva Nacional do PT age como Politburo soviético



Que beleza, a “democracia interna” do PT, não?

Já comentei aqui a tratoragem que sofreram a realização de prévias entre filiados do partido para escolher o candidato a prefeito da maior cidade do Brasil, São Paulo, e, em consequência, a participação, nelas, da senadora Marta Suplicy – que durante muito tempo liderou as pesquisas de intenção de voto.

Quem dirigiu o trator que passou por cima dos princípios “democráticos” do PT e de Marta foi ninguém menos do que o supremo Deus do lulalato, em pessoa. Ele decidiu, à revelia do Diretório Municipal, acima de tudo e de todos, que o candidato deveria ser seu ex-ministro da Educação Fernando Haddad – e pronto.

Tudo mundo bateu continência e engoliu em seco.

Anulem-se as prévias, proíbam-se as disputas: o candidato é Humberto Costa

Agora, chegou a vez de o PT tratorar outras prévias e outras candidaturas bem situadas em outra grande cidade brasileira, o Recife. Ali, a Comissão Executiva Nacional do partido decidiu intervir no diretório municipal para impor – a palavra é precisamente esta — a candidatura do senador Humberto Costa a prefeito.

Como um bom e velho Politburo do Partido Comunista da extinta União Soviética, a Executiva do PT baixou, em nota oficial, uma espécie de AI-5 em que tomou quatro decisões:

1. Confirmar a anulação da prévia realizada no dia 20 de maio, vencida pelo atual prefeito, o petista João da Costa, por pouco menos de 600 votos. A anulação, decidida igualmente pela Executiva Nacional dias depois da votação, se deu porque os candidatos teriam “desrespeitado normas”. Remarcou-se a prévia para 3 de julho.

2. Cancelar a novas prévia de 3 de julho.

3. Estabelecer que os dois postulantes à prévia – o prefeito e o secretário de Governo, deputado licenciado Maurício Rands – não poderiam mais disputar coisa alguma.

4. E que, de cima para baixo, ficava decidido que o senador Humberto Costa seria (como vai ser) o candidato.

O governador não quis, o PT atendeu

O problema é, de novo, o chefão do lulalato. O governador Eduardo Campos (PSB) não queria o prefeito candidato à reeleição. E deixou claro que ou o PT escolhia alguém mais ou seu partido não apoiaria o candidato de Lula à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad.

Veio, então o “dedaço” de cima, apontando para o senador Humberto Costa.

Costa, ex-secretário no governo de Eduardo Campos, já foi vereador, deputado estadual, deputado federal e ministro da Saúde (2003-2005). Elegeu-se bem senador em 2010, mas não foi bom de voto nas duas vezes em que disputou o governo de Pernambuco.

Da primeira vez, em 2002, massacrou-o o então governador Jarbas Vasconcelos, que teve 60% dos votos, contra 34% de Costa. Da segunda vez, em 2006, ele não chegou nem ao segundo turno, disputado pelo atual governador contra o então governador Mendonça Filho (DEM), ex-vice de Jarbas.
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Agora, a “democracia interna” do PT lhe entregou de bandeja a disputa da capitaldo Estado.
Ricardo Setti



II-

Os petistas continuam roubando, e não roubam pouco não, agora a PF está apurando desvios de mais de R$ 100 milhões de reais do Banco do Nordeste comandado pela súcia do partido, estão roubando em todos os lugares onde foram colocados pelo governo federal desde a época do Lula, leiam a reportagem abaixo e constatem a desfaçatez como age este bando de ladrões petistas, espero que o povo acorde logo e mandem estes sujeitos para a cadeia onde é o lugar que merecem, inclusive junto com o grande chefe Lula da Silva que é o legítimo chefe desta quadrilha de bandidos e ladrões. Leiam;
Juarez Capaverde

Polícia Federal apura o desvio de mais de R$ 100 milhões do Banco do Nordeste


Lembra o caso dos dólares escondidos na cueca? Uma investigação obtida por ÉPOCA revela desvio de dinheiro envolvendo o mesmo banco – e o mesmo partido político



LEOPOLDO MATEUS, DE FORTALEZA


SOB INVESTIGAÇÃO


A sede do Banco do Nordeste, em Fortaleza, e o chefe de gabinete do banco, Robério do Vale (à direita). Três empresas dos cunhados de Vale obtiveram empréstimos suspeitos que chegaram a cerca de R$ 12 milhões (Foto: Kléber A. Gonçalves/O Povo e Miguel Porti/Ag. Diário)


No auge do escândalo do mensalão, em julho de 2005, nenhum caso chamou tanta atenção quanto os “dólares na cueca”, que levaram à renúncia de José Genoino à presidência do Partido dos Trabalhadores.


Um assessor parlamentar do então deputado estadual cearense José Guimarães (PT), irmão de Genoino, foi detido pela Polícia Federal, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Em suas roupas de baixo, havia US$ 100 mil em espécie. As investigações indicaram na ocasião que o dinheiro era propina recebida pelo então chefe de gabinete do Banco do Nordeste (BNB) e ex-dirigente do PT, Kennedy Moura, para acelerar empréstimos no banco.


Passados sete anos, uma auditoria interna do banco e outra da Controladoria-Geral da União, obtidas por ÉPOCA, revelam um novo esquema de desvio de dinheiro. Somente a empresa dos cunhados do atual chefe de gabinete, Robério Gress do Vale, recebeu quase R$ 12 milhões. Sucessor de Kennedy, Vale foi o quarto maior doador como pessoa física para a campanha de 2010 do hoje deputado federal José Guimarães.


O poder de Guimarães sobre o BNB pode ser medido a partir da lista dos doadores de sua bem-sucedida campanha ao segundo mandato, dois anos atrás. A maior doação de pessoa física é dele próprio. A segunda é de José Alencar Sydrião Júnior, diretor do BNB e filiado ao PT. A terceira é do também petista Roberto Smith, presidente do banco no período em que ocorreram operações fraudulentas e hoje presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará, nomeado pelo governador Cid Gomes (PSB).


O atual presidente do BNB, Jurandir Vieira Santiago, vem em 11º. Eleito para a Câmara Federal pela primeira vez em 2006, com a maior votação do Ceará, Guimarães ganhou poder na Câmara. Tornou-se vice-líder do governo e passou a ser amplamente reconhecido como o homem que indicava a diretoria no Banco do Nordeste. No disputado campo de batalha da política nordestina, o BNB é território de José Guimarães.


O novo esquema de desvios e fraudes no banco nordestino segue um padrão já estabelecido na longa e rica história da corrupção brasileira: o uso de laranjas ou notas fiscais frias para justificar empréstimos ou financiamentos tomados no banco. Assim como na dança de dinheiro dos tempos do mensalão, as suspeitas envolvem integrantes do PT.


Um levantamento feito por ÉPOCA mostra que, entre os nomes envolvidos nas investigações da CGU e da Polícia Federal, há pelo menos dez filiados ao PT. Apresentado ao levantamento e aos documentos, o promotor do caso, Ricardo Rocha, foi enfático ao afirmar que vê grandes indícios de um esquema de caixa dois para campanhas eleitorais. “O número de filiados do PT envolvidos dá indícios de ação orquestrada para arrecadar recursos”, afirma Rocha.


A maioria das operações fraudulentas ocorreu entre o final de 2009 e o início de 2011. Somados, os valores dos financiamentos chegam a R$ 100 milhões, e a dívida com o banco a R$ 125 milhões. Só a MP Empreendimentos, a Destak Empreendimentos e a Destak Incorporadora conseguiram financiamentos na ordem de R$ 11,9 milhões. Elas pertencem aos irmãos da mulher de Robério do Vale, Marcelo e Felipe Rocha Parente. Segundo a auditoria do próprio banco, as três empresas fazem parte de uma lista de 24 que obtiveram empréstimos do BNB com notas fiscais falsas, usando laranjas ou fraudando assinaturas.


As empresas foram identificadas após a denúncia feita por Fred Elias de Souza, um dos gerentes de negócios do Banco do Nordeste. Ele soube do esquema na agência em que trabalhava, a Fortaleza-Centro, e decidiu procurar o Ministério Público, em setembro do ano passado. “Sou funcionário do banco há 28 anos. Quando soube do que estava acontecendo, achei que tinha o dever de avisar o MP”, diz. O promotor Rocha, depois de tomar conhecimento do teor e da gravidade das denúncias de Souza, chamou representantes do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União para acompanhar o depoimento.

O ex-gerente Fred Elias de Souza, que revelou muitas das irregularidades. Ele foi transferido de função e hoje trabalha durante a madrugada, no SAC do banco (Foto: Jarbas Oliveira/ÉPOCA)

Em um dos casos, fica evidente o aparelhamento político do banco por membros do PT. Souza denunciou a existência de um esquema chefiado pelo empresário José Juacy da Cunha Pinto Filho, dono de seis empresas que obtiveram mais de R$ 38 milhões do Banco do Nordeste, em recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), entre 2010 e 2011.


Para conseguir financiamentos para compras de máquinas e veículos, foram apresentadas notas fiscais falsas, segundo o Relatório da CGU. Tudo era feito com a conivência de funcionários das agências bancárias e de avaliadores do banco. No caso da empresa Flexcar Comércio e Locação de Veículos, o então gerente de negócios da Agência BNB Fortaleza-Centro, Gean Carlos Alves, afirmou em laudo ter visto os 103 carros financiados pelo banco. Fred de Souza afirmou em depoimento que uma fiscalização identificou apenas 33. Segundo a investigação, Alves alterou os registros referentes aos gravames (documentos de garantia da dívida) dos veículos para liberar quase R$ 3 milhões para a Flexcar, aceitou notas fiscais falsas e falsificou o e-mail de um colega. Segundo o depoimento de Fred de Souza, Alves liberou R$ 11,57 milhões para três empresas de Pinto Filho usando uma senha dada pelo controle interno do banco e pela Gerência-Geral da agência. A gerência é ocupada por Manoel Neto da Silva, filiado ao Partido dos Trabalhadores.


Outras duas empresas de Pinto Filho obtiveram empréstimos em outra agência de Fortaleza, a Bezerra de Menezes, cujo gerente-geral é José Ricáscio Mendes de Sousa, também filiado ao PT. Segundo o depoimento de Souza, foi Mendes de Sousa quem atraiu Pinto Filho para realizar negócios com o banco. A sexta empresa de Pinto Filho envolvida no esquema, segundo as auditorias, é a JPFC Empreendimentos, que apresentou notas falsificadas para justificar um empréstimo de R$ 2,9 milhões.


As notas foram assinadas por Antônio Martins da Silva Filho, filiado ao PT de Limoeiro do Norte, cidade cearense de onde chegaram à PF outras denúncias envolvendo o BNB, em dezembro último.


A investigação da polícia está sob segredo de Justiça, mas ÉPOCA obteve com exclusividade o depoimento de José Edgar do Rêgo, funcionário do banco há 32 anos. Desde março de 2010, Rêgo é gerente de negócios do Programa Nacional de Financiamento da Agricultura Familiar (Pronaf), coordenado pelo banco, em Limoeiro. Ele delatou um esquema, investigado pela PF, em que os beneficiados pelas linhas de crédito do banco não eram agricultores, mas motoqueiros, frentistas, professores municipais e taxistas. Tudo ocorreu em 2010.


Empréstimos do BNB eram pedidos e autorizados por membros do PT, citados na denúncia


Os projetos aprovados pelo banco eram apresentados por dois sindicalistas: Sidcley Almeida de Sousa e Francisco César Gondim. Ambos são filiados ao PT da cidade de Tabuleiro. Em suas visitas ao BNB de Limoeiro, eles eram sempre acompanhados pelo vice-prefeito de Tabuleiro, Marcondes Moreira, também do PT.


Apesar das irregularidades na identificação dos beneficiados, os projetos eram aprovados. Entre os citados por Rêgo como envolvidos na aprovação dos projetos ainda estavam outros dois filiados ao PT: Ariosmar Barros Maia, da cooperativa técnica de assessoria e projetos, e Samuel Victor de Macena, que avaliou em R$ 180 mil imóveis cujo valor, medido pelo banco, não passam de R$ 53 mil. Os imóveis foram colocados como garantia dos empréstimos.


No meio de seu depoimento à Polícia Federal, foi questionado sobre a empresa Emiliano Turismo, investigada pela PF. Disse que “era de conhecimento público em Tabuleiro que a empresa Emiliano Turismo trabalhava como cabo eleitoral para os então candidatos a deputado estadual e federal Dedé Teixeira e (José) Guimarães, ambos do Partido dos Trabalhadores”. O deputado Guimarães nega qualquer tipo de relação com a Emiliano.



Rêgo disse ainda que a Emiliano Turismo montava projetos para ser aprovados pelo Pronaf. Ele afirma ter detectado falsificações em assinaturas do projetista José Ivonildo Raulino, em projetos apresentados pela empresa. Alguns deles foram aprovados pelo gerente-geral da agência, José Francisco Marçal de Cerqueira. Devido ao grande número de projetos do Pronaf na agência de Limoeiro, Marçal determinou que funcionários trabalhassem nos fins de semana. Alguns contratados passaram a ter a senha de Rêgo, gerente de negócios do Pronaf, para liberar os recursos quando ele não estivesse presente. Um deles era Otávio Nunes de Castro Filho, filiado ao PT.


 Ainda segundo o depoimento de Rêgo, Marçal autorizava e Isidro Moraes de Siqueira, então superintendente do banco e atual diretor de Controle e Risco, tinha conhecimento do que ocorria. Siqueira afirma que, informado das irregularidades, acionou a auditoria interna do banco. O maior responsável no banco pelos recursos do Pronaf é outro petista, indicado pelo deputado Guimarães: José Alencar Sydrião Júnior, diretor de Gestão do Desenvolvimento do banco, setor responsável pela liberação dos recursos do programa, e segundo maior doador da campanha de Guimarães.


O Ministério Público, Federal ou Estadual, ainda não recebeu o relatório da CGU nem a auditoria interna do BNB. A quebra de sigilos bancários dos envolvidos tampouco foi autorizada pela Justiça. Uma discussão judicial quanto à competência das esferas estadual ou federal para apurar as denúncias também postergou os trabalhos de investigação. Após várias idas e vindas, atualmente o processo está nas mãos do promotor do MPE Ricardo Rocha.


O atual presidente do BNB, Jurandir Vieira Santiago, assumiu o cargo em junho de 2011. Sua última administração também é alvo de uma investigação, que no Ceará ganhou o nome de “escândalos dos banheiros”. Até assumir a presidência do banco, no meio do ano passado, Jurandir era secretário das Cidades do Estado. O TCE investiga um esquema de superfaturamento na construção de banheiros em comunidades carentes no interior do Ceará. Alguns envolvidos já foram intimados a devolver R$ 164 mil aos cofres públicos.


O deputado Guimarães nega ter conhecimento das irregularidades e repudia qualquer envolvimento de seu nome relacionado a desvios de recursos no Banco do Nordeste. Ele diz que o ex-presidente Roberto Smith foi indicado pelo PT do Ceará com sua anuência. O comando do BNB diz nunca ter sido omisso quanto às irregularidades e que vários dos envolvidos foram demitidos. Robério do Vale, chefe de gabinete, afirma que sua função não interfere no processo de concessão de crédito.


 Ele diz que o banco deve apurar as irregularidades e punir os responsáveis. O ex-presidente do banco Roberto Smith diz não ter tomado conhecimento do relatório da CGU nem das conclusões da auditoria interna, por estar fora do banco desde 2011. Afirma que, no final de seu mandato, recebeu denúncia de desvios de crédito e encaminhou para a auditoria.


O promotor Rocha pediu ao banco que providenciasse segurança a Fred de Souza, autor da maior parte das denúncias. Souza recusou. Desde então, escapou de um tiro na rua e foi perseguido por motos duas vezes. Souza foi transferido de horário e função. Hoje, trabalha da meia-noite às 7 horas, avaliando o trabalho de atendentes do Serviço de Atendimento ao Cliente do banco. Ali, até o momento, não identificou nenhuma irregularidade.




III-


Eles continuam tentando amordaçar a mídia, para que fatos como o acima não sejam divulgados ao povo brasileiro, os bandidos petistas comandados por Lula, Zé Chefe de Quadrilha Dirceu, Marco Aurélio Garcia, Ruy Abutre, mais uma vez estão a pressionar a Sra. Dilma para que prepare um decreto que estabelecerá a “Regulação da Mídia”, ou seja, imporá através de decreto a censura neste país outra vez, calando a imprensa livre e não cooptada pelo governo petista que investiga e divulga fatos reais de corrupção e desvios de dinheiro público pelo governo estabelecido em todos os níveis, em Ministérios, em Estatais em Empresas Públicas como a Petrobrás etc., este é o grande objetivo de tal “regulação”. Leiam abaixo parte do documento enviado pelo PT à Presidência exigindo a resolução. Leiam;
Juarez Capaverde








PT cobra rapidez de Dilma sobre regulação da mídia


Em documento, partido usa escândalo Cachoeira para criticar oposição e 'setor' da imprensa e critica 'descompasso' com anseios da população


08 de junho de 2012 | 3h 07
VERA ROSA / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
Uma resolução política aprovada no Encontro Municipal do PT, que no dia 2 oficializou a candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo, cobra celeridade do governo Dilma Rousseff na preparação do decreto sobre o marco regulatório da radiodifusão no País. O documento afirma que o atraso no encaminhamento da proposta revela "descompasso" com anseios da população.

Sob o argumento de que o discurso da ética adotado por políticos do DEM e do PSDB "caiu por terra" com as investigações da Polícia Federal, que resultaram na CPI do Cachoeira, o PT vê a parceria de "um setor da mídia" com os escândalos envolvendo o senador Demóstenes Torres (ex-DEM, sem partido-GO) e o contraventor Carlos Cachoeira.

"Os últimos fatos evidenciam a associação de um setor da mídia com a organização criminosa da dupla Cachoeira-Demóstenes, a comprovar a urgência de uma regulação que, preservada a liberdade de imprensa e a livre expressão do pensamento, amplie o direito social à informação", diz trecho do documento.

Com 26 folhas e 91 tópicos, o texto assinala que o debate sobre a "democratização dos meios de comunicação" é uma "questão urgente" para a consolidação do projeto democrático-popular do PT. "O marco regulatório da radiodifusão tarda a chegar ao Congresso, em descompasso com as exigências reiteradas dos movimentos populares e das centrais sindicais", critica a resolução.

O governo prepara um pacote de medidas que endurecem as regras para concessões de rádio e TV, dá mais peso a programações com conteúdo local e objetiva acabar com emissoras em nome de "laranjas". O decreto passará por consulta pública, mas o PT acha que o processo está demorado.

Escândalos. Sem mencionar o mensalão, que atingiu o governo Lula e dizimou a cúpula do PT, em 2005, o documento diz que "a oposição está envolvida em escândalos e crimes", e elogia a Lei da Ficha Limpa, mas enfatiza a necessidade do financiamento público de campanha. O julgamento dos réus do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal, às vésperas das eleições, é motivo de grande preocupação no PT. O incômodo assunto, porém, não aparece no texto, que exalta os feitos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff e carimba Haddad como "um novo líder".

A resolução indica a estratégia que o PT adotará na campanha de Haddad ao apresentar o candidato do PSDB, José Serra, e o prefeito Gilberto Kassab (PSD) como políticos que abandonam compromissos para se dedicar a projetos pessoais. "Serra abandonou a Prefeitura para ser candidato a tudo. O fez depois de ter assinado um documento público se comprometendo a ficar até o fim da gestão. Mentiu, quebrou a promessa e desrespeitou todos os cidadãos de São Paulo. Kassab deixou de governar a cidade para se dedicar à construção de seu partido, revelando completa falta de compromisso com os munícipes."

Na tentativa de atrair a senadora Marta Suplicy (SP), que boicotou o Encontro Municipal do PT, o texto cita quatro vezes a ex-prefeita. Afirma que Kassab e Serra patrocinaram "recuos" em relação às "conquistas e avanços" obtidos na gestão Marta (2001 a 2004), nas áreas de educação e saúde. A resolução observa que a "unidade partidária" é peça fundamental para eleger Haddad. Por ora, no entanto, Marta se recusa a participar da campanha.



FRASE DO DIA

— É bom voltar ao Recife e saber que os companheiros que fizeram comigo esta luta, a luta pelo direito de ser candidato à reeleição, continuam ativos, alegres e conscientes de que lutaram e conquistaram uma vitória política. 

Prefeito João da Costa ao retornar a Recife depois de ter sua candidatura excluída pelo PT Nacional




Até amanhã








As fotos inseridas nos textos, o foram pelo blogueiro. Juarez Capaverde

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